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Região rural do Paranoá convive com saúde precária

Por Stella Maris

Em Sobradinho dos Melos, área rural do Paranoá, não há nenhum posto de saúde. Os moradores contam com a ajuda de uma assistente de saúde do Paranoá, que tem a função de marcar as consultas para os moradores. Nos dias marcados, todos se deslocam até o hospital. Apesar disso, os pacientes reclamam que a demora no atendimento é grande. “A verdade é que a saúde é ruim. Tem muita gente e poucos médicos. Às vezes perco o dia inteiro esperando uma consulta que pode ser feita rapidinho”, reclama a dona de casa Carmem da Silva.
E não é de hoje que os moradores pedem por um posto de saúde. “O posto de saúde é uma reivindicação antiga da comunidade, não adianta fazer um posto e abandonar, não são apenas quatro paredes. Posto de saúde é atendimento, enfermeiro, material. Precisa funcionar. O ser humano está jogado nos corredores”, comenta o vice-diretor da Escola Classe Sobradinho dos Melos, Antônio Carlos.

A Diretoria de Atenção Primária à Saúde do Paranoá esclarece que a comunidade era atendida anteriormente pela Equipe de Saúde da Família do Altiplano Leste, que foi desativada por falta de espaço físico. Ela informa que existem verbas para construção de Postos de Saúde, mas a falta de terrenos públicos destinados à saúde dificulta a construção, tanto na área urbana como na rural.

Já na comunidade do Café sem Troco, que fica a quarenta quilometros do Paranoá, uma vitória é bastante comemorada: foi inaugurado recentemente um posto de saúde no local. Mas, se não fosse à boa vontade dos moradores, talvez esse sonho ainda não tivesse sido realizado. “A comunidade bancou a construção e depois foi entregue para a Secretaria de Saúde para colocarem médicos e equipamentos”, comenta Damião Firmino Gomes, Presidente da Assossiação de Produtores e Moradores. “Um posto de saúde não se cria de um dia para o outro. Para isso é necessario recursos. Com a festa de inauguração, ficou em torno de R$ 60 mil”, acrescenta Damião.
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Teatro vira opção de lazer para a terceira idade

Por Gabriela Lapa

Eles trocam os trabalhos manuais, os carrinhos dos netos e as tampas das panelas por sapatos de dança, cenários e figurinos.  As cruzadinhas dão espaço à leitura e ensaio de peças teatrais no exercício da memória. O grupo teatral ASA’S Companhia de Teatro é formado por cerca de oito idosos. Eles realizam os encontros em espaço cedido pela Casa da Cultura, um projeto vinculado à Administração Regional do Guará.
A professora aposentada Inad Fernandes, 72 anos, descobriu o teatro depois que a terceira idade chegou. “Passei a viver. Quando mais nova, cuidei de casa, de filho, do marido, do neto... mas não mais. Agora sou independente e minha vida é essa. Se tirar o teatro e a dança de mim, fico inválida", declara Inad.

 O diretor do grupo, Juca Costa, sempre trabalhou com teatro.  Aos 74 anos, ainda afirma ser completamente apaixonado pela profissão. “Teatro é a minha vida. Quando estou no palco e me maquio, é a coisa mais deliciosa e a mais maravilhosa”. Segundo Juca, a Companhia está à disposição para quem deseja entrar para o mundo do teatro, seja idoso ou jovem.  “Se você for inibido, vai desinibir”, garante o diretor.
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Falta de segurança marca o condomínio Sol Nascente

Por Maria Helena Lopes


O Sol Nascente é um condomínio da cidade de Ceilândia localizado a 40 minutos de Brasília. De acordo com o site do GDF, é a maior ocupação irregular do Distrito Federal, com 56 mil habitantes. Porém, a administração local afirma que 150 mil pessoas moram na região. Ele ocupa atualmente a primeira de três etapas de regularização.
Dentre os diversos problemas enfrentados pelos moradores, a segurança é o mais preocupante. As ruas não são asfaltadas e as erosões aumentam no período da chuva. Devido ao grande volume de ocorrências, nem todas são atendidas. O posto policial, que fica na frente do condomínio, dispõe de apenas dois oficiais. Segundo o cabo Kleber Ramos, não existem viaturas disponíveis para a realização das rondas. “Não tem infraestrutura. Os moradores anotam e ligam para o 190 que resolver a ocorrência”, afirma a autoridade.

A moradora Kaline Fernandes, 32 anos, funcionária do Colégio Adventista de Taguantinga, vive no Sol Nascente há cinco anos e considera a segurança péssima. Ela sai para trabalhar por volta das cinco horas da manhã e afirma sempre ver muitos bandidos. “Já fui assaltada três vezes. Rondas na frente da minha casa não existem. Só quando ligamos que os policiais atendem os pedidos”, lamenta Kaline. A assessoria de imprensa do 8º Batalhão de Polícia Militar de Ceilândia informou que registra uma média diária de quatro ocorrências por dia.
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Ritmo e poesia black na capital federal

Por Ana Nery

O rap foi criado nos pobres bairros norte-americanos de Nova York, na década de 1970 . O ritmo só foi chegar a Brasília em 1992. A primeira produção candanga foi realizada no mesmo ano, com o disco Peso Pesado, do rapper Gog, que faz sucesso até hoje entre os jovens. Segundo o cantor e compositor Bruce Oliveira, mais conhecido como Capone, geralmente os shows são compostos por uma dupla. O DJ é o responsável pelos efeitos sonoros junto com as trilhas, enquanto o MC canta as letras.

 Atualmente existem pessoas que fingem viver determinada realidade dentro do mundo do rap, conta Capone. “Às vezes a pessoa não é pobre, não vive no meio da bandidagem, mas nas letras se fala muito disso. Porém, isso acontece pelo fato de ter um público que gosta e adquire o material”. Mas esse não é o ideal de quem vive no meio musical, destaca o cantor. “Nós cantamos a nossa realidade”, esclarece.

As roupas largas e a batida pesada são características que assustam algumas pessoas que passam e observam Capone conversando e cantando. “As pessoas tendem a olhar com ‘olho torto’ para todas as pessoas que fogem bastante do normal. Exatamente por não estarem acostumadas, é algo que foge dos padrões”, comenta.

Um dos efeitos sonoros mais conhecidos no rap é o scratch, som provocado pelo atrito da agulha do toca-discos no vinil. De acordo com Capone, esse é um diferencial que atrai muitas pessoas para o mundo das baladas “black”. “Os adeptos são apaixonados pelo que fazem, pela batida, pelas letras. E respeitam o gosto de todos”, afirma o rapper. “Acho legal que algumas pessoas não curtam a música, pois mostra que elas gostam realmente de outros estilos”, finaliza o compositor.
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Projeto busca auxiliar comunidades carentes por meio de inclusão digital


Por Luisa Ikemoto

 Uma iniciativa promete mudar a realidade das comunidades carentes do Distrito Federal a partir da inclusão digital. É essa a ideia da professora Adja Rego, uma das responsáveis por trazer para Brasília o projeto que nasceu no Rio de Janeiro há 15 anos. Ela conta que usa a informática como porta de entrada para ter acesso aos jovens das regiões mais carentes do DF. O programa funciona integralmente pelo próprio interesse da comunidade, que procura conforme as próprias necessidades. Para passar o conteúdo, professores especializados atuam na área com aulas de informática para a população.

Até mesmo o material é resultado de doações. Os computadores utilizados no projeto foram doados pelos próprias pessoas da cidade. A professora conta que na Estrutural as instalações usadas ficam em uma igreja. Com a estrutura montada, os professores reúnem-se com as turmas e escolhem um tema de interesse comum. A partir de então, os jovens aprendem a usar computadores e navegar na internet, o que resulta em uma melhora de autoestima, em uma formação mais completa, e em novas oportunidades para os envolvidos.

Os alunos formados viram monitores, e dessa forma, com a estrutura estabelecida e instrutores da própria comunidade, os professores podem se retirar e se concentrar em outras regiões administrativas. A iniciativa, que já chegou até a atuar em outros países da América Latina, passa agora por uma fase de reformulação.
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Escalada vira paixão para brasilienses que gostam de se exercitar

Por Raisa Nunes



Boulders, vias, regletes, crashs, magnésio e mosquetões. Essas são as palavras mais conhecidas do vocabulário dos esportistas apaixonados por escalada. O esporte que cada vez mais ganha espaço em Brasília é considerado pelos praticantes uma filosofia de vida. Além de exercitar força, equilíbrio e elasticidade, o desenvolvimento motor de cada músculo do corpo também é trabalhado.

Os chamados “boulders” são uma modalidade de escalada em blocos de pedra baixos, com até sete metros de altura. Sem cordas, a única segurança são os “Crashs Pads” – colchões de espuma especialmente desenvolvidos para este propósito – que são posicionados na base da pedra. A segurança de corpo também é feita com a ajuda de um colega que apara a queda, a fim de direcionar o escalador aos crachs. Para evitar o suor nas mãos e, consequentemente que elas escorreguem, eles utilizam o pó de magnésio.

A altura vai bem mais além quando se fala em “vias esportivas”. São pedras acima de 10 metros que alcançar paredões até 70 vezes maiores. Dessa forma, os equipamentos de proteção são indispensáveis. Os mosquetões – anéis metálicos – são usados para o auxílio de cordas e cadeirinhas. Segundo Gabriel Bello, empresário e estudante de ciências da computação, a prática da modalidade de vias é feita somente em duplas, onde um faz a segurança do outro.

A assistente administrativa Fabíola Xavier, 28 anos, reforça que é necessário estar em vigia. “Por ser um esporte radical, a segurança é fundamental tanto nos equipamentos quanto da pessoa que auxilia o escalador”, afirma. Escaladora há sete anos, Fabíola conta que a quantidade de mulheres praticantes do esporte tem aumentado significativamente. “A escalada vem se tornado cada vez mais popular e, consequentemente, aumenta o número de mulheres praticantes. No entanto, ainda é pequeno em relaçao ao público masculino”, explica. 

A consciência ambiental também é necessária para os escaladores que querem alcançar o topo da pedra. Normalmente os lugares mais procurados por eles estão em meio ao cerrado. “O local onde se pratica o esporte muitas vezes é completamente selvagem e pouco visitado pelo homem, exigindo assim que tenhamos respeito e cautela, degradando o mínimo possível para não prejudicar a fauna e flora nativa”, afirma Gabriel Bello.
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Polícia prende rival de Cachoeira e estima que ponto de jogo ilegal rende até R$ 20.000 por dia

Por Willian Farias

A Polícia Civil do Distrito Federal (PC/DF) prendeu nesta sexta-feira (14/9) um suspeito de ser o contraventor rival de Carlinhos Cachoeira na disputa pelos pontos estratégicos do jogo ilegal. De acordo com informações da Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Deco), o homem tinha envolvimento em três dos sete cassinos interditados no Distrito Federal durante a operação Jackpot. Ela é responsável por prender três suspeitos de participar da organização ilegal de Cachoeira.

O delegado responsável pelo caso, Fernando Cocito, diz que o suspeito detido fornecia as máquinas de jogo para o interessado, e em troca cobrava 60% de todo o rendimento obtido com o jogo. Cocito afirma que cada ponto rendia em média R$ 10.000 a R$ 20.000 por dia. Nesse caso, o contraventor poderia lucrar, com apenas um ponto, até R$ 360.000 em um mês.

Segundo o delegado, o grande esquema de negócios dos contraventores está no estado de Goiás. No entanto, o lucro alto da empreitada leva os líderes do jogo ilegal a desejarem expandir o mercado. "Acontece que essas casas são muito lucrativas. Se as máquinas funcionarem durante cinco dias, já é o suficiente para pagá-las por completo”, explica Cocito.
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Queda da criminalidade no Guará não tranquiliza moradores

Por Eduardo Aiache

O Guará está mais seguro. Pelo menos é o que indicam os dados do último levantamento da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. A pesquisa aponta uma queda nos índices de criminalidade da cidade. Só nos últimos três meses, a quantidade de roubos e furtos diminuiu cerca de 50 %. O estudante de publicidade do UniCeub, Juarez Júnior, 21 anos, reclama que ainda não se sente seguro na região. “O que eu observo é que a violência não está mais só na quadra 38, mas sim em todo lugar no Guará, não importa se é de dia ou de noite”, diz Juarez.

A 4ª Delegacia de Polícia, responsável pela região administrativa do Guará, informa que, no mês de julho, foram registradas 55 ocorrências policiais. No mesmo período do ano passado, esse número ultrapassou 100 ocorrências.

Segundo o comandante do 4º Batalhão da PM do Guará, coronel Antônio Carlos de Santana, a diminuição se deve ao reforço do policiamento nas ruas da região. Ele ressalta também o trabalho integrado entre as polícias Militar e Civil, Detran e Corpo de Bombeiros. “Desde que assumimos o comando da região há três meses, pelo menos 40% da criminalidade diminuiu em todos os aspectos”, relata o comandante.

Para o administrador da cidade, Carlos Nogueira, a participação da comunidade é essencial para a criação de novas táticas com o objetivo de diminuir a criminalidade. ”O que mais tem contribuído para essas estatísticas é a interação da comunidade no combate ao tráfico de drogas, da criminalidade”, afirma Carlos. Segundo ele, só com a denúncia da população será possível diminuir ainda a criminalidade no Guará.
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Japão para todos: quermesse no templo budista

Por Rodolfo Costa

Famosa por difundir a cultura japonesa em Brasília, a tradicional Quermesse do Templo Budista chega à 39ª edição. Todos os anos milhares de pessoas visitam o templo para contemplar a beleza, conhecer um pouco da religião e comer o delicioso yakisoba. Segundo o coordenador da Quermesse, Lucas Victor, a festa aumentou exponencialmente e ganhou maior notoriedade nos últimos anos. “De 2000 para cá, cerca de mil pessoas visitavam o templo por dia. Hoje, o número varia de 4 a 7 mil”. Porém, o que mais chama a atenção de todos é a variedade de grupos que visitam o estabelecimento.

Fãs da cultura japonesa costumam se encontrar no templo anualmente. Seja para colocar o papo em dia ou dançar no ritmo pop da matsuri dance. O voluntário Eduardo “Kon” frequenta o templo budista há cinco anos e tira da música e coreografia valores que passa aos visitantes. “Essa cultura transmite ensinamentos do bem. Não existem preconceitos. Ensina para as pessoas a importância da amizade”, comentou. Lucas Victor endossa a opinião do voluntário e afirma que os apreciadores da cultura pop japonesa levam ao templo uma singularidade que não se vê em outros lugares.

Em novo horário, o templo tenta atrair ainda mais pessoas para a Quermesse. Prova disso são as diversas famílias que comparecem para prestigiar a culinária e costumes religiosos. “O esforço que tem sido feito ano a ano é tornar a festa ainda mais agradável. Para isso, tentamos trazer sempre atrações interessantes”, garante o publicitário Jorge Franco, contratado pelo templo para aperfeiçoar a organização. O evento ocorre em todos os finais de semana do mês de agosto. É uma ótima atração para quem tem gosta da cultura japonesa ou tem interesse em conhecer. “O templo une pessoas de gostos diferentes em um só lugar. É uma festa singular que conta toda uma história”, diz a estudante Carolina Abreu, participante da Quermesse.
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Procon lança serviço de atendimento online ao consumidor


Por: Vívian Azeredo


Já está em funcionamento desde o começo deste mês (1º/06) , o Procon Digital, serviço de atendimento ao consumidor online. De acordo com a Secretaria de Justiça do DF ( SEJUS) , o projeto tem como objetivo facilitar a vida da população, reduzindo as filas de espera e também dobrando o número de atendimentos totais.  Durante 90 dias, o projeto estará em fase de teste.

Para quem deseja utilizar o serviço, é necessário se cadastrar no site com nome completo, e-mail, localização e contato. O usuário que for fazer a denúncia contra a empresa que desrespeitou o consumidor ainda terá a opção de anexar fotos e documentos. O serviço online possibilita fazer denúncias e pedir orientação no caso de alguma dúvida. O prazo para o atendimento é de no máximo 72 horas. 

Para o universitário Christian Thomas Oncken, o serviço tem grandes chances de facilitar a vida da população.  ‘’ Além de evitar o deslocamento, as filas, o serviço ainda traz rapidez e, portanto, atenderia melhor grande parte da população que tem acesso à internet’’, disse.

Já a dona de casa Luciana Ribeiro não acredita que o Procon Digital vá funcionar. ‘’Como outros serviços da mesma natureza, haverá muito atraso, lentidão no sistema e o atendimento físico ainda ficará comprometido em relação ao comparecimento direto a um estabelecimento do Procon”, critica. 

A assessoria de comunicação do órgão foi procurada, mas não se retornou os contatos.

O horário de funcionamento do serviço online é das 16h às 20h.
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Estudantes prestarão vestibular da UnB este final de semana

Mais de 21 mil inscritos em nove cidades disputam as vagas oferecidas

Por Gabriela Sant'Anna e Gabriela Vogado

A estudante Júlia Melo

O segundo vestibular de 2012 da Universidade de Brasília (UnB) será este final de semana. No total, são 21.368 inscritos, que disputarão 4.184 vagas divididas em 96 cursos de graduação. Parte dos inscritos, 844 pessoas, vão participar como treineiros e não disputam as vagas. O curso mais concorrido é o de medicina, com 90,93 candidatos por vaga, seguido de engenharia civil (25,97), direito diurno (24,15), relações internacionais (17,43) e arquitetura e urbanismo (17,03).

A prova será dividida em duas etapas e a primeira será de ciências humanas e redação. No segundo dia, os estudantes responderão as questões de exatas. Além de Brasília, mais nove cidades receberão os concorrentes: Brazlândia (DF), Ceilândia (DF), Gama (DF), Planaltina (GO), Sobradinho (DF), Taguatinga (DF), Goiânia (GO), Valparaíso (GO) e Uberlândia (MG).

Júlia Melo, 17 anos, é estudante do terceiro ano do ensino médio e vai prestar vestibular para comunicação social.  “Estou fazendo esse vestibular só pela experiência, não estou esperando passar, me preparei apenas com as aulas do colégio”.

Vestibular mesmo com greve

A greve que começou na semana passada não atrapalha a data do vestibular. Mas para alunos como Kamilla Turnes, 22 anos, que pretende emendar a primeira graduação num segundo curso, a paralisação das aulas pode ser um problema. No oitavo semestre de administração, Kamilla tem a intenção de também se formar em ciências contábeis. “Quero prestar o primeiro vestibular de 2013.    Mas corro o risco de só terminar o último semestre de administração depois da data limite para o registro dos calouros do vestibular de verão”, conta.

Segundo a Lei nº 12.089 de 11 de novembro de 2009, uma mesma pessoa não pode ocupar duas vagas, simultaneamente, em instituições públicas de ensino superior.

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400 mil pessoas sofrem acidente de trabalho por ano no Brasil, aponta Ministério da Previdência Social

Por José Maurício e Elaine Andrade

Número pode ser ainda maior, já que a conta não inclui cerca de 40 milhões de brasileiros da economia informal
O carpinteiro Neny Moura da Silva, morador do Distrito Federal, é uma vítima de acidente de trabalho. Em dezembro do ano passado, às vésperas do Natal, ele caiu de uma escada, numa altura de 1,5 metros, enquanto trabalhava em uma obra, em Águas Claras. Neny quebrou o tornozelo em dois lugares e teve fratura exposta. Ele conta que foi encaminhado imediatamente a um hospital público. Mas o carpinteiro ficou com sequelas, ele teve a perna esquerda reduzida em 15 centímetros.
 “Fui operado no dia seguinte e talvez tenha que passar por mais uma cirurgia”, relata o trabalhador. “O médico disse que só o tempo vai dizer se eu vou voltar a andar normalmente”, completa.    
A advogada Andréa Pilotti explica que nesses casos a primeira medida, após os socorros médicos, é procurar a Justiça. “O trabalhador tem direito à estabilidade profissional. Isso quer dizer que ele pode requerer a continuidade de seu registro na empresa para que possa receber o auxílio-acidente.”.
A empresa é responsável pelo acidente na medida em que não fornece equipamento de segurança adequado para a execução do trabalho. Esse direito está garantido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), independentemente se o empregado for contratado em regime de carteira assinada.
É do auxílio-acidente que Neny vive atualmente. Casado e pai de dois filhos, ele conta que teve sua renda reduzida em R$ 100 desde que passou a receber o benefício, concedido pela Previdência Social. “Esse dinheiro faz muita falta para pagar luz, água e outras despesas”, lamenta.
De acordo com o Tribunal Regional do Trabalho, só na 10ª Região, que compreende os estados do Distrito Federal e Tocantins foram recebidas 1.675 ações trabalhistas referentes a acidentes de trabalho no ano passado, sendo 1.269 no Distrito Federal e 234 no Tocantins.
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Licitação para renovar a frota de ônibus no Distrito Federal é adiada para atender a sugestões do Ministério Público

Por Dener Giovanini e Erika Suzuki


Após receber sugestões do Ministério Público, o governo prorrogou em 40 dias o prazo para licitação dos novos ônibus no Distrito Federal. Entre as principais alterações, está a renovação de 90% a 100% da frota. A substituição dos ônibus será feita de uma vez e sem aumentar o valor da passagem. A proposta inicial era trocar, no máximo, 15% da frota antiga, sendo que o restante seria renovado gradativamente.

Para evitar o aumento das tarifas, somente ônibus articulados, os BRTs, que circularão nos corredores exclusivos, virão equipados com ar-condicionado. O aparelho será opcional nos demais.

Outra mudança é a adoção de veículos movidos à energia elétrica e biodiesel para reduzir a emissão de poluentes.

Todos os veículos serão monitorados via satélite por um centro de controle operacional. O objetivo é evitar os atrasos e possibilitar aos passageiros a consulta dos horários dos coletivos que serão enviados pela internet e disponibilizados em painéis nas paradas de ônibus.

As medidas são aguardadas com ansiedade pela população da cidade, que reclama das condições atuais dos ônibus. “A rodoviária é um depósito de ônibus velhos”, reclama Darli Machado, 49 anos, moradora de São Sebastião. “Já cansei de pegar ônibus quebrado. Muitas vezes, chove dentro do coletivo”, conta.

Essa também é a opinião de Edson Justino, 39 anos, balconista. “O transporte público está péssimo. Faltam linhas, os ônibus atrasam, a frota é muito velha. A média de idade dos coletivos é de 14 anos, e deveriam ser trocados com, no máximo, sete”, avalia.

A licitação dos novos ônibus está prevista para acontecer dia 28 de maio e a renovação da frota se inicia ano que vem. Em entrevista à Agência UniCEUB, o subsecretário de políticas de transporte e trânsito, Luís Fernando Messina, diz que haverá integração do sistema e operação por regiões. "O DF tem uma característica peculiar. Ele é extenso e concentra empregos no centro. Resolveu-se, por isso, operar por bacias", explicou.



Frota do DF é antiga e será renovada (Antonio Cruz / ABr)


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População dividida sobre projeto que pretende usar lago Paranoá como fonte de abastecimento de água

Por José Maurício

O ex-presidente do Ibram e professor da UnB, Gustavo Souto Maior, garante que Caesb já possui autorização da Agência Nacional de Águas para implantar a medida

O pesquisador explicou que a barragem de Santa Maria e a barragem do Descoberto não são suficientes para atender a demanda da população do Distrito Federal por água. Por isso, o especialista em gestão ambiental afirma que o governo vai usar o lago como fonte de abastecimento.“As barragens são suficientes para atender 90% do DF. Os outros 10% vêm de pequenas captações”, disse o especialista.
A moradora da Asa Sul Paula Ferri desaprovou o possível projeto: “Sou contra, acho que a retirada de água do lago Paranoá significa o primeiro passo para a degradação de um de nossos maiores cartões-postais.”.
“Depende de como será feito, porque se a população precisa de água, é bom que usemos o lago. Mas Brasília é muito seca, então temos que ficar de olho no prejuízo que isso pode trazer.”, ponderou Carolina Kairala, estudante de Direito.
Já a dona de casa Maria do Carmo afirma que, para ela, não vai fazer diferença. “Eu moro em Taguatinga, para mim tanto faz, esse lago não chega aqui mesmo. Talvez com essa ideia, pare de faltar água lá em casa.”, considera.
Procurada pela reportagem, a assessoria da Caesb não quis se manifestar.
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Lago Paranoá será usado como fonte de água para população de Brasília, aponta professor da UnB

Por José Maurício


De acordo com o ex-presidente do Ibram, CAESB já possui autorização para implantar um projeto que garante abastecimento de água por meio do lago

O ex-presidente do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e professor da Universidade de Brasília (UnB), Gustavo Souto Maior, especialista na área de gestão ambiental, afirma que a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (CAESB) possui um projeto com o objetivo de usar o lago Paranoá para suprir a demanda da população do DF por água.
Segundo o professor, a ideia já possui a autorização da Agência Nacional de Águas (ANA), órgão do governo responsável por regular o acesso aos recursos hídricos.
            “Atualmente a barragem de Santa Maria (responsável pela água oriunda do Parque Nacional) e a barragem do Descoberto são suficientes para atender 90% do DF. Os outros 10% vêm de pequenas captações”, disse o especialista.
De acordo com Souto Maior, em pouco tempo será preciso investir em novas formas de abastecimento de água. “A população é crescente, logo o consumo também”, explicou.
            Para tentar sanar a questão, em 2006, durante um dos governos Roriz, foi criado um projeto de captação de recurso por meio da Usina Corumbá IV, localizada em Luziânia (GO). Mas, segundo Souto Maior, a proposta pode ser considerada como propaganda enganosa. O professor garantiu que, devido à distância e aos altos custos com dutos e equipamentos, “o processo de moção da água através dessa estratégia é complicado e desinteressante do ponto de vista financeiro.”.
             O ambientalista não conseguiu assegurar um prazo para a implantação da medida, mas afirmou que é para breve.
Não se sabe a quantidade de água que precisaria ser retirada ou de que forma isso seria feito. Procurada pela reportagem, a assessoria da Caesb não quis se manifestar.
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Lei que obriga a instalação de bicicletários no Distrito Federal é aprovada pela Câmara Legislativa

Especialistas acreditam que mais do que leis é preciso uma mudança de cultura



Por Dener Giovanini e Erika Suzuki


Lei que obriga a criação de bicicletários em locais com grande fluxo de pessoas foi aprovada esta semana pela Câmara Legislativa do DF. Estacionamentos, shoppings e prédios de escritórios e de órgãos públicos, por exemplo, terão de construir espaços apropriados para a guarda de bicicletas. O prazo para as empresas cumprirem a lei é de dois anos.

A iniciativa, de autoria do deputado Rôney Nemer, ainda prevê equipamentos em que seja possível prender as rodas das bikes. O objetivo é aumentar a segurança de quem guarda as bicicletas nesses locais.

Essa não é a primeira lei a obrigar a instalação de bicicletários em pontos de grande circulação de pessoas no DF. Outras nove leis já existem, além da lei Orgânica. O presidente da ONG Rodas da Paz, Uirá Lourenço, acredita que a medida é pertinente, porém se mostra reticente quanto à eficácia da nova lei.

“Espaços adequados para a guarda de bicicletas são necessários, porém a medida deve sair do papel”, diz Uirá.

Ele vai ainda mais longe. “Acredito que, mais do que leis, é preciso haver uma mudança de cultura. É possível usar a bicicleta para se locomover no dia a dia, mesmo que a cidade não esteja adaptada”, defende.

Uirá utiliza a bicicleta como meio de transporte há 12 anos em Brasília. Vai ao trabalho de bicicleta e leva as crianças para a escola na garupa todos os dias. Ele garante ser seguro. “Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, pedalar nos horários de trânsito pesado é menos arriscado porque os carros estão parados nos congestionamentos”, observa.

Hoje, há uma frota crescente de mais de 1 milhão de veículos no Distrito Federal. Em 2011, 36 ciclistas morreram em acidentes de trânsito no DF, o que representa 8,6% do total de vítimas fatais, sendo que 22 deles pedalavam em vias urbanas e não em rodovias.

Presidente da ONG Rodas da Paz, Uirá Lourenço (Elza Fiuza / ABr)









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Da construção civil para obra de arte feita de papel

Por Danielle Rodrigues e Juliana Rabelo

O engenheiro Virgílio  Mota trocou os canteiros de obra pelo trabalho com materiais reciclados

O mestre da arte de reciclar Virgílio Mota, de 60 anos, é baiano da pequena cidade de Amargosa (BA). Ele é artesão da Tempo Eco Arte, espaço de artes e ofícios dedicado à reutilização de resíduos sólidos.

Virgílio trabalhava na construção civil e há mais de 12 anos começou a fazer artesanato em PVC por acaso. Logo, passou para o papelão, onde deu início à produção de caixas de papelão para o transporte das obras feitas com o PVC. Depois do encontro com a artesã Carol Nóbrega, parceira e incentivadora nos trabalhos com o papelão, decidiu deixar a construção civil de lado e dedicar-se apenas ao artesanato de reciclados.
Na arte de Virgílio, praticamente todo o material usado veio ou iria para o lixo. Peças de geladeira, de automóveis, tubos de papelão e sacos de cimento usados ganham forma nas mãos do artesão, que dedica extrema atenção a todas as etapas da produção: do esboço ao acabamento.

“Trabalhamos com o conceito de reciclagem. Por ignorância, desperdiçamos matéria-prima valiosa. Papelão só é lixo para os olhos que o veem com lixo. Para mim é uma raridade”, afirma.

Para a confecção dos objetos, nada além de tesoura, cola, cera e criatividade. “Não há nenhum tipo de reforço, é tudo de papelão mesmo. Um dos tratamentos é lavar os sacos de cimento para tirar os restos de massa”, detalha.



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Moradores de rua podem contar com o apoio de equipes especializadas

Por Camila Ferreira e Veltz Capone


O governo do DF tem um setor que realiza a triagem e a identificação dos moradores de rua. Os profissionais são treinados para fazer a aproximação e a abordagem sem causar conflitos. A equipe faz a identificação de dependentes químicos e alcoólatras, verificando há quanto tempo a pessoa esta na rua.
A equipe tenta localizar a família e as instituições de acolhimento pelas quais já passou para, então, por meio de estudo de caso, traçar estratégias de reabilitação.

O Sistema de Garantia dos Direitos, órgão responsável por reparar danos de violência, abuso e defesa dos direitos, promove ações como a reinserção familiar e comunitária, o acolhimento institucional e a internação em centro de tratamento para dependentes químicos. Os locais da abordagem são definidos por mapeamento das denúncias pela atuação das equipes nas Regiões Administrativas.

A Sedest informou que está em andamento um projeto para a construção de três novos albergues de atendimento a públicos específicos. Além disso, o projeto também prevê a construção de dois centros especializados em população de rua.
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Ações da Sedest

Por Camila Ferreira e Veltz Capone

Ações realizadas pela SEDEST:


•         Abordagens sociais sistemáticas, com objetivo de construção
de um processo educativo que vise a desconstrução do espaço das ruas
como única alternativa de local para pernoite e meio de sobrevivência;

•         Encaminhamento para Unidades de Acolhimento Institucional,
caso a pessoa esteja de acordo;

•         Acompanhamento sistemático por equipes especializadas
(psicólogos, assistentes sociais) nas unidades de proteção social da
Secretaria – CRAS e CREAS, visando à garantia dos direitos;

•         Análise das demandas individuais e encaminhamentos que se
fizerem necessários;

•         Conscientização da população em geral, por meio de campanhas
educativas e informativas, sobre o uso do espaço público e sobre a
problemática da população em situação de rua.

•         Disponibilizar o telefone SOS Cidadão- 0800-647-1407 para
que a população de Brasília faça denúncias sobre violações de direitos
sociais.
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Mais de duas mil pessoas moram nas ruas do DF


Por Camila Ferreira e Veltz Capone
Moradores de rua vivem á margem da sociedade, sem acesso à saúde e educação
Dados do último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estaística (IBGE) mostraram que, no Brasil, há cerca de 192 milhões de habitantes. Desse número, estima-se que de 0,6% a 1% da população more na rua, cerca de 1,8 milhões de pessoas. A pesquisa relatou que a maior dificuldade
na reabilitação é o vício em bebidas alcoólicas, causando problemas familiares e financeiros.

No DF, o quadro não é muito diferente, um levantamento feito pelo Censo da População em Situação de Rua do Distrito Federal, ação do projeto Renovando a Cidadania, da Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP/DF), apontou que 45,3% dos moradores de rua estão nessa situação há mais de três anos e que 77% não têm casa para retornar.
É o caso de Ednei Lopes da Costa, 34 anos, nascido na Bahia, há 15 anos mora nas ruas do DF e ganha dinheiro praticando malabarismo nos sinais de trânsito. Ele conta que trabalhou em várias fazendas e sítios em Luziânia (GO) e que foi depois de assistir a uma reportagem sobre malabarismo na TV que decidiu ganhar a vida assim. “Fiquei encantado com aquela arte. Arrumei dois paus e ficava jogando
para cima até enjoar”, relata Ednei,conhecido como Foguinho.
Ednei prefere morar na rua, mesmo sabendo da existência de albergues públicos. “Faturo entre R$ 40 e R$ 50 por noite, esse negócio de albergue é perigoso e não sou obrigado a ir. Até trabalhando já fui levado pela polícia para acareação. Não sou bandido, trabalho igual a todos”, afirma.
“Os moradores de rua são tratados como se fossem criminosos que precisam ser punidos e não protegidos. Muita gente não os vê como pessoas que têm direitos”, observa Camila Potyara, socióloga e consultora do projeto Renovando a Cidadania, responsável pela pesquisa
sobre pessoas em situação de rua no Distrito Federal, da Universidade de Brasília (UnB).
Para a Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda do DF (Sedest), as políticas públicas voltadas aos moradores de rua devem ser pensadas de forma intersetorial e integral. De acordo com a assessoria da Sedest, existem 11 fiscais distribuídos entre a Asa Sul e Norte para cuidar dos moradores de rua.
A Secretaria disponibiliza um canal chamado SOS Cidadão (0800-647-1407) para a população de Brasília.
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