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Novos ônibus no DF deverão ser climatizados e monitorados por GPS. Veja entrevista com Subsecretário de Transportes

Uma frota de ônibus renovada com veículos climatizados, piso antiderrapante e entradas rebaixadas para garantir a acessibilidade de deficientes. Além disso, os coletivos terão equipamentos de bordo, como o GPS, para que possam ser monitorados . Isso é o que prevê a licitação lançada pelo governo, no início de março, para substituir toda a frota de veículos que circula no Distrito Federal.

Veja abaixo a entrevista do Subsecretário de Transportes, Luís Fernando Messina, para a Agência de Notícias CEUB

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Moradores do Varjão indignados com o transporte público

Ônibus que atendem a região estão velhos e não passam no horário
Por Rosinha Martins

Localizado  entre o Setor de Mansões do Lago Norte e o Setor Habitacional Taquari, o Varjão tem cerca de 9 mil habitantes. O moradores estão revoltados com as dificuldades de transporte, porque a grande maioria da população trabalha na Asa Sul e regiões do Lago e depende dos ônibus.
 Entre as queixas, a precariedade dos ônibus, a insegurança e o não cumprimento dos horários. “O transporte aqui é uma vergonha. A gente fica horas esperando para ir para o trabalho e o ônibus não passa. Às vezes, ficamosaté duas horas no ponto de ônibus ou na Rodoviária do Plano. Esperamos que os políticos pensem um pouco mais na gente e façam melhorias, porque dependemos do transporte para sobreviver”, afirmou Roberto.
E os problemas atingem também quem precisa se deslocar para o Varjão. No Instituto Migrações e Direitos Humanos, o público não consegue chegar na hora marcada.“Se marcamos às 10h eles chegam às 12h, por causa dos ônibus que não passam e porque quando passam não tem uma hora certa.O transporte público aqui no Varjão, de fato, deixa a desejar”, comenta Rosita Milesi, diretora do Instituto.
Os funcionários do Instituto também não conseguem chegar no horário. “Além das condições precárias dos veículos e da demora, a gente tem que lidar com a falta de preparo dos motoristas e cobradores”, relata Guilherme Almeida, residente em Taguatinga, que depende do transporte públicoaté o Varjão.
O administrador do Varjão, Hélio Ferreira das Chagas, afirmou quemedidas serão tomadas para melhorar a situação. “É verdade que a população sofre com a precariedade e a falta de transporte. Já tenho encaminhado pedidos para o DFTranse, com certez,a para os próximos anos haverá mais e melhores ônibus para a população do Varjão.”
Ao ser procurada, a Secretaria dos Tranportes não quis dar entrevista alegando que a responsabilidade pelo Transporte Público no DF é oDFTrans, que também se negou a falar sobre o problema.
De acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Ibope sobre locomoção urbana, 61% dos brasileiros tem o transporte público como principal meio de locomoção de casa para o trabalho ou para a escola. 



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Hora de pico - W3 significa estresse para motoristas

Por José Maciel


Seis da tarde em Brasília. O horário em que a maioria dos trabalhadores saem do trabalho, e também um sinônimo de engarrafamento. Na semana do dia mundial sem carro, a reportagem do Esquina On-line foi à avenida W3 conferir o trânsito em uma das principais vias de acesso ao centro da capital.

Vista como uma cidade planejada e com distâncias muito grandes, a capital carece, de acordo com entrevistados, de um bom transporte público. As três pistas que compõem a avenida se tornaram insuficientes. “Está impossível de a gente conseguir se locomover. Brasília cresceu demais, hoje em dia todo mundo tem carro e  as vias públicas não estão acompanhando esse crescimento”, conta o consumidor Paulo Filgueiras.


Pontos - Paradas cheias e ônibus lotados são comuns na via W3. Na entrada da avenida, na Asa Sul, está localizado um dos principais shoppings da cidade, que significam engarrafamentos. A funcionária pública Cacilda Pereira, 34, prefere lembrar-se de como era a cidade na década passada. Hoje, Cacilda reclama da falta de estacionamentos e das condições de um bom transporte público na cidade. Um meio de transporte que poderia aliviar o tráfego da avenida é o metrô, mas há quem discorde. “Nosso metrô vai de lugar nenhum pra nenhum lugar. Não tem na Asa Norte, por exemplo”, reclama Cacilda.

Há menos de três anos para receber a Copa do Mundo de 2014, os projetos de melhorias da mobilidade urbana não saíram do papel, e os congestionamentos continuam assombrando a população.

Eduardo Heineken, 59, demorou 20 minutos para passar da Asa Norte para a Sul. “Com o trânsito normal, a gente vai de uma extremidade da asa à outra, e nesses horários de pico, a gente anda muito pouco”. O taxista Cleiton Naves, 30, considera normal o trânsito de Brasília, mas acredita que melhorias serão bem vindas. “Os funcionários de empresas têm que ser levados em casa por um ônibus, e os estacionamentos subterrâneos têm que ser mais comuns”, pondera Cleiton.

Estatística - Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), até agosto deste ano, 68.817 veículos foram emplacados na capital. A média em 2009, segundo a Secretaria de Transportes do GDF, era de 2,45 carros por habitante. “Tenho dois carros e eu e minha mulher usamos bastante eles. O meu trabalho é diferente do dela, em locais diferentes e no mesmo horário. O carro acaba só com um motorista e contribuímos para o engarrafamento”, diz Eduardo.

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Hora de pico - Saiba mais da rotina de motoristas e cobradores

Por Daniel Freire e Maria Eugênia Caminha

Rodoviária central de Brasília, seis horas da tarde, horário de pico. Pessoas ali procuram um ônibus que as levará para casa. Filas se formam, várias faces cansadas são vistas, mas no meio da grande massa algumas camisetas azuis chamam um pouco a atenção. Os que as vestem, por mais que não pareça, são os grandes protagonistas dessas tumultuadas tardes. Os motoristas e cobradores são os responsáveis pelo transporte de grande parte da população brasiliense, que todos os dias depende do transporte público para levar a vida. Um trabalho importante, mas bastante sofrido.

No mundo dos entrevistados para esta reportagem, a jornada começa cedo. Eles contaram que às 5h já devem estar prontos para que às 7h40 estejam dentro dos ônibus. César Henrique e Nilsimar Oliveira dos Santos são cobradores. Ailton Olímpio de Jesus e Aldemar Amaral de Lima são motoristas. O que os une, além dos ônibus, são as poucas horas de sono. A rotina que começa na madrugada vai até as 20h. As rotas são pelo Plano Piloto, consideradas, por eles, as mais tranqüilas. O trabalho pesado e o pouco sono geram muito, mas muito estresse, segundo informaram à reportagem. Os problemas que eles relatam vão dos direitos trabalhistas supostamente prejudicados a desconforto nos veículos. Além disso, reclamam do salário (leia mais abaixo).


Os cobradores César Henrique e Nilsimar Oliveira

Eles afirmam quie não contam com qualquer treinamento da empresa contratante e, conforme relatam, são mandados diretamente para dentro dos veículos, como explica Nilsimar. O mais novo do  grupo de entrevistados tem 23 anos, sete meses de carreira e gostaria de estar mais bem preparado para suas jornadas como cobrador. “Eles nos dão o uniforme e nos mandam trabalhar. Só isso”, disse.

Ele acredita que está se saindo bem na função, mas ressaltou que lidar com o ser humano não é tarefa fácil. “A gente aprende que o passageiro 'tem sempre razão', mas nem sempre é assim. Muitos deles não querem escutar mesmo estando errados, mesmo sendo grosseiros”, explicou. “A gente precisa ter calma. É um exercício de paciência”.

Salário - Em todas as entrevistas realizadas, a falta de benefícios surgiu como o problema mais incômodo. Afinal, esses trabalhadores não possuem plano de saúde e contam apenas com a renda mensal (cerca de R$ 730 para cobradores e R$ 1,400 para motoristas) e ticket alimentação. Outro problema é a má conservação dos ônibus, que não só os incomoda como afeta a qualidade do serviço prestado. Alguns deles trabalham no ramo há mais de 30 anos e, como acreditam não terem outras opções, precisam aceitar a realidade que os passageiros também não questionam. Aceitar... eles até aceitam. Mas, se conformar... Aí já é outra história.

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Hora de pico - Reclamação sobre o transporte público cresce em 2011

Passageiros formam tumulto para tentar entrar no ônibus
Por Larissa Rehem

A funcionária pública Ivanir Alves trabalha na CAESB, no Lago Sul, e mora em Planaltina do Goiás. Ela diz que demora cerca de uma hora e vinte minutos para sair de casa e chegar em seu local de trabalho. Para ir e voltar, pega quatro ônibus e gasta R$13,50 por dia com passagem. O valor gasto por Ivanir, segundo acredita, é incompatível com as condições dos ônibus, que segundo ela “vão de mal a pior, quebram constantemente e para pegar outro é uma luta. Os motoristas estão sempre mal-humorados, e os ônibus nunca têm horário para passar na parada.”

Ela faz parte do coro de reclamações ao estado dos ônibus que circulam no Distrito Federal. Os funcionários do serviço 156 (telefone disponibilizado para usuários) receberam, nos quatro primeiros meses do ano, reclamações que superam em 10% o que foi registrado em 2010. Mais de 1200, em média, por mês.

Variedade - Diferente do que diz Ivanir, Cláudio Aguiar, administrador e morador do Cruzeiro, afirma que a oferta de ônibus é boa e que na cidade em que mora os veículos passam constantemente. Mas apesar da quantidade ser boa, Cláudio também reclama da qualidade deles "todo dia quebra um". Ele afirma que a capital, por ter sido planejada e por, supostamente, ser uma cidade moderna, tem o pior sistema de transporte público do mundo. “Na Alemanha, por exemplo, país da década de 30, existem cidades com metrô e ônibus interligado. Já em Brasília, é visto uma cidade recente que foi construída sem uma atenção para o transporte público. O metrô da cidade não atende nem metade da população, não passa por todos os locais e os ônibus são horríveis.”

Já o aposentado Jorge Alves, gosta mesmo é de relembrar quando chegou na capital do país, em 1966. Naquela época, segundo recorda, o trânsito era tranquilo, as cidades satélites eram menores e a população também. Mas ele comenta que o transporte público sempre foi péssimo. “Quando cheguei aqui isso era um céu, coisa linda. Mas desde sempre o transporte público é difícil e por isso todas as casas tem, pelo menos, um carro.”

De acordo com cada um dos entrevistados, a solução para o problema do trânsito seria a diminuição da quantidade de carros, a construção de faixas exclusivas para ônibus e ter um transporte público de qualidade, que interligasse metrô e ônibus, que atendesse toda a população e, principalmente, que tivesse um preço justo.
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Hora de pico - De manhã, tarde e noite, vias do Sudoeste sempre engarrafadas

                                             Engarrafamento na quadra 103/303 no Sudoeste

Por Luiz Henrique, Juliana Bergmann e Renata Franco


O trânsito no Sudoeste é um dos mais caóticos do DF. Quem mora no bairro pode chegar ao Plano Piloto apenas por dois caminhos principais: o Parque ou o Eixo Monumental, e sabe que toda a hora é hora de pico. Derli Rodrigues é taxista há 27 anos e trabalha no Sudoeste há um ano. “Todos têm carro aqui, só quem não tem são os que não moram aqui”, observa ele sobre a grande quantidade de carros. Em sua opinião, mais pistas na avenida central do Sudoeste poderiam ser uma solução para o trânsito intenso.

Como se não bastassem os congestionamentos, outro problema do bairro são os meios de transporte público. Driele Andressa trabalha como assistente operacional no Instituto Chico Mendes. A moradora de Santa Maria precisa sair de casa às 6h20 para chegar ao trabalho, no Sudoeste, às 8h. “Levo uma hora e meia”, diz ela. Driele ainda reclama que faltam faixas de pedestres perto das paradas de ônibus, nos arredores do bairro. E acrescenta: “Demora ainda mais tempo para ir embora, já que passa ônibus só de hora em hora na avenida central”.
Daniela Moraes, moradora do Sudoeste há seis anos, concorda que o trânsito é problemático, mas diz que as piores horas são entre 8h e 9h e entre 18h e 20h. Ela diz que leva mais tempo para percorrer o trajeto entre a 102 Sul e o Sudoeste do que seu marido ao se deslocar de Sobradinho para o bairro. Uma saída para o trânsito intenso? “Alamedas. Colocar árvores no caminho. Assim, os moradores poderiam andar mais a pé. Sempre que saio vejo alguém de sombrinha”, conta Daniela.



Ponto de táxi na quadra 103 - Taxista Derli Rodrigues

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Hora de pico - Veja como foi o Dia Mundial sem Carro. Veja soluções de trânsito, segundo secretário



 Por Lucas Pacheco

No Dia Mundial sem Carro, a situação do transporte público e o trânsito não motivam o brasiliense a deixar o automóvel em casa. Na manhã da quinta-feira (22) em que o dia foi lembrado, a Policia Rodoviária Federal (PRF) e a Companhia de Policiamento Rodoviário (CPRV) não souberam informar quantos carros vieram para Brasília. A reportagem do Esquina online foi às ruas falar com pedestres, motoristas de carros  e ônibus para descobrir o problema.
De acordo com Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), a capital e em entorno têm mais de três mil ônibus para a população, contudo muitos são considerados velhos. No final da W3 Norte, as empresas de ônibus estacionam os veículos em um “barrão”. Segundo um fiscal de ônibus, as companhias têm autorização do governo para deixar os veículos lá.

Em 2009, o DF tinha cadastrado no Detran 5.690 motoristas de ônibus. Para alguns, uma solução possível para tornar o trânsito da cidade mais dinâmico é a construção de faixas exclusivas para ônibus. “A construção de mais uma faixa ajudaria muito a gente. Provavelmente diminuiria o trânsito”, afirma o motorista de ônibus, Rafael Aguiar.
Segundo o secretário de Transportes, José Walter Vazquez Filho, o governo fará uma licitação dos novos veículos e deve ser concluída em março de 2012. A partir de então, serão seis meses para que os ônibus comprados entrem em circulação. Também prometeu obras para corredores exclusivos para ônibus para diminuir o tempo de traslado dos passageiros.
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Hora de pico - Na Austrália, atrasos não passam de 3 minutos. Socióloga diz que transporte afeta outros serviços

Por Luísa Peleja

Quando se fala de transporte público no Brasil, é quase impossível evitar uma comparação com o exterior. Na maior parte dos países o transporte público é a primeira opção de locomoção nas cidades. O cidadão conta com balsas, ônibus e metrôs de alta qualidade,pontuais e o melhor de tudo, acessíveis ao bolso do todos. No nosso país, a situação é completamente diferente, já que nem no horário deles podemos confiar.

Na Austrália, a repórter pôde observar no início de 2011 que todos os pontos de ônibus na cidade contavam com uma grade horária de todos os transportes públicos da cidade durante os dias da semana e feriados. Dentro dos mesmos, uma placa indicava a próxima parada e, se algum deles atrasava, não era mais de três minutos. Até na noite da cidade, os jovens optam pelo uso dos ônibus para voltar em segurança para casa, diminuindo também, o índice de acidentes.



“Mudando o cenário do nosso transporte, poderíamos mudar muita coisa para melhor. Brasília e o Brasil ainda são muito amadores nesse quesito”, diz a socióloga Ana Paula de Souza.

Segundo a especialista, um serviço público interfere diretamente sobre o outro. “Para ter acesso a saúde de maneira geral e a cultura, por exemplo, precisamos do transporte público. Do que adianta termos bons médicos, remédios , atrações culturais gratuitas se as pessoas não conseguem chegar? Muitas pessoas são vedadas devido a dificuldade de locomoção e o alto preço da passagem”.

Preço das tarifas

 No início de agosto deste ano, as passagens de ônibus sofreram um reajuste de 4,6%. Autorizado pela Agência Nacional deTransportes Terrestres (ANTT), o cálculo do aumento da tarifa levou em conta avariação do preço do combustível, lubrificantes, peças e acessórios, veículos edespesas gerais das empresas de transporte coletivo. Mas, para benefício dapopulação, desde 2007, a empresa FÁCIL, criou sete cartões para operacionalizar o sistema de bilhetagem eletrônica do Distrito Federal, fornecendo aos clientes rapidez, conforto, facilidade e segurança, já que cinco deles, exceto o cidadão e o vale-transporte, não necessitam de pagamento.

 Os cartões especial, estudante, funcional,gratuidade e sênior são concedidos ao cidadão caso ele se encaixe em algum dos casos estipulados pela lei do passe livre. Como as pessoas acima de 65anos, deficientes físicos, etc. "A quantidade de pessoas que conseguem os cartões de passe livre são muito poucas, em comparação com o resto. A nossa sorte é que a maioria dos trabalhos pagam o vale transporte, se não o salário, nem para isso dava", desabafa a empregada doméstica Gleiciane Cunha, de 24 anos.



Confira a nova tabela de preços

A passagem de Águas Lindas passa de R$ 4,25 para R$4,50
 A passagem da Cidade Ocidental passa de R$ 3,35 para R$ 3,45
 A passagem de Luziânia passa de R$ 4,10 para R$ 4,25
A passagem do Novo Gama passa de R$ 3,80 para R$ 4,05
A passagem de Santo Antônio do Descoberto passa de R$ 4,00 para R$ 4,20
A passagem de Valparaíso passa de R$ 3,00 para R$ 3,10
A passagem do Jardim Ingá passa de R$ 3,50 para R$ 3,60
 A passagem do Lago Azul passa de R$ 4,00 para R$ 4,15
A passagem do Céu Azul passa de R$ 2,75 para R$ 2,85
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Condições das paradas nas marginais da BR-020 deixam passageiros revoltados

Por Ludmyla Barbosa


Os problemas do transporte público no DF não se restringem apenas aos ônibus. Nas marginais da BR-020, que liga Sobradinho ao Plano Piloto, as paradas tornaram-se um transtorno para os moradores e trabalhadores.

As pistas marginais foram construídas para aliviar o trânsito e estão em funcionamento desde o início de 2011. Mas, somente no último mês as linhas de ônibus começaram a circular por elas, o que deixou os passageiros transtornados. “Não há espaço suficiente nos acostamentos para os ônibus pararem, nós ficamos exprimidos entre a pista e os cascalhos”, desabafa a estudante Lídia Pereira, moradora de um dos condomínios residenciais em Sobradinho.

Apenas uma placa identifica os pontos ao longo da pista. Durante a noite, não há iluminação e o fato de ter que atravessar quatro pistas deixa a estudante Natália da Costa muito insegura. A construção de mais uma pista fez com que ela participasse de um grupo de jovens que faz transporte solidário, no condomínio onde mora. “Quando posso, vou e volto de carona, mas quando tenho que ir pra casa de ônibus fico apreensiva, principalmente de noite”, lamenta a estudante. Ela não se sente bem em atravessar as quatro vias, onde os carros passam em alta velocidade.

Para Dora Maria, que trabalha como diarista em duas casas de condomínios diferentes, as condições das paradas revelam-se um descaso. “Nós ficamos expostos ao sol, à poeira, com pouco espaço para esperar o transporte e pode ficar ainda pior quando começar o período de chuva, porque não tem nenhuma proteção”, diz Dora.

A diarista, de 43 anos, lembra que o descaso não termina nas paradas. Moradora de Planaltina, ela ainda reclama da quantidade de ônibus. “São poucos para a quantidade de pessoas que precisam, vêm e voltam sempre lotados, isso quando não quebram no meio do caminho”, protesta a faxineira.


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