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Jornalista com 40 anos de profissão diz como se adaptou às novas tecnologias

Ele chegou como leitor a uma constatação que já faz parte da realidade profissional. Torcedor do Fluminense, o jornalista José Cruz, sabe, por exemplo, que  não precisa pegar o jornal pela manhã para saber que o time do coração ganhou de 2x1 do Internacional, pela Copa Libertadores 2012, no dia 10 de maio. Com mais de 40 anos de profissão, José Cruz passou e passa por esta transição do jornalismo, uma revolução para todos os profissionais. Para um jornalista com tanta bagagem, trabalhar com um Ipad no lugar da antiga Lettera 22, máquina de escrever essencial de outros tempos, é novidade.

O jornalista tratou em evento de comunicação do UniCEUB tratar sobre as “Redes Sociais – desafios da imprensa e do repórter”. A evolução tecnológica, a exigência dos leitores para receber uma informação e a velocidade dos acontecimentos mudaram o tempo em que os jornais eram fechados às 4 da manhã para dar uma notícia fresquinha. Smartphones, computadores e tablets possibilitam, no mundo de hoje, a evolução que torna o mundo mais próximo, já prevista por McLuhan em 1970 e citada por Cruz. Para ele, o repórter tem de ser cada vez mais ágil e ter qualidade na informação que vai passar aos leitores. Segundo Cruz, o jornalismo enfrenta aquele problema de divulgar sempre uma “notícia velha”. É papel do repórter saber trabalhar com a informação e mostrar riqueza naquele conteúdo.

Com 25 anos especificamente no jornalismo esportivo, José Cruz também trouxe aos presentes percepções sobre a Copa do Mundo de 2014, os estádios de futebol intermináveis e os clubes brasileiros. Além disso, trocou ideias sobre sua profissão e vivência, seus textos bem escritos e a sorte de matérias que nunca imaginaria fazer. Matérias que mostram o fazer jornalismo e uma profissão tão gratificante de tantas faces.  Os textos de José Cruz são publicados em http://blogdocruz.blog.uol.com.br/

Por Camila Schreiber - estudante de jornalismo
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Oficina ensina alunos de comunicação a preparar porta-voz

Vinte alunos dos cursos de publicidade e jornalismo do UniCEUB participaram na última quinta-feira, 10/05, da Oficina de treinamento de mídia, coordenada pelo professor Luiz Cláudio Ferreira. Na atividade, os alunos experienciaram o trabalho da assessoria de imprensa de uma escola pública em uma simulação de gerenciamento de crise.

A oficina começou com uma breve parte teórica, com dicas para a assessoria de imprensa preparar seu “cliente” para uma entrevista. Em um segundo momento, os alunos foram distribuídos em grupos e atuaram como uma equipe de assessoria. Porta-vozes dos grupos concederam, ao final, uma entrevista coletiva para esclarecer acidente de criança no parque da escola.

A experiência agradou os participantes, que perceberam na dinâmica a oportunidade de conhecer o lado tenso do entrevistado. A aluna do quinto semestre de jornalismo, Gabriela Lapa, uma das porta-vozes na atividade, elogiou a dinâmica. “Foi muito interessante. É difícil estar do outro lado e a atividade nos levou a uma reflexão”.
Por Luciano Villalba Neto - estudante de jornalismo
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Acesso a documentos sigilosos opõe governo e senadores da base aliada

Sarney e Collor hesitam em apoiar fim do segredo eterno de arquivos ultrassecretos.

Ex-presidentes adiam votação (José Cruz/ABr)
Por Luís Felipe Sardenberg
O Projeto de Lei de Acesso à Informação está emperrado no Congresso. De autoria do Executivo, a proposta opõe o governo e dois senadores da base aliada, José Sarney (PMDB-AP) e Fernando Collor (PTB-AL). Entre as preocupações dos ex-presidentes estariam não apenas informações capazes de causar problemas internos, como arquivos da Ditadura, mas também que possam interferir na relação diplomática com países vizinhos, como a Guerra do Paraguai e a anexação do Acre, que antes pertencia à Bolívia.
Enviado ao Congresso em 13 de maio de 2009, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o projeto de lei (PL) foi aprovado na Câmara e estava pronto para ser votado no Senado no último dia 3 de maio, Dia Internacional da Liberdade de Imprensa. A presidente Dilma Rousseff havia manifestado publicamente o desejo de votá-lo nessa data. Porém, o PL ficou retido na Comissão de Relações Exteriores do Senado, da qual Collor é presidente. Para enfrentar a obstrução, um acordo entre lideranças partidárias da base aliada aprovou um pedido de urgência para que a votação ocorresse em 18 de maio. Mas, novamente, Collor obstruiu a tramitação. Ele pediu prazo para negociar emendas que, se acatadas, obrigarão o projeto a voltar à Câmara para ser rediscutido.
Antes disso, o presidente do Senado, José Sarney, já havia apoiado o colega ao considerar “uma boa ideia” a proposta de Collor sobre os ex-presidentes da República serem ouvidos por Dilma a respeito do sigilo de documentos oficiais. A posição de ambos diz respeito a um artigo da proposta que põe fim ao segredo eterno de arquivos.

Pela lei atual, documentos públicos classificados como ultrassecretos ficam sob sigilo por 30 anos, mas o prazo pode ser prorrogado indefinidamente. Já o projeto em tramitação no Senado estabelece sigilo máximo de 50 anos para qualquer documento oficial. Os ultrassecretos ficariam inacessíveis por 25 anos, renováveis por mais 25. Nos outros níveis de classificação, o prazo seria de cinco anos para informações reservadas e de 15 anos para secretas.
Para a ministra da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Helena Chagas, o projeto deve ser aprovado da forma como está agora. “Eu, como jornalista, não posso defender outra coisa. Cinquenta anos é um prazo razoável. O assunto está sendo discutido no Senado e é importante que saia uma opinião consensual entre os senadores”, afirmou, após a palestra na Semana da Comunicação do UniCEUB.
O ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da União, concorda. Mas é contrário a uma emenda aprovada pela Câmara que torna mista a Comissão de Avaliação, entidade ligada ao Arquivo Nacional e, portanto, composta apenas por membros do poder Executivo. “Uma comissão com representantes dos três poderes para opinar sobre documentos de qualquer um dos outros três representa uma intromissão indevida de um poder sobre outro”, avalia.
De acordo com o professor de Relações Internacionais do UniCEUB e doutor em História pela UnB, Delmo Arguelhes, não há motivo para temer a divulgação de informações. Para ele, nem mesmo arquivos secretos da Guerra do Paraguai (1864 a 1870), maior conflito armado ocorrido na América do Sul, podem causar problemas entre o Brasil e outros países. "A guerra acabou há mais de 140 anos. Não há nada ali que possa chocar muito hoje. Aliás, todo esse clima de segredo é que atiça muito mais a imaginação", observa.
O professor lembra que os documentos sobre a operação Brother Sam, divulgados em 1976, não prejudicaram a relação entre Brasil e Estados Unidos. Segundo ele, o governo dos EUA planejava participar diretamente do golpe de Estado contra o então presidente João Goulart. “Em caso de fracasso da tomada de poder pelos militares, ocorrida em 1964, os norte-americanos invadiriam o Brasil. Esses documentos foram liberados e isso não causou nenhum grande problema diplomático entre os dois países”, analisa.
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A mulher na arte, a arte na mulher

Um pouco da trajetória da expressão feminina e masculina sobre a mulher na história da arte
Por Flávia Otero
“O homem se expressa na mulher, isso fica claro durante toda a arte”, disse a artista plástica e professora Déia Francischetti, em uma palestra durante a Semana da Comunicação do Uniceub, nessa quarta-feira (25/05).

A forma feminina nas primeiras expressões artísticas era simplificada, quase minimalista, com pernas e braços desproporcionais. Na antiguidade, a beleza era idealizada, consequentemente, uma representação errada do real.

Déia explica ainda que a época medieval trouxe a estilização, e aproximação do feminino com valores sagrados. No romantismo, está presente a idealização da mulher. Já o estilo realista prima pelo factual, a “arte parece uma fotografia”.

De acordo com a palestrante, a arte “inicialmente é uma profissão masculina, pouquíssimas mulheres exerciam esse trabalho”. Homens concederam a permissão para que mulheres exercessem essa atividade somente no final do século XIX, acrescenta Francischetti. No começo, inclusive, os cursos de arte eram gratuitos para os homens e pagos por mulheres. Nessa época, a arte considerada feminina era quase que exclusivamente pintura de florzinhas e natureza morta, explica a artista.

Anita Malfati e Tarsila do Amaral quebraram um pouco com essa ideia de arte feminina considerada menor. Ambas vinham de famílias ricas e foram estudar na Europa. Quando voltaram para o Brasil, adaptaram o que aprenderam no velho continente para a nossa realidade. Lá viveram a época da revolução da arte com as vanguardas europeias, que surgiram com a invenção da fotografia, quando a arte teve que reposicionar o seu objeto.

“O que (as duas) fizeram de bom foi na semana de arte moderna e depois voltaram para as casinhas e as flores”, acusa a artista plástica. Déia lembra a famosa crítica de Monteiro Lobato à Anita, e conta que isso marcou aquela artista profundamente.” Ela entrou em depressão e nunca mais conseguiu se recuperar”.

Anita e Tarsila “terminaram a vida ensinando arte e na penúria”.
Pouquíssimas foram as mulheres que ousaram. Frida Kahlo foi uma delas, que pintava o que sentia. “Nem sequer conseguimos rotulá-la”.

“A arte faz a mesma coisa de um professor”, chega até um ponto, para que a partir dali a obra seja vista e percebida sob um outro olhar, conclui Francischetti.
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Como fiscalizar os gastos públicos?

Qualquer contribuinte pode acessar site com informações das despesas do governo
Ter de forma detalhada as notas de empenho e ordens bancárias emitidas por órgãos do poder executivo federal, informações sobre gastos com cartões corporativos e despesas com diárias pagas a funcionários públicos é uma boa forma de alertar e estimular um maior controle social. Foi o que afirmou Gil Castelo Branco, fundador e secretário geral da ONG “Contas Abertas”, nessa quarta-feira (25/05), oficina sobre como ter acesso aos gastos públicos.
Segundo o especialista, não é preciso muito esforço para se obter dados seguros sobre como o dinheiro público é usado em diversas escalas, como programas e ações do governo. “O poder público não gosta de transparência, nossa intenção é alertar a sociedade para fiscalizar os gastos do governo”.
Gil demonstrou que, com poucos cliques do mouse e um conhecimento básico de acesso à internet, é possível encontrar informações. A Controladoria Geral da União (CGU), órgão da Presidência da República, disponibiliza no “Portal da Transparência” do Governo Federal, uma fonte de pesquisa para quem tem interesse em saber sobre os gastos públicos.
Na oficina, também foi mostrado como se obter dados da fonte matriz do governo por meio do Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI), programa usado por funcionários credenciados para fazer consultas, notas de empenho, pagamentos, transferências de recursos entre órgãos e outras ações.
O palestrante deu exemplos de grandes reportagens feitas com auxílio dessas ferramentas (SIAFI/ Portal da Transparência) comprovando que, em vários momentos, o uso do dinheiro público é diretamente vinculado a interesses políticos.
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Houve um avanço das mulheres no cenário político, diz Denise Rothenburg

No dia 26 de maio, a colunista política deu uma palestra no UniCEUB, durante a Semana da Comunicação



Por Paola Rodrigues

No último dia da Semana da Comunicação, o Centro Universitário de Brasília recebeu a colunista política do Correio Braziliense, Denise Rothenburg. Ela falou sobre a presença feminina no jornal impresso. Contou um pouco sobre sua história, que começou na Folha de São Paulo, como secretária. Assim que se formou, foi contratada para a área de reportagem. Já trabalhou no jornal O Globo e atualmente está no Correio Braziliense.

A colunista afirmou que houve um avanço considerável das mulheres no cenário político, mas ainda existe muito preconceito, principalmente com as jornalistas recém-formadas. “O meu conselho para quem está se formando agora e quer entrar para o meio político é manter uma postura. A mulher tem que ser séria, pois senão cai na boca do povo. Se tiver um jantar com uma fonte, leve sempre alguém junto”.

Denise Rothenburg deu várias dicas para quem quer seguir nesse ramo. “Tem que ser curioso, não pode contentar-se com a primeira informação. O primeiro impulso da fonte é falar a informação menos importante, é preciso ter paciência para colher informações mais importantes”, conclui.


Para quem quiser acompanhar o trabalho da Denise Rothenburg, o twitter dela é: @denirothengurg e o blog é: http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise
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Mulheres militares negam "tratamento diferenciado"

As oficiais participaram da Semana da Comunicação, no UniCEUB

Por Sara Bueno

No último dia de palestras da semana da comunicação do Uniceub, quatro oficiais do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira garantiram que a mulher não é vista com preconceito nos quadros militares.

“Militar é militar, não é homem, nem mulher”, declara a tenente Sofia Salles, integrante do EB há cinco anos. Ela atua no Centro de Comunicação Social do Exército (CECOMSEX) na gerência de comunicação institucional. Para a capitão Cristina Joras, companheira de equipe da ten. Sofia e há 13 anos na força, o trato de militares mulheres não é diferenciado. “O tratamento é normal. O que temos de diferente é a parte de exercícios físicos. Existe um respeito muito grande conosco”, assegura.

As tenentes Flávia Sidônia e Sara Bomtempo da FAB reafirmam as declarações das colegas de profissão. “Militar não tem sexo”, sustenta Flávia. “Somos vistas e tratadas como especialistas”, completa Sara. As oficiais trabalham no Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), como jornalista e publicitária, respectivamente.
 

Gravidez e casamento

 
Sofia é casada com um militar e relata que no Exército não é apenas a mulher que acompanha o marido, quando este é transferido. O esposo da tenente a seguiu quando ela foi realocada de Salvador para Brasília. “Depende da família aprender a conciliar. Agora vou passar sete meses no Haiti e ele vai ficar”, defende.
 
De acordo com a capitão, apesar de o Exército não discriminar mulheres no serviço militar, a instituição dá o tratamento específico nas situações apropriadas. “Quando engravidei, meus chefes me apoiaram muito. Tive minha licença de quatro meses e tudo previsto na legislação foi cumprido”, afirma.
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Dicas de Denise Rothenburg para ser um profissional bem-sucedido

Por Paola Rodrigues

·                           Não fazer entrevista pingue-pongue por e-mail. É importante olhar nos olhos da fonte;
·                           Conquistar a confiança das fontes;
·                           Nem toda informação que a internet fornece é verdadeira. Cuidado com a reprodução dessas informações sem confirmação;
·                           Ficar depois da coletiva de imprensa e colher mais informações. Para o jornal impresso isso é fundamental;
·                           A internet não dá capacidade de observação;
·                           Tem que ser curioso;
·                           Tem que ter paciência, persistência e jogo de cintura.

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1, 2, 3, Gravando!

Diretoras de cinema do Distrito Federal participam de debate com alunos do UniCEUB sobre o cinema feito por mulheres
Hilda Rocha e Julia Chaib
O encerramento da Semana de Comunicação do UniCEUB, na quinta-feira, 26 de maio, reservou uma sessão de cinema especial para os alunos: depois dos filmes houve um debate com três diretoras de cinema. Diante do tema do evento desse ano, “A mulher na Comunicação Social”, as cineastas Adriana de Andrade, Denise Moraes e Dácia Ibiapina foram as convidadas da noite para discutir o cinema feito por mulheres.

Antes do debate, foram exibidos ao público os curtas-metragens “Dona Custódia”, de Adriana de Andrade, “Cinema Engenho”, de Dácia Ibiapina e “Memória de Elefante”, de Denise Moraes.

Da esquerda para a direita: Dácia Ibiapina, Denise Moraes e Adriana de Andrade (Hilda Rocha)
 Após a exibição, as cineastas deram início ao bate-papo em que se discutiu o trabalho da mulher atrás das câmeras, no comando do set de filmagens e sobre as dificuldades que elas encontram para a realização dos filmes.

Para as cineastas, ser diretora de cinema não é tarefa fácil. “É uma luta, uma guerra, uma batalha diária. Você precisa ter recursos, correr atrás”, mencionou Adriana. “Em questão de gênero, o cinema feito por mulheres foi se impondo ao longo dos anos. A partir da década de 60, as mulheres cineastas começaram a se afirmar na linha da direção. Mas o cinema ainda é um ofício muito masculino”, observou a cineasta.
Para Dácia Ibiapina, cineasta e professora do curso de cinema da UnB há 18 anos, as mulheres enfrentam mais dificuldades que os homens na hora de fazer filmes. “Existem mais homens fazendo cinema que mulheres. Nós lembramos vários nomes de cineastas de Brasília, mas nós, mulheres, somos poucas.” Outra questão levantada pela cineasta foi a participação de mulheres diretoras nos festivais de cinema. “Para nós é muito difícil dar visibilidade aos nossos filmes. No Festival de Brasília, por exemplo, são selecionados poucos filmes feitos por mulheres, e o júri, na maioria, é composto por homens. Isso tem que mudar.”
Entre os aspectos presentes nos filmes, as diretoras foram unânimes em apontar a intuição, o olhar feminino e as experiências de vida como fatores fundamentais na hora de pensar no roteiro. “Fazer cinema é uma coisa muito pessoal. Quando a gente faz um filme, nos colocamos na estória. Eu me vejo muito nas minhas personagens. Além disso, as mulheres são mais intuitivas que os homens”, declarou Denise.
Ao final da palestra, o conselho das diretoras às futuras cineastas: “O diretor de cinema é um comandante, por isso vocês devem saber tudo sobre o que falam. Devem estudar bastante, ralar muito, porque vocês vão comandar um monte de ‘machos’, e se não tiverem segurança do que falam, podem se tornar motivo de piada, além de serem desrespeitadas”, apontou a cineasta Adriana.
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Semana da Comunicação encerra com premiação de vídeo

Vencedores ganharam curso de edição e produção de vídeo da Studio Online

Os vencedores com o coordenador do curso,
Henrique Moreira
(Isa Stacciarini/Esquina)
Por Isa Stacciarini
Criatividade, respeito ao tema e qualidade do trabalho. Segundo Henrique Moreira, coordenador do curso de Comunicação Social do UniCEUB, estes foram os quesitos de julgamento para o concurso de vídeo com o tema “A mulher e a comunicação”. A premiação ocorreu durante o último dia da Semana da Comunicação, promovida pelo Centro Universitário de Brasília.

O curta-metragem vencedor concorreu com outros nove vídeos e teve duração de três minutos. Isadora Wertheimer, 18 anos, e Gabriel Velloso, 20 anos, foram os responsáveis pelo produto.  De acordo com Isadora, a motivação para participar do evento veio da prática que já tinha com vídeos. “Cheguei a postar algumas coisas no You Tube e quando ficamos [ela e Gabriel] sabendo do evento, decidimos tentar. Caso ganhássemos ia ser bom de todas as formas”, declara. Já Gabriel, fotógrafo há dois anos, acredita que “a facilidade de enquadrar e gravar ajudaram na filmagem”.

A entrega do prêmio aos ganhadores
(Isa Stacciarini/Esquina)

Para os vencedores, a tarefa não foi difícil. “Escolhemos um formato bastante acessível, utilizamos imagens de internet e trabalhamos com corte seco. Foi bem tranqüilo”, disse a ganhadora do concurso. Gabriel acrescenta. “A filmagem foi feita em casa e o trabalho ficou pronto em um final de semana”.
Estudantes do 3º semestre de publicidade e propaganda, os amigos ganharam uma bolsa da Studio Online de edição e produção de vídeo. Para Isadora, que também ficou em segundo lugar no 6º Concurso Almanaque de Criação, o prêmio “enriquece a experiência na área”. Gabriel concorda. “O curso vai acrescentar o currículo de uma forma muito positiva. É sempre bom ter um plus”, afirma.

Veja aqui o vídeo vencedor
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Workshop ensina estudantes a obter acesso a lista de gastos públicos

Representante da associação 'Contas Abertas' explicou aos alunos importância de fiscalizar dados do governo.

Por Camila Griguc
O economista e secretário executivo da associação "Contas Abertas", Gil Castello Branco, realizou um workshop na quarta-feira (25), durante a Semana de Comunicação do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB).

O objetivo foi mostrar aos alunos como funcionam as plataformas de dados, como o Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) e do Portal da Transparência.

Conhecida por auxiliar jornalistas na descoberta de grandes escândalos com dinheiro público, o contas abertas, foi fundado em 2005, incentivando a participação da sociedade na prevenção e no combate à corrupção.

Durante o workshop, o economista ensinou passo a passo como consultar informações públicas no site Portal da Transparência, e ressaltou a importância desses dados no trabalho jornalístico.

Foram exibidas reportagens que tiveram como base os dados obtidos por meio dos recursos ensinados, algumas delas provocaram escândalos e até mesmo demissões de pessoas públicas, como a ex-ministra Matilde Ribeiro.

Para Gil, a transparência de dados no Brasil evoluiu notoriamente nos últimos anos, mas ainda tem muito que melhorar, pois o acesso as informações não é completo, existem muitas áreas restritas nesses portais e o sistema de busca ainda é bastante complexo.

Gil destacou que cada vez mais os meios de comunicação têm buscado informações nestas plataformas. Elas são fundamentais para a contextualização dos fatos sociais e políticos do país. Para ele, saber trabalhar com essas ferramentas é um forte diferencial para os jovens ingressantes no mercado de trabalho.

O economista contou ainda com o auxilio do analista de sistemas, Carlos Benner, que é especialista na área de monitoramento de gastos públicos no SIAFI.


Leia a crítica de Sérgio Vinícius sobre a Semana da Comunicação
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'Novo acordo ortográfico não tem lógica', afirma professor

O especialista Ernani Pimentel critica o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa em palestra a universitários.
Professor Ernani Pimentel durante palestra no UniCEUB
(Felipe Igreja/Esquina)
Por Felipe Igreja 
O professor de Português Ernani Pimentel não teve papas na língua na hora de criticar o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, durante uma palestra realizada na manhã desta quinta-feira (26/5), na semana da comunicação do UniCEUB. Para o especialista, as novas regras são “anacrônicas” e não facilitam o ensino e a aprendizagem da ortografia.

“Essas ideias foram pensadas em 1975, no século passado, quando ainda se utilizava a decoreba na hora de ensinar e a exceção explicava a regra. Mas não podemos mais aceitar isso. As exceções destroem a regra”, declara Ernani.

O professor faz parte do movimento “Acordar Melhor”, que pede uma revisão no Decreto nº 6.583, de 29 de setembro de 2008, que trouxe novas regras de escrita e uma tentativa de padronizar a Língua Portuguesa, falada por cerca de 250 milhões de pessoas, em nove países e no território de Macau, na China.

“Não somos contra, mas o novo acordo é cheio de incoerências e muitas vezes não tem lógica. Não podemos ter um acordo com exceções. Passamos a vida inteira estudando para descobrir que existem exceções à regra. Ou seja, tempo perdido”, explica o professor.

Para ele, a maior dificuldade de estudantes (nativos e estrangeiros) é a ortografia. O novo acordo deveria ser usado para facilitar o ensino e a aprendizagem desse aspecto, mas não é o que acontece. Segundo Ernani, ocorre justamente o contrário.

“A ortografia é o maior fator de exclusão social. A pessoa que escreve errado, que grafa a palavra de maneira errada, fica marcada. Se a nossa ortografia fosse racional e lógica, para que todas as pessoas pudessem saber escrever com facilidade, você estaria contribuindo para o maior movimento de inclusão social do país”, explica Ernani Pimentel.
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Muito além de um rostinho bonito

Âncoras falam sobre o domínio feminino nas redações.

Claudia Toledo e Daysa Belini ao lado da professora Edla Lula 
(Rafael Cadengue) 
Por Caroline Rosito
A mulher já conquistou o seu espaço no mercado de trabalho. No jornalismo, não há mais diferença entre o sexo masculino e feminino. É o que afirmaram as jornalistas Claudia Toledo e Daysa Belini, durante a palestra “Mulheres no Telejornalismo Local” na Semana da Comunicação do Centro Universitário de Brasília – UniCEUB, na noite dessa quarta-feira (25/05).

 “A mulher é maioria e domina as redações”, diz a repórter e âncora do jornal Direto da Redação da TV Record em Brasília, Daysa Belini. A jornalista falou sobre o início na profissão e das dificuldades enfrentadas ao longo da carreira de nove anos por ser mulher. “Para muitos eu era só um rostinho bonito, mas eu mostrei o meu trabalho e provei que sou capaz”.

Para a editora-chefe do telejornalismo local da Band, Cláudia Toledo, as coisas mudaram e hoje tanto a mulher quanto o homem são tratados de forma igual dentro dos veículos de comunicação. Claudia acrescenta que o fato de ser mulher não atrapalha o desenvolvimento da carreira. “Não existem diferenças de sexo no trabalho e o papel do homem também é fundamental”, completa.

As jornalistas comentaram ainda a proximidade do jornalismo local com a comunidade. Para elas, o jornalismo em Brasília e no entorno tem relevância e, cada vez mais, tem sido exigido pela população. “O retorno que a gente recebe das pessoas que ajudamos é muito gratificante. Isso é o que diferencia o jornalismo nacional do local”, revela Daysa Belini.
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Capital federal faz mais propaganda que publicidade, segundo especialistas

Alunos de publicidade discutem o mercado em Brasília com profissionais.
Bate-papo informal (Dyelle Menezes/Esquina)
Por Dyelle Menezes
A empresa de cursos práticos para publicidade, Funyl, marcou presença na Semana de Comunicação do Centro Univesitário de Brasília (Uniceub).
 
Os palestrantes começaram falando do novo, porém crescente mercado em Brasília. Segundo eles, a capital federal faz mais propaganda do que publicidade. O mercado é tomado pela demanda do governo. Na noite dessa quarta-feira (25/05), cerca de 40 alunos de publicidade puderam conhecer as perspectivas da área em Brasília, por meio da oficina denominada “O Divã”.

O bate-papo aconteceu de forma bem informal e contou com a presença quatro publicitários renomados: Edir Peixoto, diretor de criação da Agência DM9; Gera Oliveira, redator da agência Nova SB; Carlos Grilo, sócio diretor da agência de comunicação multidisciplinar Monumenta e Mauro Assis, proprietário da Funyl e atuou como mediador.

Palestrantes da Oficina "O Divã" (Dyelle Menezes/Esquina) 
Edir Peixoto se disse apaixonado pela propaganda de Brasília. “O mercado é único. Não se tem esse produto em nenhum outro lugar. É recente e tudo ainda está por fazer e por falar. É uma porta de entrada muito valiosa”, afirma.

A segunda parte do “bate-papo” foi marcada pelas perguntas dos alunos. E não foram poucas. As diversas áreas da atividade e as possibilidades diante das novas mídias, além da carreira e da troca de experiência renderam mais de duas horas de discussão.

Outro assunto que chamou a atenção foi a utilização de teoria e prática. Para Mauro Assis, a troca de experiências deste tipo é fundamental e deveria acontecer com mais frequência. “Os alunos precisam conhecer as atividades e adquirir foco com os profissionais. E nós precisamos deste gás extra de pessoas que dominam novas mídias”, concluiu.
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VIDEO: Ministra comparece a palestra no UniCEUB

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Helena Chagas diz que nunca se intimidou diante de preconceitos

A frase foi abordada durante a palestra “A mulher na Comunicação Social”, no UniCEUB

A ministra Helena Chagas, em Brasília (Antonio Cruz/AB)
Por Giselle Mourão e Camila Bocchino
Na segunda palestra da semana da comunicação do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), a ministra chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Helena Chagas falou sobre o papel da mulher no jornalismo. Um dos pontos altos da palestra foi quando a ministra contou sobre a trajetória até o cargo que ocupa desde o começo deste ano.

Helena contou que sofreu mais preconceito com o fato de ser filha do famoso jornalista Carlos Chagas do que ser mulher. Outros assuntos como a dificuldade de ser mãe aos 19 anos e manter a ética profissional dentro do governo também foram abordados na palestra.

Sobre o grande aumento de mulheres nas redações, a ministra afirmou que o interesse das mulheres em exercer a profissão de jornalismo não é de hoje. “Meu amigo Márcio Moreira comentou que as colunas dos principais jornais eram chefiadas por mulheres”, afirma.

Além disso, a ministra Helena comentou que é muito importante que os futuros jornalistas sejam formados. “É na faculdade que aprendemos como é ter ética profissional. A diferenciar o que é notícia”, explica.

Helena Chagas que já foi chefe da TV Brasil, sempre defendeu a função educativa da televisão pública e afirmou que o meio é um instrumento do Estado. Segundo ela, a notícia deve ser dada de uma forma que o público entenda, explicando a linguagem complicada da política para os cidadãos. Sobre o padrão usado nas televisões, a ministra condena a imposição de algumas emissoras. “O jornal precisa mostrar o sotaque do jornalista, precisa refletir o Brasil”, conclui.
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Acesso à internet é fundamental contra desigualdade, diz ministra

A ministra Helena Chagas (Marcello Casal Jr./AB)
Por Filipe Marques 
A ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (SECOM), Helena Chagas, garantiu que a inclusão digital é uma das prioridades do governo Dilma Rousseff. “Aumentar o acesso das pessoas à internet é um dos primeiros passos para combater a desigualdade. Se não for feito, estaremos discriminando aqueles que não têm acesso à cultura e à informação digital”, afirmou, em palestra da "Semana de Comunicação" do Centro Universitário de Brasília – UniCEUB.
Segundo a ministra, o combate à desigualdade já foi feito, em parte, através de políticas de distribuição de renda. Agora, cabe ao Estado garantir a todos o acesso à informação. “Hoje, o cidadão brasileiro, com comida na mesa, é mais consciente e exigente. No futuro, será ainda mais, porque este é um processo que ainda está em andamento.Buscam cada vez mais informação na televisão, nos jornais, na internet. Por isso, o acesso tem que ser estendido a todos”, disse.
Para Chagas, cabe ao jornalista, então, aprender a lidar com este público mais crítico e exigente. “A informação precisa ser correta, plural, contextualizada. Enfim, uma melhor informação. Por isso, nós, jornalistas, estamos sendo e seremos muito mais exigidos pelas pessoas as quais devemos prestar informações. A informação terá que ser muito mais apurada, checada e trabalhada para que tenha credibilidade”, ensina.
Na época da informação digital, a ministra cobra uma nova postura do jornalistas, pouco acostumados às críticas. “Nós, jornalistas, não gostamos de ser criticados. Mas, agora, a internet tem essa coisa sensacional chamada interatividade, que obrigou os jornalistas a ficarem mais humildes. O público pode opinar, criticar, participar e nós, jornalistas, precisamos descer do salto alto e ficarmos mais humildes. Porque é para eles que nós escrevemos”, conta.
Apesar de todas as vantagens da internet, a experiente jornalista faz uma ressalva. “É muito legal e democrático todo mundo poder dizer o que pensa na internet. Mas existe uma grande diferença entre a opinião e o fato, a informação com credibilidade. O próprio internauta precisa saber separar o joio do trigo. A informação jornalística, de fato, precisa ter credibilidade. Para isso, precisa ser checada e apurada”, explica.
Por fim, Helena Chagas dá um conselho a todos que pretendem se tornar jornalistas. “Nós somos instrumentos da democracia. Os cidadãos só estarão preparados para tomar suas próprias decisões quando esta tem acesso à informação plural e diversificada. É nosso dever, enquanto jornalista, garantir que tenham acesso à informação”, aponta.
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Ministra discorda que exista igualdade profissional entre os sexos

A ministra Helena Chagas (Marcello Casal Jr./ABr)
Por Filipe Marques
Primeira mulher a assumir a chefia da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (SECOM), a jornalista Helena Chagas acredita que a ascensão da mulher na Comunicação Social está quase consolidada. “É cada vez maior o número de mulheres na profissão. Desde que eu comecei, tem muita mulher trabalhando em redação, mas só agora os postos de chefia estão sendo ocupados por mulheres. Se observarmos, de uns anos para cá, as principais colunistas passaram a ser mulheres: Tereza Cruvinel, Eliane Cantanhêde, Dora Kramer... Então, já demos grandes passos, mas ainda não alcançamos a igualdade”, observa.
Sobre o tema da Semana da Comunicação – “A mulher na Comunicação Social” –, a ministra afirma que a ascensão feminina precisa ser precisa ser vista num contexto mais amplo. “Essa ‘feminização’ está inserida num contexto maior, de grande mudança social pela qual passamos nos últimos anos no Brasil. Não só para as mulheres, mas para determinados setores da sociedade brasileira, que passaram a ter acesso ao que não tinham antes. Houve uma verdadeira emancipação da cidadania brasileira”, disse.
Filha do jornalista Carlos Chagas, ela não acredita que o fato de ser mulher a atrapalhou ao longo da carreira. “Eu acho que o fato de ser mulher foi indiferente. A maior dificuldade na profissão foi ser filha de um jornalista conhecido, que estava no auge da carreira quando eu comecei. Então, eu sempre tive muita necessidade de mostrar que eu não estava no emprego por causa do meu pai”, conta.
Com a experiência de quem já chefiou várias redações, Helena Chagas garante que não há diferença entre os jornalistas do sexo masculino e feminino.  “Sabe o que o chefe gosta? De gente que trabalha bem, independente se é homem ou mulher”, explica.
Apesar da igualdade, a ministra aponta algumas diferenças que ainda persistem. “Nas questões de salários e de cargos mais altos, ainda tem diferença. São resquícios... Mas ainda encontramos pessoas contra a licença maternidade de seis meses.  Precisamos mudar a cabeça das pessoas em casos como esses”, afirma.
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