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Festival de Cinema de Brasília


Por Maria Helena Lopes, Nathállia Gameiro e Sussane Martins


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Super rádio musical

Por Marcela Franco

A frase, entoada por uma voz aveludada, é conhecida por quase todos os brasilienses. “A diferença é a música”, diz a locutora da rádio mais clássica do Distrito Federal, a Brasília Super Rádio FM. Lúcia Garófalo também é a proprietária e diretora da emissora. Assumiu o cargo após a morte do marido, Mário Garófalo, em 2004.

Fundada no dia 30 de junho de 1980, é a única rádio do mundo – com exceção da Rádio Vaticano – a receber a bênção de um Papa no dia da inauguração. Lúcia conta que o fato só ocorreu por conta da determinação do marido. Católico fervoroso, Mário trabalhava como repórter setorista da Presidência da República. “No dia em que o papa João Paulo II veio a Brasília, o Mário conseguiu driblar a segurança do Palácio do Planalto e colocar o microfone na boca do papa, que concedeu a benção”, conta Lúcia, aos risos.

Assim que alguém sintoniza na Super Rádio, percebe quase que imediatamente não se tratar de uma estação convencional. Música clássica, jazz, ópera, chorinho, bossa-nova, tango e outros ritmos fazem parte da programação. Além disso, um programa de música ao vivo é transmitido de segunda a sexta. Batizado de “Piano ao cair da noite”, é apresentado por Lúcia, que se orgulha do resultado. Segundo Lúcia, diversos pianistas famosos e renomados já se apresentaram no programa, há mais de trinta anos. “É o programa de música ao vivo que está no ar há mais tempo em todo o Brasil”.

A sede da rádio, localizada na Torre de TV de Brasília, ajuda a contar um pouco da história radiofônica brasiliense. Os quadros na parede, os inúmeros prêmios e medalhas se espalham por cerca de 300m². Com 12 funcionários, Lúcia acredita que a rádio funciona como uma família e revela o motivo de continuar a frente do empreendimento. “Doente, já no hospital, Mário me disse que não ia sair dali. Ele olhou para mim e falou ‘A rádio não minha nem sua, é da cidade. Não deixe esse projeto de vida morrer’”.
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Teatro vira opção de lazer para a terceira idade

Por Gabriela Lapa

Eles trocam os trabalhos manuais, os carrinhos dos netos e as tampas das panelas por sapatos de dança, cenários e figurinos.  As cruzadinhas dão espaço à leitura e ensaio de peças teatrais no exercício da memória. O grupo teatral ASA’S Companhia de Teatro é formado por cerca de oito idosos. Eles realizam os encontros em espaço cedido pela Casa da Cultura, um projeto vinculado à Administração Regional do Guará.
A professora aposentada Inad Fernandes, 72 anos, descobriu o teatro depois que a terceira idade chegou. “Passei a viver. Quando mais nova, cuidei de casa, de filho, do marido, do neto... mas não mais. Agora sou independente e minha vida é essa. Se tirar o teatro e a dança de mim, fico inválida", declara Inad.

 O diretor do grupo, Juca Costa, sempre trabalhou com teatro.  Aos 74 anos, ainda afirma ser completamente apaixonado pela profissão. “Teatro é a minha vida. Quando estou no palco e me maquio, é a coisa mais deliciosa e a mais maravilhosa”. Segundo Juca, a Companhia está à disposição para quem deseja entrar para o mundo do teatro, seja idoso ou jovem.  “Se você for inibido, vai desinibir”, garante o diretor.
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Ritmo e poesia black na capital federal

Por Ana Nery

O rap foi criado nos pobres bairros norte-americanos de Nova York, na década de 1970 . O ritmo só foi chegar a Brasília em 1992. A primeira produção candanga foi realizada no mesmo ano, com o disco Peso Pesado, do rapper Gog, que faz sucesso até hoje entre os jovens. Segundo o cantor e compositor Bruce Oliveira, mais conhecido como Capone, geralmente os shows são compostos por uma dupla. O DJ é o responsável pelos efeitos sonoros junto com as trilhas, enquanto o MC canta as letras.

 Atualmente existem pessoas que fingem viver determinada realidade dentro do mundo do rap, conta Capone. “Às vezes a pessoa não é pobre, não vive no meio da bandidagem, mas nas letras se fala muito disso. Porém, isso acontece pelo fato de ter um público que gosta e adquire o material”. Mas esse não é o ideal de quem vive no meio musical, destaca o cantor. “Nós cantamos a nossa realidade”, esclarece.

As roupas largas e a batida pesada são características que assustam algumas pessoas que passam e observam Capone conversando e cantando. “As pessoas tendem a olhar com ‘olho torto’ para todas as pessoas que fogem bastante do normal. Exatamente por não estarem acostumadas, é algo que foge dos padrões”, comenta.

Um dos efeitos sonoros mais conhecidos no rap é o scratch, som provocado pelo atrito da agulha do toca-discos no vinil. De acordo com Capone, esse é um diferencial que atrai muitas pessoas para o mundo das baladas “black”. “Os adeptos são apaixonados pelo que fazem, pela batida, pelas letras. E respeitam o gosto de todos”, afirma o rapper. “Acho legal que algumas pessoas não curtam a música, pois mostra que elas gostam realmente de outros estilos”, finaliza o compositor.
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Evento traz cinema e outras artes para pista de skate no Distrito Federal

Por Mariana Fernandes

O grupo Radicais livres S/A, em parceria com o coletivo Muruá, traz cultura e arte para o Skate Park de São Sebastião, no Distrito Federal. O evento faz parte do Sarau Radical Livre, que ocorre praticamente todos os meses e este ano contou com uma mostra de cinema com diversos vídeos curtas-metragens de artistas brasilienses, além de shows e poesias. Em setembro, o evento reuniu mais de sete tipos de arte, Além dos filmes que representaram a mostra, pequenos clipes da performance dos skatistas foram exibidos à plateia.

 Como em eventos anteriores, artistas locais tiveram a oportunidade de se apresentar. Bandas de rock e de rap tocaram enquanto artistas divulgavam poesias de vários estilos para efetivar o desejo de misturar estilos e promover a diversidade cultural. A música foi representada pelo grupo de rap Dialeto Crew. Já o rock ficou por conta da banda Recalcitrantes. Na poesia, o Saurau Radical recebeu a literatura de cordel e causos do poeta Ruiter Lima, a fim de resgatar as raízes nordestinas que também existem no Distrito Federal. Para completar, nas artes plásticas, Maurício Faria e Fabrício Murback fizeram pinturas ao vivo e graffiti para o público.

O Sarau

De acordo com Vinícius Borba, poeta e produtor cultural do evento, o grupo Radicais Livres surgiu em 2003 com a necessidade de dar espaço para os artistas locais. “Faltava dinheiro, força e até mesmo auto-estima para que eles pudessem chegar aos palcos”, ressalta. Vinícius, junto com o grupo, já roda Brasília há nove anos para reunir diferentes artes e divulgar os artistas, em busca de devolver o interesse da população para a cultura local. “O Sarau é para a comunidade e objetiva democratizar a arte nas periferias do Distrito Federal”, completa.

Os eventos são organizados pelos voluntários do grupo e os artistas se reúnem para a produção de grandes misturas de estilos. Os saraus já acorreram em praticamente todas as regiões administrativas do Distrito Federal, além de Piauí, São Paulo e Goiânia. Os poetas radicais livres já realizaram espetáculos para a Feira do Livro de Brasília e para seis saraus simultâneos na programação do Brasília Outros 50, em 2010.

O grupo é formado por aproximadamente 15 pessoas, entre artistas e apreciadores que se mobilizam por meio de redes sociais. Em geral, são moradores de São Sebastião que buscam a diversidade de apresentações culturais. “Buscamos espaço para outras artes que, normalmente, não tem voz em Brasília, seja pelo preconceito ou pela falta de apoio estatal,” diz Vinícius.
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E-books surgem como meios eficientes para ampliar a busca pela informação

Por Raísa Nunes

Costuma- se dizer que o hábito da leitura diminuiu entre as novas gerações. Esta, por sua vez, pertence cada vez mais a uma sociedade ‘fluida’. O conceito do filósofo Zygmunt Bauman ajuda a compreender a diminuição do interesse por leituras mais aprofundadas ou oferecidas em meios já desgastados, como o jornal. Os estímulos são vários, o que dificulta a concentração em determinado objeto por muito tempo. Isso não é diferente com a informação, que também é afetada pela transição tecnológica. Dessa forma, os e-books podem ser um instrumento de influência para readaptação a leituras mais consistentes.

Hoje um mesmo aparelho possui múltiplas funções e uma delas é o suporte existente para livros, jornais e revistas eletrônicas. Esta pode ser uma maneira de estimular o hábito da leitura e da procura de informação por meio da praticidade de que esses recursos dispõem. A demanda é intensificada por uma oferta cada dia mais preparada para atender aos anseios do novo perfil do público. O crescente número de blogs e agências de notícias on-line explica essa tendência, onde a informação é apresentada de uma maneira não linear. Assim, o espectador não precisa percorrer os olhos por um texto inteiro para que a essência da informação seja capturada.

Para o jornalista e escritor Paulo Machado, a facilidade de acesso aos livros proporcionada pelo meio virtual possui boas vantagens. “Sem dúvida este é um fator positivo, mas a tecnologia por si só não faz novos leitores, e tampouco tem a capacidade de criar hábitos que não foram incentivados desde cedo”, afirma. As inovações tecnológicas dependem da maneira como são utilizadas. “Os usos dos e-books precisam estar associados à informatização das escolas e a políticas públicas de incentivo à leitura, caso contrário será apenas mais uma ferramenta na mão de quem não sabe usar”, explica Paulo. “Mais importante do que pensar em reabilitação é refletir sobre readaptação”, conclui o escritor.
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Sacos de cimento viram matéria-prima para obra de arte

Por Danielle Rodrigues e Juliana Rabelo

O engenheiro Virgílio Mota desenvolveu técnica que reaproveita restos da construção civil


O artesão Virgílio Mota abandonou a engenharia civil para realizar experiências para ver a plasticidade,a resistência e todas as possibilidades que o saco de cimento e o papelão poderiam oferecer para a produção da sua arte. Hoje, o forte de seu trabalho são as obras confeccionadas com papelão e sacos de cimento reaproveitados de obras de construções.
O processo de reciclagem do saco de cimento usado por Virgílio é bastante simples. Após o corte correto do saco, para não estragar ou espalhar pequenos resíduos de papel (além de não desperdiçar cimento), as embalagens devem ser separadas e lavadas com água reaproveitada dos vizinhos: a água utilizada na lavagem das roupas tem qualidade excelente para o trabalho, por conter sabão e amaciante, elimina todo resíduo de cimento do papel.
O formato dos objetos vem do papelão, o acabamento dos sacos de cimento e a durabilidade de uma camada de cera que garante a impermeabilidade.
Virgílio pretende para os próximos meses dispor de mais um local para o reaproveitamento das sobras dos materiais que são usados por eles. Além disso, a Universidade de Brasília pretende criar em sua grade curricular para o ano de 2012 uma matéria em parceria com a Tempo Eco Arte.
Com diversos projetos em mente e a procura de apoio para desenvolver idéias como a reciclagem de vidro para ser aplicada na construção civil, Virgilio segue com sua arte.
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Chico Anysio: admirado dentro e fora dos palcos


Ele foi um artista completo: dirigia, atuava, era comentarista de futebol, radialista, escritor, humorista, pintor e compositor.  

Por Nádia Laís

Aos 80 anos de idade, Chico Anysio faleceu hoje, às 14h52, de parada cardiorrespiratória, no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro. Ele passou por diversos tratamentos médicos desde o fim de 2010, quando foi internado pela primeira vez com dificuldades na respiração.  Ele será velado no Theatro Municipal neste domingo (25/03).

Chico Anysio, figura importante na televisão brasileira, começou na rádio na década de 50 e foi o primeiro grande artista multimídia do Brasil. Era um artista completo. A estreia na TV aconteceu em 1957 e o primeiro programa humorístico, Chico Anysio Show, foi lançado no início da década de 60.

Criou mais de duzentos personagens, o mais famoso deles foi o Professor Raimundo. A “Escolinha do Professor Raimundo” era apresentada como quadro de outros programas, mas na década de 90 virou uma atração independente e ia ao ar aos sábados à noite. Fez tanto sucesso que passou a ser exibida de segunda a sexta-feira, às 17h30 da tarde. A Escolinha lançou vários humoristas, como Tom Cavalcante e Cláudia Gimenez.

Chico era conhecido como uma pessoa generosa. Dava oportunidade para artistas e resgatava grandes nomes que não tinham mais espaço na TV, como Zezé Macedo, Grande Otelo e Costinha. Essa generosidade também se dava fora do campo profissional.  Henrique Moreira foi amigo de infância de Lug de Paula, filho de Chico Anysio, e tem muitas lembranças boas da época. Ele se lembra de um aniversário de Lug no sítio da família em Piraí/RJ. “O Chico fretou um ônibus para levar a molecada pra festa no sítio, ele era muito atencioso”, recorda.

As composições mais famosas são:

- Rio Antigo que compôs junto com Nonato Buzar. A música foi gravada na voz de Acione, Cauby Peixoto e pelo próprio Chico em parceria com Mussum.

- De como um garoto apaixonado perdoou por causa de um dos mandamentosficou conhecida na voz de Wilson Simonal.

- Sou tia de Chico Brit, também cantada po Elis Regina, compôs em parceria com Dolores Duran que gravou um LP praticamente só com músicas de Chico.

Criou o grupo Baiano e os Novos Caetanos, onde compunha junto com os outros integrantes, Arnaud Rodrigue e Renato Piau, as músicas dos LPs. O nome escolhido para o grupo criado satirizava a banda Novos Baianos e o cantor Caetano Veloso. O primeiro disco do grupo foi lançado em 1974 e algumas músicas que fizeram sucesso foram “Dendalei (Dentro da Lei)”, “Selva de Feras” e “Vô batê pa tu”, esta última fala das delações da ditadura.
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Chico Anysio deixa saudades

Por Júlio Guilherme Franco

Fãs e artistas prestam homenagens em todo o país pela morte do humorista nessa sexta-feira (23/03), aos 80 anos.

As homenagens se estendem por todo o país. No Ceará, terra natal de Chico Anysio, o governador Cid Gomes decretou luto oficial por três dias. Em nota, a presidente Dilma Roussef prestou condolências à família e ressaltou a grande perda para a cultura brasileira.  Na Internet, as redes sociais serviram para fãs declararem o carinho pelo ídolo. O jornalista e apresentador do programa de humor CQC, da TV Band, Marcelo Tas, declarou a admiração por Chico no Twitter: “Grande mestre se vai, sempre eterno gênio Chico Anysio!”

Para o ator e produtor de teatro, Renan Mendes, a falta de Chico ultrapassa os quadros cômicos na televisão. Segundo ele, o humor brasileiro perdeu uma fonte de inspiração para diversos personagens: “Chico é uma referência para o meio humorístico. Para nós, humoristas, ele é uma influência inclusive para quem faz o stand-up comedy”, lamentou.

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Chico Anysio morre aos oitenta anos por complicações respiratórias

Por Júlio Guilherme Franco


O humor brasileiro está de luto. Às 14h52 dessa sexta-feira (23/03), foi anunciada a morte de Chico Anysio, aos 80 anos de idade, por parada cardiorrespiratória em decorrência de falência múltipla de órgãos. O humorista estava internado no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, fazia três meses, para se tratar de uma infecção pulmonar. Ele deixa oito filhos. Os fãs poderão prestar as últimas homenagens no velório que acontece neste domingo (25), no Theatro Municipal do Rio, antes do corpo ser cremado no Cemitério do Caju, na Zona Portuária da cidade.

O comediante, autor de mais de 200 personagens, estava internado desde dezembro do ano passado por causa de uma infecção urinária e, na última quarta-feira, teve complicações renais que o levaram a respirar por aparelhos. Ele apresentava um estado de saúde preocupante desde o final de 2010, quando foi internado às pressas com falta de ar.
No ano passado, ficou internado durante 110 dias e, em novembro, foi novamente hospitalizado durante cinco dias com fortes dores nas costas. Nos períodos em que ficou internado, Chico Anysio passou algumas vezes pela UTI onde, entre outras complicações, foi tratado de uma pneumonia, infecções e teve uma hemorragia que levou a retirada de parte do intestino grosso.







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Alunos do ensino médio disputam maratona de conhecimentos com atividades práticas

Por Rodolfo Rodrigues (texto) e Eduardo Aiache (fotos)
Estudantes de jornalismo

A Semana das Engenharias, evento organizado pelo curso de Engenharia de Computação do UniCEUB, encerrou-se na sexta, dia 11, com uma maratona de conhecimentos. Alunos de instituições de ensino médio, monitorados por estudantes do Centro Universitário de Brasília, assistiram a uma pré-aula e depois realizaram provas teóricas e práticas, quando puderam desenvolver os experimentos. O acontecimento foi realizado por meio de diversas etapas, que levaram quase seis horas de duração.

Seis duplas participaram da maratona, cada uma de uma escola de ensino médio do Distrito Federal. No decorrer do dia, as equipes desempenharam tarefas com foco em assuntos correlacionados engenharia. “Os alunos executaram experimentos modelados a exemplo do que fazemos no curso. Eles tiveram acesso ao ambiente e a informações que farão com que se identifiquem com determinado curso na área de engenharia”, disse o professor de Engenharia Civil e de Computação. João Marcos Souza Costa, responsável pela maratona. O coordenador do curso, professor Abiezer Fernandes, destacou a integração com as escolas e o entusiasmo dos estudantes com o evento.
       
Premiação

A dupla vitoriosa foi a formada pelos estudantes Gustavo Canedo Gusmão, 17 anos, e Daniele Firme Miranda, 16 anos, ambos do colégio Leonardo da Vinci. “Tivemos que estudar bastante, pois toda a maratona foi dada com conteúdo universitário, mas todos os monitores nos auxiliaram bem”, afirmou Daniele. “Os estudos ajudaram, mas se não houver dedicação, não faz muita diferença. Foi uma excelente oportunidade de aprender e colocar conhecimentos em prática”, acrescentou Gustavo.
As três melhores duplas foram premiadas com medalhas e os campeões receberam um Netbook cada.

Colocação

1º) Gustavo Canedo Gusmão e Daniele Firme Miranda - estudantes do colégio Leonardo da Vinci, de Taguatinga ,


2º) Ana Luiza Feitosa e Rodolfo Prado Torres - estudantes do colégio Mackenzie.


3º) Thiago Pfeifer Menck e Alexandre Augusto de Sá dos santos - estudantes do colégio Pódion.


- Colégios participantes: Colégio Sol; Colégio Militar de Brasília; Pódion; Sigma; Mackenzie; Leonardo da Vinci. Todos os participantes receberam um certificado de participação.
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G7 fala sobre o futuro do grupo e do teatro em Brasília

Por Flávia Franco
Benetti, Rodolfo, Fred e Felipe: amizade de
escola que virou profissão (Foto: Flávia Franco)
Felipe Gracindo, Benetti Mendes, Fred Braga e Rodolfo Cordón. Esses são os integrantes do grupo de teatro G7. Juntos há 10 anos, eles comemoram cada sala de espetáculo que enchem em Brasília.

Os comediantes são um dos grupos que mais ficam em cartaz na cidade. A última peça, Manual de Sobrevivência ao Casamento, ficou em cartaz no teatro La Salle de maio a outubro deste ano. No mês de novembro, eles estreiam A advogada que Viu Deus, o Diabo e Depois Voltou Para a Terra; e em dezembro fazem o Festival G7, que reúne três dos maiores sucessos do grupo: Como Passar em Concurso Público, Manual de Sobrevivência ao Casamento e Eu Odeio meu Chefe.

O grupo não tem pretensão de escrever novos espetáculos para o ano que vem. “A gente pode fazer uma releitura de outras peças, como A Paixão Nacional, para ficar com umas sete peças do mesmo nível”, explica Rodolfo.

Um dos planos para o futuro é divulgar mais o G7 pelo país. O grupo já se apresentou em estados como Rio de Janeiro e São Paulo, mas não considera deixar a capital federal. “Para fazer peça a gente tem que estar aqui (em Brasília). Nós não conseguimos criar um espetáculo em São Paulo, por exemplo, não dá para fazer a rotina, a gente não tem carro”, comenta Fred. O ano que vem será dividido em peças que serão exibidas em outras cidades e espetáculos que estarão em cartaz em Brasília.


Em relação ao crescimento da arte na cidade, o grupo só tem uma critica. “Não tem como crescer mais porque não tem estrutura como no Rio de Janeiro ou em São Paulo, falta espaço para o número de artistas existentes”, diz Rodolfo. Para ele, o ideal seria reformular o sistema educacional, tornar obrigatório o estudo de música e artes. “As crianças são obrigadas a estudar matemática, mas não é obrigado a tocar um violão, fazer uma aula de dança”, finaliza.
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Evento cultural contempla amantes da arte na 312 norte

Da redação, com informações de Aline Carvalho e Amanda Carvalho.

No segundo dia da Bienal de Poesia de Rua de Brasília, poetas, músicos e outros artistas se reúnem para um discutir sobre arte e demonstrar um pouco de seus trabalhos. Esta é a primeira edição do evento.

Cerca de 300 pessoas acompanham as oficinas, poesias, música ao vivo e pintura de rosto. A atração mais esperada da noite é a cantora Fernanda Porto, autora da música "Só tinha que ser com você".

A Primeira Bienal de Poesia de Rua de Brasília começou nessa quinta-feira (27/10) e acaba no sábado (29/10). Quem quiser acompanhar é só ir à quadra 312 norte. A entrada é gratuita.
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Evento de criatividade organizado pela revista Zupi reuniu estudantes e profissionais da arte, cultura e comunicação

Por Kaká Guimarães


Foto: Alan Szacher

Jeremyville, ilustrador consagrado ministra palestra na conferência

Um show de criatividade com os melhores profissionais do mercado. Em sua sétima edição, o Pixel Show contou com uma programação imperdível, reunindo profissionais das áreas de ilustração, games, concept art, design, animação, cinema, intervenção urbana, fotografia, novas mídias, charges, cartoons, artes plásticas e tecnologia.

O evento realizado na sede da Fecomércio de São Paulo, entre os dias 15 e 16 deste mês, abordou discussões sobre os caminhos da arte contemporânea, seja ela desenvolvida por meio da ilustração, motion graphics, quadrinhos, 3D, artes visuais e moda, dentre outros.

Uma das atrações mais esperadas neste ano foi o francês Mathias Verhasselt. Com apenas 29 anos, o artista faz a cabeça dos apaixonados por games.

Apesar da pouca idade, ele já está na cena há oito anos e carrega no currículo trabalhos para as empresas Sega e Sony. Hoje, ele é consagrado pelas ilustrações dos jogos Diablo III e World of Warcraft.

Estudantes do Brasil inteiro marcaram presença. “Vim ao Pixel ano passado e arrastei uma galera pra cá. Este ano teve bastante coisa nova. Como gosto bastante de graffiti, vim aproveitar de tudo um pouco: ver live, fazer workshop e pintar nos painéis. Até troquei ideia com o Cranio”, conta Raphael Gaudio, estudante de design gráfico.

Simon Szacher, organizador de evento e editor da revista Zupi comentou a possibilidade de fazer uma edição do evento no DF. "Brasília é uma cidade cosmopolita que respira arte", disse.

Desde 2005 organizada pela revista Zupi, a conferência anual confirma a trajetória de sucesso. A sétima edição desse grande encontro representou com força, mais uma vez, os cenários de inovação do que acontece aqui e lá fora.

O Pixel Show 2011, segundo Fábio Peres, estudante de 22 anos,“foi, sem dúvida, uma das melhores fontes de oxigenação para a arte e o design brasileiro. No evento, foi possível conhecer novos métodos, experiências, histórias incríveis, bem como compartilhar ideias com grandes nomes das artes e participantes de todos os cantos do Brasil”.
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Um pedaço do Nordeste no Cerrado

Por Natalia Aquino

Inaugurada em 1986, a Casa do Cantador foi criada para ser sede de incentivo à cultura repentista no Distrito Federal. A Casa fica localizada em Ceilândia. Nada mais propício, já que a cidade é considerada o local mais nordestino do Distrito Federal. O lugar é palco de manifestações culturais, unindo música a literatura de cordel.



Foto: Natalia Aquino
“A Casa do Cantador é um espaço que foi destinado à comunidade nordestina e a todas as pessoas do Distrito Federal, com o propósito de levar música, dança e teatro à comunidade com especificidades nordestinas, mas abrindo, também, espaço para outras categorias”, explica o diretor da instituição, Francisco de Assis. Chico também é membro da Secretaria de Cultura e cantor repentista.

Eventos culturais acontecem a todo momento na Casa do Cantador. Como a Sexta do Repente, em que a plateia é que pede a música que desejar; os Festivais Regionais e os Festivais Nacionais. Nas grandes festas, o local fica lotado. “A Casa do Cantador é o maior espaço cultural ativo público que existe em Ceilândia. Os eventos sempre chegam a ter de 500 a 1,5 mil pessoas. Quando há um grande festival chega a ter 2 mil pessoas facilmente”, afirma o repentista João Santana.



"Falar em riqueza e cor é um grande orgulho seu, morra eu e morra o rico, enterre o rico e eu que depois ninguém separa o pó do rico do meu."
(Domingos Fonseca)



O repentista João Santana, descendente de piauienses, faz dupla com Chico de Assis na música nordestina. “O dom da poesia aflorou em mim e a Casa do Cantador foi o local onde a minha vocação foi descoberta”, conta o repentista.

Patrimônio não-preservado
O projeto arquitetônico da Casa do Cantador é de Oscar Niemeyer. Curiosamente, esse é o único projeto do grande arquiteto fora do Plano Piloto.

Mesmo sendo patrimônio histórico, a Casa não tem sido bem conservada. A infraestrutura do local necessita de melhorias. As paredes estão visivelmente descascadas, o chão está gasto, o teto tem muitos buracos.

O diretor da Casa do Cantador, Chico de Assis, garante que os investimentos provindos da Secretaria de Cultura já estão previstos no Diário Oficial da União desde agosto de 2011. O pedido havia sido feito em maio do mesmo ano. As reformas, enfim, vão sair do papel no início de 2012.

“O recurso de 1 milhão de reais está garantido. O processo já foi para a Novacap [Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil] para fazer a licitação e, provavelmente, as obras se iniciarão em dezembro deste ano para até março de 2012 entregarmos a casa novinha à comunidade”, explica o diretor. As verbas serão destinadas para a obra de um museu chamado “O Repente do Cordel”, para uma biblioteca, uma sala de ensaio e um estúdio.

A Casa do Cantador fica na QNN 32, Área Especial, Ceilândia Sul. Para mais informações de eventos culturais ligue (61) 3901-1298.
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Moderno e sustentável: Casa Cor traz ideias para morar bem

Mostra de 42 dias comemora 20 anos em Brasília na edição 2011

Por Natalia Aquino


‘Loft in the city’, do arquiteto André Alf. Moderno e rústico em um mesmo ambiente. (Fotos: Natalia Aquino)

Os preparativos estão quase finalizados. Até o dia 14 de setembro, serão 65 ambientes, 97 profissionais participantes e uma área construída de 17 mil m².

O tema deste ano é o ‘Dia a dia com tecnologia’. A ideia, segundo as organizadoras Eliane Martins, Moema Leão e Sheila Podestá, é mostrar de forma criativa como a tecnologia pode ser integrada à rotina das pessoas.


“Os projetos são tecnológicos, mas também são engajados”, define em uma frase uma das organizadoras, Sheila Podestá

Para elas, seja para trazer conforto, economizar tempo ou ainda colocar a casa em sintonia com o meio ambiente, soluções sustentáveis são sempre bem-vindas. Além disso, o intuito do evento é inspirar o visitante para que ele possa aplicar ideias de funcionalidade e de inteligência de espaços no próprio lar.

A proposta da Casa Cor 2011 é mostrar a casa do futuro, em que tudo é automatizado e tecnológico, mas o entulho também é utilizado. É a sustentabilidade que conta.

Ambientes



‘Banheiro Público 1’: projeto do arquiteto Guilherme Rodrigues para o banheiro que será usado pelos visitantes durante a exposição. “Banheiros unissex integrados são última tendência”, aposta o especialista


Projeto do arquiteto Pedro Paulo do Rêgo Luna para o café do local. Com gramas artificiais e mesas redondas, o cenário imita um campo de futebol. O objetivo é entrar no clima da Copa do Mundo que vem aí, de 2014


Bancos de madeiras aproveitadas de arquibancadas do estádio de futebol Morumbi, em São Paulo-SP. Objeto faz parte do ‘Futebol Café’, de Rêgo Luna


‘Loft 01’, do arquiteto Hélio Albuquerque. “A ideia da piscina de uma raia apenas, para pequenos espaços, veio a partir da seca de Brasília. O ambiente fica mais fresco”, acredita o arquiteto


‘Consultório de Psicologia’ de Dênis Sarges. O intuito é acompanhar o tratamento psicológico de crianças de forma lúdica

Bodas de prata da decoração 

A Edição 2011 da exposição Casa Cor celebra o 20º aniversário em Brasília. E a homenagem não acaba por aí. Neste ano, os 25 anos da marca Casa Cor também serão comemorados. A mostra teve início no Brasil em 1987, com a primeira edição em São Paulo.

A ideia e criação do evento surgiram em uma viagem a Buenos Aires, na Argentina. A brasileira Yolanda Figueiredo e a argentina Angélica Rueda, durante o passeio, se encontraram com amigos que fizeram a proposta de organizar um evento de decoração no Brasil. A Casa Cor conta, hoje, com 17 franquias no Brasil e duas internacionais, no Peru e no Panamá.

No Brasil, a Casa Cor se divide entre Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Campinas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sorocaba.




Fachada da exposição Casa Cor 2011

Serviço

A Casa Cor vai de 14 de setembro a 25 de outubro, no Espaço Eletronorte, na 904 da Asa Sul. O evento conta com estacionamento e serviço de manobristas. A bilheteria fica aberta das 12h às 22h, de terça a domingo e feriados. O preço do ingresso é de R$ 36,00. Para estudantes, com comprovante de escolaridade referente a 2011, R$ 18,00. Para mais informações, www.casacor.com.br ou pelo telefone (61) 3248 6902.
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Sessão Vitrine promove curtas e longas brasileiros no CCBB

Por Gabriella Kolling





Cena do filme 'Os Residentes' (Créditos: Divulgação)

O Centro Cultural Banco do Brasil promove mais uma vez o ‘Sessão Vitrine’. O evento traz para Brasília longas e curtas nacionais, em cartaz até o dia 4 de setembro.

Em sua primeira edição, o Sessão Vitrine já passou por sete capitais entre maio e junho deste ano, e agora, na segunda edição chega a Brasília.

Seis curtas-metragens e seis longas estão em exibição nas salas de cinema do CCBB desde a última terça-feira (30 de agosto), com entrada franca e sessões marcadas das 13h às 21h20.

Silvia Cruz, idealizadora da mostra, explica o objetivo da exposição, ‘democratizar o acesso a filmes nacionais alternativos, que por serem de baixo orçamento são lançados coletivamente e divulgados pelo Brasil através de exposições como o Sessão Vitrine’.

Na programação, um curta sempre antecede um longa, com títulos de destaque como ‘Os Residentes’ e ‘Desassossego’.

‘Os Residentes’ foi premiado na 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Apesar de ter sido premiado no Festival de Cinema de Brasília, o filme recebeu críticas por causa de sua estética contemporânea e o tom lúdico proposto pelo diretor Tiago Mata Machado.

Já o filme ‘Desassossego (Filme das Maravilhas)’, une o trabalho de 14 cineastas de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Ceará. Em dez fragmentos que formam o longa de 63 minutos, que aborda temas como o amor, utopia e aventuras.

Serviço:
Local: Cinema Centro Cultural Banco do Brasil - SCES, Trecho 2, lote 22
Data: 30 de agosto a 04 de setembro
Ingressos: Podem ser retirados de terça a domingo, das 9h às 21h
Telefone: (61) 3108-7600

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Dia do Meio Ambiente é comemorado em Brasília com 'Festival das Águas'

O evento mostra diversidade de produtos ecológicos, além de trazer diversos artistas para se apresentarem na cidade.
Tenda do Festival das Águas, em Brasília (Esquina)
Por Camila Bocchino, Felipe Igreja e Sara Bueno
 
Com colaboração de Hilda Rocha e Isa Stacciarini
 
O público que for ao Festival das Águas vai encontrar barracas de comidas, além de conferir a exposição de produtos recicláveis. Estão à venda camisetas e plantas com o intuito de promover e divulgar a importância da atitude ecológica.  Tudo foi pensado para a preservação do meio ambiente, desde a programação de shows e atrações culturais até as lixeiras feitas de papelão, visando à coleta seletiva.

O organizador Nilton Reis, secretário geral do Instituto Brasília Ambiental (IBRAM) falou sobre o objetivo do evento: "Juntar as pessoas que podem fazer a diferença e mostrar que o meio ambiente não é dificuldade, e sim oportunidade".

Ele disse ainda que os shows e as festas programados foram feitos para "atrair as pessoas que gostam de música e esporte, para que possam conhecer a respeito do meio ambiente". A expectativa do organizador é que até o fim do evento 100 mil pessoas passem pelo local e prestigiem a festa.

Junto ao Festival das Águas acontece, também, a 1º Feira de Oportunidades Ambientais, Sustentabilidade, Emprego e Renda. A exposição é uma iniciativa do governo do Distrito Federal (GDF), com apoio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Instituto Brasília Ambiental (IBRAM), Companhia de Saneamento Ambiental de Brasília (CAESB) e a Polícia Militar Ambiental. O evento vai até o dia 5 de junho e acontece na Concha Acústica, próximo ao Palácio da Alvorada, a partir da 19 horas.

Carro elétrico é exposto em evento (Esquina)
Carro 100% elétrico é destaque em feira sustentável

Rodar 150 quilômetros e gastar apenas R$ 10,50 parece impossível com o atual preço da gasolina. Entretanto, com o carro 100% elétrico, desenvolvido pelo engenheiro Elifas Gurgel, isso já é realidade.

O modelo foi projetado em 2008 e já rodou mais de 13 mil quilômetros, deixando de emitir quase 2 toneladas de CO2 na atmosfera. "O veículo tem autonomia e basta recarregá-lo na tomada de casa por oito horas", explica Elifas, que desenvolveu o carro devido à preocupação com a sustentabilidade e mobilidade.

"O setor de automóveis é o segundo mais poluente do mundo", diz o engenheiro. O projeto teve como base o veículo da marca Volkswagem, modelo Gol e custou R$ 60 mil reais.

O engenheiro retirou algumas parte do motor e substituiu por 40 baterias de lítio. Por causa do projeto, ele foi premiado em um Festival Internacional de Sustentabilidade, que aconteceu no Rio de Janeiro, no ano passado.

Confira a programação completa.
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Reynaldo Jardim: “Tudo que eu faço é poesia”

A frase foi dita no documentário “Profana via sacra”, exibido no último dia da Semana da Comunicação do UniCEUB
Por Marcos Paixão

Nessa quinta-feira (26) no auditório do bloco 2 do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), por volta das 19h, foi exibido um curta-metragem de 26 minutos sobre o já falecido poeta e jornalista Reynaldo Jardin. O curta “Profana via sacra” foi produzido pelo diretor Alisson Sbrana, palestrante da noite.

Segundo o roteirista, o curta não tem por finalidade mostrar a vida de Reynaldo, mas sim o lado cômico e de humor áspero do poeta. “O tempo do filme é curto de mais para contar sua história. Queremos mostrar o outro lado do Reynaldo”, disse ele.
A profana via sacra, poesia que dá nome ao curta-metragem, faz uma comparação entre Jesus Cristo e Che Guevara. “Os dois foram perseguidos e eram santos. Mas o Che era melhor”, comenta o poeta em uma parte do filme.
O curta-metragem foi gravado em vários pontos da cidade de Brasília e foi premiado como o melhor filme da mostra Brasília no 43º Festival do Cinema Brasileiro, em 2010.
Reynaldo Jardim foi um dos precursores da poesia neoconcretista brasileira. E como bom jornalista teve suas obras censuradas pela ditadura, uma delas foi Maria Bethânia Guerreira Guerrilha, sob o argumento de ser ofensiva a democracia e pornográfica. “Ele pode ser qualquer coisa, menos pornográfico”, brinca o poeta, falecido em janeiro deste ano. 
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Uma partitura especial

Tcheco mora no Brasil há 43 anos com dedicação integral á música

Bohumil Med entre sua paixão: as partituras
(Dyelle Menezes/Esquina)
Por Dyelle Menezes
Bohumil Med nasceu na antiga Tchecoslováquia e começou a estudar violino aos cinco anos de idade. Treze anos depois já era Bacharel em Trompa pelo Conservatório de Praga. Chegou ao Brasil em 1968, junto com outros 13 músicos tchecos, para compor a Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro. Seis anos depois foi chamado para dar aulas na UnB, onde ficou por 33 anos e hoje tem o título de Professor Emérito. São cinco livros publicados e o DVD: “Curso Básico de Teoria da Música”.

A livraria especializada MusiMed ganha a maior atenção no dia-a-dia do músico, mas as tarefas vão muito além. Há 20 anos é conselheiro da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB), presidente da Sociedade Cultural Brasil-República Tcheca, consultor do presidente da Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras. E por fim, coordenador da banca dos concursos nacionais

Barba e cabelos brancos, óculos na ponta do nariz. Sotaque carregado, apesar dos 43 anos no Brasil. Muitas e muitas histórias sobre música. Bohumil diz não ser apegado às partituras, “não sou museu, o que está aqui é pra ser vendido”. Porém, revelou que as preferidas já levou pra casa. “Minha religião é música, meu time de futebol é música, minha vida é música”. A música agradece.
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