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GDF defende obras da Copa

Governo diz que cidade trabalha para receber grandes eventos e que construções e reformas não serão em vão. 
  
O interior do Estádio Mané Garrincha (Felipe Igreja/Esquina)
Por Felipe Igreja
Mesmo com o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), desfavorável ao tamanho da reforma no Estádio Mané Garrincha, o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), manteve o cronograma e o projeto inicial e vem tocando as obras da nova arena. O novo Mané Garrincha foi projetado e está sendo construído para receber 70 mil torcedores, como explica a assessoria da Novacap.

“O projeto é para um estádio com capacidade para 70 mil lugares. Tudo está dentro do prazo e o valor estimado da obra é de R$ 670 milhões. Brasília tem a vantagem de estar na frente das outras cidades, com os prazos em dia”, explica Lúcia Leal, assessora da empresa de obras do governo local.

A intenção do GDF é terminar o Estádio em dezembro de 2012, para que a capital federal possa receber a Copa das Confederações, em junho de 2013. O evento vai servir de teste para o mundial, que acontece um ano depois.

Sobre a viabilidade do novo Mané Garrincha após a Copa do Mundo, a assessora da Novacap explica que a administração da arena ficará com a Secretaria de Esportes do DF e que o projeto permite a utilização do estádio para outros eventos.

“Brasília, às vezes, deixa de receber eventos de grande porte ou shows musicais, porque não tem um local adequado. A ideia é utilizar o novo estádio para receber esse tipo de evento. Para colocar Brasília na rota desses grandes espetáculos”, explicou Lúcia.

Sobre a recomendação do TCU, a assessora reiterou que o projeto do estádio candango foi pensado para que Brasília receba a abertura do mundial da Fifa. “O governador não trabalha com a hipótese de reduzir a capacidade do estádio. O Governo do Distrito Federal trabalha para que Brasília receba a abertura da Copa do Mundo. O projeto é para isso. Estamos dentro de todos os prazos e cumprindo todas as exigências da Fifa”, conclui a assessora da Novacap.

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Apenas com o público do Campeonato Brasiliense de Futebol, a reforma do Estádio Mané Garrincha levaria 100 anos para ser paga.

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Cem anos de Candangão

Apenas com o público do Campeonato Brasiliense de Futebol, a reforma do Estádio Mané Garrincha levaria 100 anos para ser paga.

Obras no Estádio Mané Garrincha (Felipe Igreja/Esquina)
Por Felipe Igreja
Escolhida pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) para ser uma das sedes da Copa do Mundo em 2014, Brasília está em meio aos preparativos para receber a competição, que chama atenção de todo o planeta. Maior palco do futebol candango, o Estádio Mané Garrincha foi uma das 12 arenas selecionadas para sediar as partidas do mundial.

Inaugurado em 1974, o local precisa de reformas, que devem deixar as arquibancadas com capacidade para 70 mil pessoas. Lotação suficiente para Brasília pleitear ser a sede de abertura da Copa. Entretanto, passado o período do mundial, a nova realidade do Mané Garrincha será o Campeonato Brasiliense, onde os públicos dificilmente ultrapassam os três mil torcedores por partida.

Por conta dessa disparidade entre a futura capacidade do estádio e a média de espectadores nos jogos de futebol aqui no DF, o Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou, no ano passado, um relatório que indica sério risco do palco candango virar um elefante branco após a disputa da Copa do Mundo. Os números do campeonato local comprovam o temor do Tribunal.

Nos últimos três anos, a maior renda obtida nas partidas do Candangão foi de R$ 95.377,00, para um público de 16.123 pagantes, no duelo entre Gama e Brasiliense, no dia 1º de fevereiro de 2009. Na melhor das hipóteses, se a renda desse jogo fosse repetida em todo o restante do torneio local – 70 jogos – o novo Mané Garrincha, com custo estimado em R$ 670 milhões, seria pago em 100 anos.
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Mesmo com obras atrasadas, estatal só usou 2,5% da verba liberada para aeroportos este ano

Ex-presidente da empresa reclama de 'excesso de verba' e falta de estrutura
Por Giselle Mourão
A proximidade da Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil, parece não assustar a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Problemas como atrasos e estrutura precária ainda fazem parte da rotina de quem precisa da aviação civil no país. Do montante de R$ 2,2 bilhões destinados pelo governo federal para serem investidos no setor neste primeiro bimestre de 2011, somente 2,5% foi utilizado pela empresa. É o que mostra um levantamento do site Contas Abertas, com informações do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
A pesquisa também calculou que, levando em conta uma média anual de investimentos na área, a Infraero já deveria ter utilizado pelo menos 16% da quantia bilionária.  
Por meio da assessoria, a Infraero rebateu as informações divulgando que o valor total liberado pelo governo representa um aumento de 68,5%, em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com os números divulgados pelo Contas Abertas, o valor pago nos primeiros meses deste ano só é superado pelas aplicações de 2007.
Para o ex-presidente da Infraero, Adyr da Silva, a culpa seria o excesso de investimentos por parte do governo. “Hoje a empresa tem mais recursos do que ela consegue gastar. Ainda há muita burocracia que envolve editais, contratos, etc. Temos que ser realistas, o prazo para melhorar o sistema aéreo não é de três anos, pois tudo deve ser finalizado com antecedência, para que possa ser testado”, conta.
A maior dificuldade apontada por Adyr é a falta de uma boa gestão. “Há uma verdadeira 'dança das cadeiras'. Nos últimos dez anos, dez presidentes passaram por lá, e quase todos não eram do ramo. Quando começaram a aprender, tinham que ir embora”, relata.
Além disso, o ex-presidente explica que há falta de estrutura para os funcionários. “Não existe tecnologia apurada como devia, e quando há, existe quantidade, mas não qualidade”, denuncia.
Em andamento
O Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, é o que apresenta melhor desempenho nas obras até o momento. As duas frentes de trabalho iniciadas em meados de 2009, deram início a reforma nos dois terminais de passageiro. A obra tem um custo previsto de R$ 687,3 milhões. Segundo o Contas Abertas, deste total, R$ 108,1 milhões já estão contratados e R$ 56,9 milhões foram, de fato, executados.
Em Brasília, para a primeira fase da ampliação do terminal de passageiro e a construção do módulo operacional provisório, conhecido como MOP, estão previstos R$ 11,4 milhões, porém, o Contas Abertas afirma que, até o momento, somente 16% da quantia foi utilizada.
Atualmente, a estatal, que é vinculada ao Ministério da Defesa, administra 67 aeroportos, 69 grupamentos de navegação aérea e 51 unidades técnicas de aeronavegação, além de 34 terminais de logística de carga.

A assessoria da Infraero afirma que planeja investir R$ 5,2 bilhões exclusivamente nos aeroportos das cidades-sede da Copa. “O valor é para atender não apenas a demanda gerada pela Copa, mas também aquela projetada para todo o setor aéreo brasileiro”, completa. Segundo o cronograma da empresa, a maioria dos projetos deve ser concluída até o final de 2013.
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