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Distrito Federal possui o 8º maior índice de homicídios de mulheres no Brasil, aponta estudo


O Mapa da Violência 2012, divulgado pelo Instituto Sangari e de autoria de Julio Jacobo Waiselfisz, coloca o distrito Federal como o 8º mais violento para as mulheres no país. Segundo os últimos dados, relativos a 2010, foram 78 assassinatos, o que correspondeu a uma taxa de 5,8 homicídios para cada 100 mil mulheres.Veja a pesquisa

A publicação mostra que o estado do Piauí é o que apresenta menor índice de violência contra a mulher, 2,5 a cada 100 mil e o Espírito Santo, número 1 no ranking, apresenta uma taxa de homicídios de 9,6 mulheres para o mesmo universo. Se nos estados a média em 2010 foi de 4,4 homicídios para 100 mil mulheres, nas capitais ela foi ainda maior, 5,1, sendo as mais elevadas em Vitória, João Pessoa, Maceió e Curitiba, que apresentaram níveis acima dos 10 homicídios para cada 100 mil mulheres no mesmo ano.

Entre 1980 e 2010 foram assassinadas no Brasil mais de 92 mil mulheres, sendo 43,7 mil só na última década. A taxa aumentou 230% nesse período, passando de 1.353 em 1980 para 4.465 em 2010.

Psicóloga explica tipos de agressão

A utilização de objetos cortantes, penetrantes, contundentes e a sufocação são os meios mais expressivos quando se trata de violência contra a mulher, o que pode indicar maior incidência de violência passional.
As armas de fogo ainda são o principal instrumento de homicídio no país, mas quando se trata de homicídios femininos, elas representam pouco menos da metade, enquanto nos masculinos representam 3/4. Ainda fazendo um comparativo entre homicídios do sexo masculino e feminino, pode-se observar que a taxa de morte por meio de violência doméstica é muito mais alta quando se trata de mulheres. Apenas 14,3% dos homens apresentam incidentes desse tipo, já a taxa de mulheres violentadas e mortas dentro da residência é de 41%.

Os dados base da pesquisa realizada por Julio Jacobo Waiselfisz foram obtidos através do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde (MS) e foram publicados na obra intitulada Mapa da Violência 2012.

Por Marina Nascimento - Jornal Esquina on-line
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Psicóloga alerta para os variados tipos de violência contra mulheres


A violência contra a mulher pode apresentar diferentes características e tipos. A humilhação, a agressão física, como o espancamento e a tentativa ou o ato de estupro, estão entre as características das atitudes violentas contra mulheres. Essa violência pode ser de ordem psicológica, física, moral ou de patrimônio como explica a psicóloga Ciomara Schneider em entrevista. Assista aqui

DF: oitavo em assassinatos de mulheres

Em 2006, foi instaurada a lei 11.340, conhecida como Maria da Penha. Antes do surgimento dessa lei, muitas vítimas não faziam denúncias, pois eram elas que deveriam levar a intimação até o agressor, o que acabava por intimidar as mulheres.

Hoje, com a lei Maria da Penha, as mulheres têm o respaldo legal para fazerem suas denúncias sem medo. Para recorrer à lei, a mulher precisa de testemunhas e provas da agressão. A psicóloga ainda lembra que além do respaldo legal, existem também os grupos de apoio a mulheres vítimas de violência aos quais as vítimas podem recorrer.

A lei Maria da Penha se aplica a qualquer pessoa em situação de fragilidade em uma relação conjugal, portanto, homens e homossexuais também podem recorrer a ela em caso de necessidade.
Para fazer uma denúncia, a vítima deve entrar em contato com o número 180.

Por Marina Nascimento - Jornal Esquina on-line
Entrevista - Mariana Gonçalves
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Ceilândia, uma cidade esportiva

Por Marquezan Araújo
Em busca de incentivar a prática esportiva na Ceilândia, o 8° Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (BPMDF), criou há dez anos uma espécie de escolinha voltada para crianças e adolescentes, com espaço reservado para futsal e judô. Um dos objetivos era entreter as crianças para tirá-las das ruas, explica o soldado Átila Cruz, professor de futsal. “Tentamos trazer a comunidade para perto da polícia a fim de que ela se sinta mais segura. Queremos também ocupar a criança para afastá-la das drogas e da violência”, ressalta o oficial.
A dona de casa e mãe de um dos alunos, Miriam Francisca, garante que a ideia tem dado certo. “É ótimo, pois tira as crianças da rua. A minha filha e a minha sobrinha deixam de fazer qualquer coisa para treinar, e têm levado muito a sério”, garante Miriam.
O segundo sargento da PM e professor de judô da escolinha, Paulo Roberto, revela que a punição para alunos indisciplinados, tanto na escola como nas aulas disponibilizadas no Batalhão, é bem severa. Em casos mais graves o aluno chega a ser afastado de vez da escolinha. “A gente tenta primeiro com o diálogo, mas se não resolver o problema, o aluno é afastado dos treinos e perde a vaga”, explica o militar.
Os alunos que apresentam um bom rendimento nos treinos têm a oportunidade de participar de algumas competições. Orgulhoso, Paulo Roberto afirma que as crianças foram premiadas em todos os campeonatos que participaram. “Algumas vezes tivemos até 100% de aproveitamento com primeiro, segundo e terceiro lugar, no mesmo campeonato”, diz o segundo sargento. Os que se destacam no futsal são levados para treinar em um time que participa de campeonatos regionais.
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Além das mulheres, Lei Maria da Penha atende também homens e homossexuais

Por Mariana Fernandes

A lei Maria da Penha foi criada em 7 de agosto de 2006 com o objetivo de proteger mulheres contra a violência em todos os âmbitos. O que poucos sabem é que os direitos garantidos pela lei se estendem a quaisquer tipos de vítimas, como homens e homossexuais. Ela atende esses outros grupos em casos de vítimas de violência doméstica, familiar ou moral. As medidas devem ser tomadas da mesma maneira e com a mesma urgência que em casos de agressão contra mulheres.

A psicóloga Ciomara Schneider lembra que antes da criação da lei, as mulheres podiam denunciar normalmente. “A diferença era que a vítima registrava uma ocorrência e ela mesma precisava entregar o ofício ao agressor, que muitas vezes respondia com mais agressões”, explica. “Com a aprovação da lei, há proteção, procedimentos policiais e judiciais para as vítimas. A lei busca promover uma real mudança nos valores sociais”, acrescenta a especialista. Segundo ela, há aspectos sociais que devem ser modificados para que os casos de agressão diminuam. “Atividades de conscientização deveriam ocorrer com maior frequência, pois o Estado tem esse dever”, completa Schneider.

Surgimento

A lei faz referência à Maria da Penha Maia Fernandes, biofarmacêutica que sofreu sucessivas agressões do ex-marido. Marco Antonio tentou matá-la duas vezes e, por conta de um tiro de revólver, Maria ficou paraplégica. Nove anos depois, o ex-marido foi condenado a oito anos de prisão. Entretanto, permaneceu encarcerado apenas por dois. O caso foi então analisado pela Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) e considerado um crime de violência.
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Tema polêmico: sexo ainda gera preconceito

Por Nathállia Gameiro

A sexóloga e colaboradora do Programa Altas Horas da TV Globo, acredita que é preciso falar sobre sexo na sociedade, como um tema mais amplo. “Sexo ainda gera muito preconceito, mas o jornalismo está de portas abertas para recebê-lo”, afirmou.

Ela esteve na Feira Capital Estudante, no Shopping Pátio Brasil, no sábado (18/08) e fez uma apresentação sobre o tema Além do sucesso profissional. A palestra apresentou assuntos de grande relevância aos jovens, como carreira profissional e sexualidade.

Durante o evento, a jornalista traçou um panorama da sexualidade humana através dos tempos, até os dias atuais e falou sobre o espaço que a sociedade dá para as relações afetivo-sexuais na vida das pessoas. Ela comentou que muitas vezes parece impossível conciliar o sucesso financeiro e profissional com realizações na área dos relacionamentos amorosos e sexuais. Porém, ainda segundo Laura, é possível equilibrar vitórias em ambas as áreas.

Os presentes tiveram a oportunidade de participar e tirar dúvidas sobre gravidez fora de hora, aborto, doenças sexualmente transmissíveis (DST) e como evitá-las. Laura também ressaltou a importância de eventos voltados para os jovens. “Espaços como este, que permite uma conversa franca e esclarecedora, são espaços de transformação, para a gente ampliar o nosso pensar e trazer novos significados para uma vida mais saudável e prazerosa”, opinou a sexóloga.
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Japão para todos: quermesse no templo budista

Por Rodolfo Costa

Famosa por difundir a cultura japonesa em Brasília, a tradicional Quermesse do Templo Budista chega à 39ª edição. Todos os anos milhares de pessoas visitam o templo para contemplar a beleza, conhecer um pouco da religião e comer o delicioso yakisoba. Segundo o coordenador da Quermesse, Lucas Victor, a festa aumentou exponencialmente e ganhou maior notoriedade nos últimos anos. “De 2000 para cá, cerca de mil pessoas visitavam o templo por dia. Hoje, o número varia de 4 a 7 mil”. Porém, o que mais chama a atenção de todos é a variedade de grupos que visitam o estabelecimento.

Fãs da cultura japonesa costumam se encontrar no templo anualmente. Seja para colocar o papo em dia ou dançar no ritmo pop da matsuri dance. O voluntário Eduardo “Kon” frequenta o templo budista há cinco anos e tira da música e coreografia valores que passa aos visitantes. “Essa cultura transmite ensinamentos do bem. Não existem preconceitos. Ensina para as pessoas a importância da amizade”, comentou. Lucas Victor endossa a opinião do voluntário e afirma que os apreciadores da cultura pop japonesa levam ao templo uma singularidade que não se vê em outros lugares.

Em novo horário, o templo tenta atrair ainda mais pessoas para a Quermesse. Prova disso são as diversas famílias que comparecem para prestigiar a culinária e costumes religiosos. “O esforço que tem sido feito ano a ano é tornar a festa ainda mais agradável. Para isso, tentamos trazer sempre atrações interessantes”, garante o publicitário Jorge Franco, contratado pelo templo para aperfeiçoar a organização. O evento ocorre em todos os finais de semana do mês de agosto. É uma ótima atração para quem tem gosta da cultura japonesa ou tem interesse em conhecer. “O templo une pessoas de gostos diferentes em um só lugar. É uma festa singular que conta toda uma história”, diz a estudante Carolina Abreu, participante da Quermesse.
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Comissão do Senado propõe criminalização de bulliyng


Elaine Andrade e José Maurício Oliveira

A comissão especial de juristas designada pelo Senado Federal para elaborar propostas para o Novo Cógido Penal pretende criminalizar o bulliyng. A sugestão é que o assédio moral contra crianças e adolescentes seja punido com pena de um a quatro anos de prisão, caso o autor seja maior de idade. Quando o agressor for menor de 18 anos, ele ficará sujeito a medidas socioeducativas. O bulliyng foi classificado como “prática vexatória” na proposta aprovada pela comissão no final do mês de maio.

Segundo a psicóloga Juliana Gebrim, o assédio tem duas formas: direta e indireta. Na primeira, a vítima sofre agressões físicas. Na segunda forma, a criança ou adolescente é isolado dentro da escola. Além disso, a prática envolve necessariamente três lados: o agressor, a vítima e a plateia. “A intenção é, sempre, agredir publicamente pois é uma forma de o praticante sentir-se no controle, com poder”, explica a psicóloga.

A servidora pública Cristiane Alves passou por momentos de angústia há três anos. O filho Gustavo* sofreu bulliyng dos cinco aos dez anos de idade. Um colega de classe, com a ajuda de outros, ridicularizava Gustavo na frente de outros estudantes. “Chegou ao ponto de os meninos o segurarem e abaixarem as calças do meu filho na frente de todos”, relatou. Cristiane contou que o filho raramente reclamava e sofria em silêncio. “Quem me alertou para o assunto foi a pediatra e a fonoaudióloga”, afirmou a mãe, que, a partir disso, passou a monitorar o garoto, pedir providências da escola e dos pais dos agressores.

De acordo com Juliana Gebrim, é importante observar o comportamento da criança ou do adolescente. “Se a criança não quer ir para a escola, se estiver irritadiça e até agressiva ou se a família perceber que ela está se isolando socialmente, o melhor é investigar, pois algo de errado está acontecendo”, explicou a psicóloga.

Para ela, o acompanhamento terapêutico é fundamental nesses casos. “As consequências são graves e vão desde a perda da autoestima, falta de apetite, dificuldade de aceitar críticas, depressão, agressividade até o suicídio. “Há casos em que os danos são, inclusive, irreversíveis ”, alerta. Juliana ainda recomenda que a família da criança agredida procure também a direção da escola para que ela tome providências.



Novo Código Penal
O Legislativo decidiu revisar o texto do Código Penal que, atualmente, tem 361 artigos e foi sancionado em 1940. Formada em outubro de 2011, a comissão especial de juristas elabora o anteprojeto do novo Código Penal. A previsão é que o texto fique pronto no final de junho, quando começa a tramitar como projeto de lei no Congresso.
* nome fictício
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Balé: mães escolhem a dança pelas filhas

Por Camila Ferreira e Veltz Capone

Especialista alerta que influenciar nas decisões pode ser negativo

Em geral, segundo o bailarino e escritor de dança, Dalal Achcar, a menina calça sua primeira sapatilha aos sete anos. Nessa idade, é natural que as mães levem as filhas para as escolas de balé. Muitas delas se encantam com o colã e as saias rosa, mas para outras, a aula de balé pode ser um momento de tortura.
 Nathália(à esquerda) com a amiga Fernanda
É o caso de Nathália Andrade, 14 anos, bailarina desde os seis anos de idade que pratica a dança por obediência à mãe. “Eu nunca gostei de balé, quando era bem pequena vinha chorando todos os dias para a aula. Até hoje não gosto muito da dança, mas minha mãe disse que para ser uma bela mulher, tem que ser bailarina. Só não parei de praticar ainda para não arranjar confusão”, relata a garota.

Márcia Andrade, 54 anos, mãe de Nathália, conta que sempre sonhou em fazer balé, mas, quando era criança, não tinha condições financeiras. “Não é que eu a obrigue a fazer, mas digo que é o certo. Com certeza o balé é muito importante na vida de qualquer menina, faz bem para a alma e para o corpo, além de ser chique”, relata.

Segundo a psicóloga especialista em tratamento infanto-juvenil, Carina Cartaxo, o balé, como qualquer outra atividade física, precisa dar prazer. “É importante que a criança ou o adolescente se sinta bem com aquilo que faz. O problema é quando a atividade vira uma obrigação”, explica.

Carina Cartaxo relata que as mães pensam que estão incentivando as filhas, quando, na verdade, estão criando nelas uma aversão ainda maior àquela atividade. Além disso, se a menina tiver dificuldade com a feminilidade, passará ainda mais a ver o mundo feminino como algo pouco atrativo e até mesmo desagradável. “Uma menina que não se sente confortável dançando balé, se sentirá ainda mais desajeitada sendo forçada a fazê-lo”, conta a especialista.

Já Beatriz Resende, 10 anos, conta que gosta da dança e que pretende ser professora de balé. “Faço balé há dois anos e não falto nenhuma aula, minha mãe me trouxe para uma aula experimental e estou adorando todos os movimentos”.


Professora de balé há 18 anos, Jamille Ferreira relata que o balé como qualquer outra dança tem vantagens e desvantagens. “A maior vantagem do balé é o fato de o gênero ser a base para qualquer outro tipo de dança. Como desvantagem, eu citaria a grande disputa que se cria por um papel no espetáculo. Muitas meninas ficam até sem comer para entrar no figurino”, conta.

O balé é um estilo de dança que teve origem nas cortes italianas durante o século XV. A dança exige muita técnica e possui um vocabulário próprio. No Brasil, o gênero surgiu em 1813 e a primeira apresentação foi realizada no Teatro Real de São João no Rio de Janeiro. A dança requer muita prática e é ensinada em escolas próprias em todo o mundo. No DF, por exemplo, existem por volta de 84 escolas especializadas.
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Estrogonofe, o prato russo queridinho dos brasileiros

Por Vívian Azeredo e Talita Diniz


De origem na Rússia, o strogonoff, que atualmente é um dos dez pratos mais vendidos do mundo, foi inventado no século XVI, quando soldados russos comiam rações de carne cortadas em barris com sal grosso e aguardente para preservar o alimento.

 
Com o passar dos anos, a comida foi refinada e chegou à forma que conhecemos hoje. Em Brasília, o prato é bastante popular. Há 13 anos, Nilson Adriano da Silva vende estrogonofe em uma barraquinha na área externa de uma das universidades da cidade. Aproximadamente 200 pessoas passam por lá diariamente. ‘’A receita é da minha esposa, já passei para várias pessoas mas ninguém consegue fazer igual’’, conta o comerciante.

A estudante de publicidade Marina Tamer diz que come lá todos os dias. ‘’Chego com muita fome do trabalho e preciso de alguma coisa que me sustente e seja saborosa’’,diz. Apesar de ser muito gostoso, precisamos tomar alguns cuidados na hora de consumir esse alimento exageradamente. . Arroz, batata palha , macarrão e queijo são alimentos que podem servir como acompanhamento do prato e que podem torna-lo extremamente calórico.
A estudante de nutrição Carolina Vogado, ciente dos valores nutricionais do alimento, diz que  o correto seria as pessoas escolherem apenas um dia da semana para comê-lo, e nos outros optarem por alimentos mais leves,  como vitaminas, saladas de fruta e sanduíches naturais.  ‘’As pessoas devem comer pequenas porções ao longo do dia, para sentirem menos fome no período da noite’’, defende.
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Pais colocam filhos no período integral para mantê-los ocupados

Por Laísa Vinhas e Larissa Rehem

Mesmo com disponibilidade de tempo, pais dizem que colocam o filho no período integral para mantê-lo ocupado com atividades educativas. João Cunha, aos 8 anos, por exemplo, foi para uma escola de período integral, pois o pai, Sérgio Cunha, 42, queria mantê-lo ocupado e ver se o desempenho na escola melhorava. Mas Sérgio diz se arrepender dessa decisão.
 “Nenhum tempo a mais na escola substitui o acompanhamento de um pai e de uma mãe dentro de casa. Se fosse hoje, não colocaria João no período integral, porque o desempenho escolar dele não melhorou e eu cheguei à conclusão de que durante a infância as crianças têm mesmo é que aproveitar o tempo livre”, afirma.
Compulsão - A psicóloga Ângela Lins afirma que a “neurose” dos pais pode prejudicar as crianças.  “Os pais não deveriam se sentir pressionados com a neurose coletiva. Preservar os filhos da compulsão social e educá-los para uma verdadeira atitude criativa e construtiva seria o melhor a fazer”.
Além disso, nem todas as crianças reagem e se adaptam da mesma forma ao período integral. Todos os professores e coordenadores de escolas consultadas afirmaram que é necessário ter um acompanhamento de perto com cada aluno. Todos passam por uma fase de adaptação no início, mas existem crianças que mesmo ao longo do tempo não se adaptam e começam a ter atitudes negativas.
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Rotina atribulada diminui demonstrações de afeto, diz psicóloga

Por Laísa Vinhas e Larissa Rehem

A psicóloga infantil Ângela Lins considera que não se pode afirmar que as crianças que ficam por período extenso na escola correm o risco de ter problemas no desempenho escolar e psicológicos. "Porém há grandes chances que isso aconteça".
De acordo com a especialista, as crianças podem se privar de ter um contato mais próximo e afetivo com os pais. "Se entendemos que é imprescindível para a saúde mental e emocional da criança ter segurança e certeza do amor dos pais, essas crianças muito ‘ocupadas’ têm ainda menos tempo para sentir essa afetividade”.

Ela descreve o típico comportamento das crianças que possuem uma rotina cheia de ocupações, como ansiedade, agitação, alteração do sono e do humor.

Pais colocam filhos no período integral para mantê-los ocupados
A advogada Vânia Wanderley é favorável à ideia de escola em período integral se houver uma boa estrutura para receber os alunos. Mas o resultado no desempenho da filha, Júlia, não foi como o esperado. As notas começaram a cair.
“Acho que o que fez a nota da Júlia cair foi a falta do meu acompanhamento. A criança sente falta da ajuda e atenção dos pais, assim como da disciplina que recebe em casa. Percebi que minha filha as vezes se sentia um pouco abandonada”, explica Vânia Wanderley.
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Pais precisam analisar as características de cada criança para escolher a atividade ideal, diz psicóloga

Por Elisa Chagas e Patricia Arce

A psicóloga infantil Adriana Andrade afirmou que é muito difícil dar um parecer fechado em relação a qual atividade é certa para cada criança. “Temos que tentar indivi­dualizar e levarem consi­deração as características de cada uma, o que ela precisa e qual é omeio em que está vivendo.”

Adriana diz que o ideal é descobrir se a ati­vidade é pertinente para a criança. “O que não pode­mos fazer é levar a criança para um extremo ou outro. Tem que ter o cuidado desaber se aquele é o movimento certo.”

Além disso, ressal­ta que uma das grandes dificuldades dos tempos atuais é que a educação tem sido delegada cada vez mais para a escola e menos para os pais. “An­tigamente, os pais tinham uma maior preocupação em acompanhar o filho, incentivar. Agora, tudo está sendo delegado para a escola. É cada dia mais comum os ‘pais de fim de semana’, que saem com os filhos apenas para brin­car e se divertir”. Para Adriana, a função de um pai atento é colocar o filho na escola, mas mesmo as­sim não abrir mão de sua educação.

Segundo ela, quando os pais não são ativos na edu­cação do filho, mexe-se principalmente com as relações familiares e com os sentimentos mais profun­dos. “Se a criança achar que não é interessante para o pai, ela não cons­trói uma referência fami­liar tão segura e estrutu­rada como deveria ser.” Cria-se então, a necessi­dade de buscarsolidez em algum lugar, e a tendência é que as crianças busquem essas referências em outra pessoa. A psicóloga ga­rante que a referência familiar é uma necessida­de essencial de cada um e que ela sempre existirá.

Rigidez - Carla Coelho, de 35 anos, é mãe de Marina, 6, e Be­nedito, 2. Ela matri­culou Marina no ballet quando acriança completou dois anos de idade. Mas não aprovou o resultado. “Não gostei da rigidez com que tratavam as crianças tão pequenas e tirei”. Hoje em dia a me­nina faz “apenas” aulas de artes uma vez por semana.

Carla conta que esco­lheas atividades dos filhos observando suas preferên­cias no dia-a-dia, sempre com o intuito de estimular o desenvolvimento e co­nhecimento das crianças. “Marina sempre teve um dom para desenho, então este semestre estamos ex­perimentando aaula de ar­tes, que está dando muito certo”, explica a mãe.
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Dias lotados de compromissos atrapalham crianças

Por Elisa Chagas e Patricia Arce



A rotina de Maria Eduarda Hollanda tem tantos compromissos que pode até ser confundida com a de um adulto. Filha única, ela tem apenas seis anos de idade e está no 2º ano do Ensino Fundamental de uma escola particular bilíngue, que segue as tradiçõesdas instituições americanas. A menina, que ilustra um comportamento comum a famílias privilegiadas, começa a estudar às 8h, almoça na própria escola e vai embora às 15h, direto para os outros compromissos.

Todos os dias da semana são ocupadoscom alguma atividade. Segunda, quarta e sexta ela faz natação. Terça e quinta, francês e ballet. Ela diz que não se importa com a agenda cheia, mas que às vezes fica cansada, já que à noite ainda tem que fazer odever de casa. Entre as atividades, segundo a criança, ela dispensaria anatação. “É meio chato”, sorri.

O pai, Manuel Ricar­do Hollanda,50, não acha que a filha está sobrecar­regada, afinal todas as crianças hoje em dia tem essa rotina. “Ela até que­ria fazer mais alguma ati­vidade, mas achoque está na medida certa”, diz ele.

A psicóloga Adriana Andrade, especializada em crianças, explica que mui­ta oferta nem sempre vai significar muito aprendi­zado. “Se a criança não ti­ver uma boa capacidade de entender o que está apren­dendo, muita estimulação vai resultar em nenhu­ma elaboração”, afirma.

Pais precisam analisar as características de cada criança para escolher a atividade ideal, diz psicóloga

Quanto às diferentes correntes pedagógicas e ao ensino bilíngüe, a psi­cóloga questiona o fato da criança aprender uma segunda língua ao mes­mo tempo em que a lín­gua de origem. Para eles, pode haver um prejuízo no desenvolvimento da língua mãe. “Aprende­mos a comunicar não só o básico, mas tudo que acontece com a gente, principalmente os sen­timentos. Identificamos isto com a língua mãe.”

A educadora Mariana Almeida acredita que os pais se preocupam muito em ocupar as crianças e, normalmente, isso acon­tece para suprir a ausência deles pela falta de tempo.
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Manias que incomodam podem ser Transtorno Obsessivo Compulsivo

Estudante descobriu que tinha o distúrbio por lavar a mão 160 vezes por dia

Por Camila Griguc

Maria Luiza, 23 anos, descobriu que sofria com o Transtorno Obsessivo compulsivo, o TOC, apenas quando foi parar no hospital. Ela lavava as mãos cerca de 160 vezes por dia. “Eu não sabia explicar, era automático. Desde que fui morar sozinha, há quatro meses, desenvolvi essa mania”. Quando falavam para procurar um médico, ela sempre relutava. “Sempre soube que era estranho e que eu tinha alguma coisa, mas não sabia que poderia ser uma doença”.

Quase dois meses depois de ter desenvolvido o transtorno, as mãos da estudante começaram a sangrar, e então ela correu para o hospital. “Enfaixaram a minha mão, tomei vários remédios e comecei a desenvolver alergia a alguns sabões. Foi aí que meu médico começou a me falar sobre TOC e eu procurei um psicólogo”.

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“Eu descobri que a causa do meu TOC foi um trauma que tive quando estava mudando para o meu apartamento. Um anel caiu dentro da lata de lixo e tive que colocar a mão para pegar. Sempre fui meio neurótica com limpeza, mas só a partir dali comecei a desenvolver esse TOC”, completa Maria.

Maria faz tratamento, mas diz que é muito difícil perder a mania. “Tomo remédio para ansiedade, e faço consultas com o psicólogo.” Para a jovem, o simples fato de relaxar e ser uma pessoa menos controladora passou a ajudá-la com a doença. A estudante afirma que sempre foi tensa e nunca se preocupou com qualidade de vida. “Eu hoje em dia tento controlar meu psicológico para não influenciar no físico, mas se não tivesse desenvolvido a doença, não iria parar para pensar nisso nunca”, afirma. Hoje em dia, a alimentação, o tempo de estudo, o trabalho e o lazer da estudante são bem controlados. “Tudo na minha vida está diferente, minhas relações, minha saúde e meu emocional”, conclui Maria Luiza.
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Transtorno Obsessivo Compulsivo tem tratamento

Por Camila Griguc

De acordo com estudos atuais, o Transtorno Obsessivo Compulsivo - TOC, tem crescido consideravelmente entre a população. “A tecnologia vem acompanhada de uma série de fatores que fazem com que nós sejamos uma sociedade muito mais cobrada. As pessoas têm menos tempo para se dedicar a coisas que realmente valem à pena. Hoje nós vivemos na sociedade do consumo. Vivemos muito mais tensos, e isso influencia diretamente no aparecimento de TOC nas pessoas”, explica o psicólogo Gilberto Godoy.

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Apesar de todos os fatores que interferem no desenvolvimento do TOC, o psicólogo explica que existe tratamento para o transtorno. “Existem níveis de TOC mais leves que, se forem percebidos cedo, são mais fáceis de serem tratados. Há alguns casos mais complicados. Mas, de toda forma, a cura passa pela compreensão do que chamamos na psicologia de ‘análise funcional na vida’. Assim, não basta apenas perceber que uma pessoa tem TOC, mas sim entender porque o indivíduo tem esse comportamento. Existe uma razão maior que explica porque as pessoas fazem as coisas, se você tiver a capacidade de compreender como a vida da pessoa pode mudar e solucionar o TOC, ai sim, existe a cura. Por isso, o tratamento é psicológico”, completa.

Existem duas possibilidades de tratamentos básicos para o TOC: o médico, com remédios receitados por um psiquiatra; e os casos em que o tratamento é psicológico.
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Transtorno Obsessivo Compulsivo atinge cerca de dois milhões de brasileiros

Pessoas tensas e preocupadas têm mais riscos de desenvolver o distúrbio conhecido como TOC
Por Camila Griguc

Manias, tiques e cacoetes fazem parte do cotidiano de muitas pessoas. O problema é quando tudo isso deixa de ser apenas um comportamento curioso e vira um distúrbio sério, chamado TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo.

De acordo com o Ministério da Saúde, o TOC atinge cerca de dois milhões de brasileiros. Mesmo assim, o transtorno ainda é pouco conhecido no país. Segundo o psicólogo e analista de comportamento Gilberto Godoy, o TOC é classificado como um distúrbio que se caracteriza pela repetição de alguns comportamentos, o que gera angústia, insatisfação e problemas de adaptação na sociedade.

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Muitas vezes uma mania pode ser confundida com um TOC “Pode-se dizer que uma mania especial é um tipo de TOC. O TOC seria uma categorização mais ampla para definir essas manias e formas de se comportar repetitivamente”, explica Gilberto.

O problema é quando uma mania começa a incomodar e atrapalhar a adaptação do indivíduo ao ambiente em que vive. “Tem gente, por exemplo, que de tanto mexer no cabelo, começa a ter um buraco no couro cabeludo, a tricotilomania. Assim, a pessoa começa a ter um problema relacionado à saúde”, conta o especialista.

De acordo com o psicólogo, não existe um estudo classificando algum grupo específico de pessoas com risco de desenvolver TOCs. Porém, pessoas mais tensas, preocupadas e que têm histórico de cobranças geradas pelas próprias famílias são as que mais desenvolvem esse tipo de comportamento.
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Amor sem idade

Por Amanda Carvalho

Numa mistura de gerações, casais contam como fazem para driblar a diferença de idade e como lidam com o preconceito para viver uma história de amor

Concita e o namorado Márcio vivem sem problemas com a diferença de idade
"Quando a gente gosta de alguém, a gente gosta e pronto. Certas coisas não fazem a menor diferença". Assim respondeu a estudante de direito Gabriela Justino, 19 anos, quando questionada sobre seu relacionamento com o empresário Rogério Oliveira, 20 anos mais velho que ela.
Gabriela diz que nunca pensou em se envolver com um homem que tivesse uma diferença de idade tão grande. A estudante explica que, no começo, sua mãe não queria aceitar de jeito nenhum. "Eu nunca quis namorar escondido, logo abri o jogo para a família. Por mais que minha mãe o conhecesse, achava que ele só queria se divertir comigo e por muito tempo ela o rejeitou". Após um ano de namoro, Gabriela conta que a mãe atualmente lida melhor com a situação e gosta muito de Rogério.
Além da mãe, Gabriela teve que enfrentar o preconceito das pessoas. “A maioria pensa que estou com ele por interesse. No começo, me importava muito, mas agora não esquento mais a cabeça. As pessoas julgam demais. O que importa é que estamos felizes, e isso é tudo".
Segundo a psicóloga Luciana Oliveira, relacionamentos que unem pessoas com idades diferentes não tem problema. Mas desde que ambos se respeitem e consigam compreender que cada um está vivendo um momento diferente da vida. "São fases opostas. Um está vivendo uma coisa que o outro já passou ou que ainda vai demorar a viver. Isso tem que ficar claro. O casal precisa ter muita maturidade para lidar com situações dessa natureza”                                                                                         
A psicóloga alerta que o ciúme nessa circunstância pode se tornar um problema. "Normalmente, a pessoa que tem mais idade na relação tem um pouco de insegurança e passa a ter medo de perder a pessoa para alguém mais jovem. Se esse sentimento for controlado, saudável e não ferir ninguém, o namoro continua seguindo como qualquer outro. Agora, se o ciúme começar a ficar sério, é preciso reavaliar e perceber se o namoro vale à pena." 
A radialista Concita Varella, 48 anos, vive um namoro de três com o técnico de redes Márcio Xavier, que é 20 anos mais novo que ela. Concita conta que o preconceito partiu dela. “No início, ficava com receio que as pessoas me tachassem de ‘papa anjo’ - mas eu sou mesmo - neste caso. Ele me ensinou a não ter preconceitos. O que todo mundo tem, principalmente quando a mulher é mais velha".
 O tempo passou e Concita resolveu se entregar e viver a história.  "Ele é pura vida e a gente tem muito em comum. Adoramos dançar, fazer trilhas, cachoeiras, cultura popular, fazer rádio, acampar e rir da vida. Parece que ele já nasceu velho, é muito maduro. A diferença de idade não tem nada a ver, na verdade. E nem aparenta tanto entre nós."
 Concita demonstra uma boa autoestima e segurança se tratando do namorado mais novo.  Mas, segundo ela, nem sempre é assim. “Às vezes me sinto insegura, pois não sou mais durinha comparando com as meninas da idade dele. A lei da gravidade influencia sim na minha cabeça, mas ele diz que prefere assim. É mais conteúdo do que o que se vê por fora.”
Mãe de três filhos, a radialista só lamenta não poder ter filhos com Márcio. “Deus sabe o que faz. Aprendi com esse relacionamento a viver apenas o presente e agradecer por ele.”
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Após cinco anos, lei Maria da Penha impulsiona denúncias

Por Amanda Carvalho
Conheça a história da mulher que entendeu que o inimigo estava ao lado e passarou a viver com mais tranquilidade
 Após denunciar o ex-marido, J.M vive tranquila 

"Um dia estava em um barzinho com o meu marido tomando uma cerveja. Estava tudo bem. Fui ao banheiro e na volta passei no balcão para comprar um cigarro. De repente sinto alguém segurando com força meu cabelo. Puxou rápido e me levou ao chão. Era meu marido. Com ciúme mearrastou pelos cabelos pelo barinteiro”. Esse é o depoimento da balconista J. M., 33 anos. Uma dentre tantas mulheres que sofreu muito nas mãos do companheiro até resolver denunciá-lo. Antes disso, passou por maus bocados com aquele que dizia amá-la.
A balconista que preferiu não se identificar, disse que as agressões físicas não precisavam de motivo.
Segundo ela, O.J., 30 anos, era louco e obcecado:“Teve uma vez que ele começou a me chutar no meio da rua. Quando eu vi, juntou uns garotos e começaram a bater nele. Enquanto batiam falaram para ele que era para aprender a nunca mais bater em mulher.Quando conseguimos ir para casa apanhei o dobro, pois meu marido achou que eram meus amantes e que tinha sido tudo combinado”.
Casos de crimes passionais acontecem todos os dias no Brasil e sempre aconteceram.De acordo com a pesquisa ‘MulheresBrasileiras e gênero nos espaços público e privado’, realizada pela Fundação Perseu Abramo, há 10 anos oito mulheres eram agredidas violentamente a cada dois minutos no Brasil. Segundo a pesquisa, hoje em dia cinco mulheres são agredidas a cada dois minutos.
Com a Lei Maria da Penha as mulheres estão criando coragem para denunciar seus agressores.A Lei que foi sancionada em 2006 e que tornou mais severa a penalização contra quem agride mulheres, completou cinco anos em agosto.
A lei define que violência doméstica “é qualquer ação ou omissão baseada no gênero que cause morte, lesão,
sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral e patrimonial à mulher, no âmbito da unidade doméstica
ou familiar, e, também, em qualquer relação íntima de afeto.” De acordo com os números apresentados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de 2006 até junho de 2010, foram abertos mais de 300 mil processos, realizadas 9,7 mil prisões em flagrantes e decretadas 1.577 prisões preventivas de agressores em todo o Brasil.
No ano passado foram registradas 11 mil ocorrências nas delegacias do Distrito Federal relacionadas à Lei Maria da Penha. Esse ano o número diminuiu. As ocorrências registradas chegaram a seis mil.
Segundo a advogada Liz Marina, a lei tem grande importânciapara a sociedade:“A Lei Maria da Penha é uma
forma de proteção para as mulheres brasileiras. Ela tem caráter repressivo e além de punir e educar o agressor, também auxilia a vítima e os familiares envolvidos.A cada ano que passa os números
de violência estão caindo e as mulheres estão criando mais coragem de denunciar".
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Medos, estranhos medos...

Por Aline Carvalho

Uma infinidade de fobias que se tornam doenças se não forem tratadas

O fósforo se transforma em um perigoso lança-chamas. A porta se fecha e o mundo vira um labirinto ameaçador. A tartaruga, então, assustadora. Os psicólogos garantem que cada um de nós sente medo de algo, por mais absurdo que possa parecer, e isso é considerado absolutamente normal. Há uma tênue divisória, porém, entre o medo e a fobia, o que é considerado doença que atinge, segundo a Organização Mundial da Saúde, 8% da população mundial. Isso porque aqueles que sofrem com o problema chegam a limites, como evitar convívio social e até trabalho. De acordo com a médica Amélia Paiva, o medo só é considerado normal quando ele não influencia a relação interpessoal. “Quando um medo passa a interferir nas atividades de uma pessoa, já pode ser diagnosticado como uma doença”. A equipe de reportagem de Esquina encontrou histórias de pessoas que relatam fobias nada convencionais.

A estudante de pedagogia Sabrina Suzely, 22 anos, por exemplo, enfrenta há pelo menos 14 anos a cleitrofobia que se caracteriza pelo medo de ficar fechado em algum lugar. Sabrina conta que percebeu que havia algo errado quando tinha 8 anos de idade e a sua mãe Helena Guerra, desconfiou da aflição que a filha tinha ao entrar em elevadores, por exemplo. “Tenho essa fobia desde criança, minha mãe descobriu quando eu tinha uns 8 anos, ao ver que eu entrava em desespero quando estávamos dentro de um mercado ou elevador e as portas se fechavam.Ao me encontrar em uma situação que exalta a minha fobia eu entro em total desespero, não penso em como sair do lugar, acho que vou ficar ali trancada, sem ter como sair, sem nenhuma solução, em verdadeiro pavor. Ao perceber a sensação de estar trancada sinto falta de ar e medo intenso.

Uma situação que foi muito marcante, foi quando eu trabalhava em um posto de gasolina, e ficava encarregada da conveniência. Lá tinha um depósito pequeno, sem janela. Fui conferir o estoque,quando um funcionário, pensando em fazer uma brincadeira, trancou o local comigo lá dentro.Quando percebi que estava trancada me desesperei demais, entrei em pânico, não conseguia gritar, só chorava, fiquei com falta de ar e acabei desmaiando no local. Para evitar minha fobia, eu evito elevador. Quando percebo que o local está fechando eu saio dele. Comecei um tratamento na minha infância com um psicólogo, mas não dei continuidade. Hoje tento superar esse medo, tento ficar tranqüila. Faço um tipo de meditação quando me sinto ameaçada. Eu odeio ir ao provador de roupas. E odeio o barulho das portas de mercado e loja se fechando”.

Uma fobia que ainda não tem nome é o medo de fósforos. A garçonete Kenya Parente, 36 anos, convive com o problema desde criança “quando eu era criança, coloquei acidentalmente fogo em um pedaço do sofá de casa. O estrago foi tão grande, que a partir daí eu comecei a ter uma aversão absurda por fósforos. Não chego nem perto”. O curioso é que a garçonete é fumante desde os 17 anos “não uso caixa de fósforos, apenas isqueiro para acender os cigarros”.

Outra que enfrenta o mesmo problema de Kenya é a estudante de nutrição Monique Boarque, 26 anos. Ela não sabe dizer exatamente quando começou a sentir pavor dos palitos, mas, acredita que os associa ao antigo costume da mãe. “Minha mãe costumava cortar cebola com três palitos de fósforos apagados na boca para evitar que os olhos lacrimejassem. Isso me causava uma agonia tão intensa, que acabei tendo pavor de palitos de fósforo”. Apenas Kenya procurou atendimento médico, mas, não necessariamente por causa de sua fobia. “Fiz terapia por 8 anos para tratar de outros problemas. Mas, confessei que tinha pavor de fósforos e consegui pelo menos aceitar essa esquisitice em mim”, desabafa. Monique nunca procurou ajuda médica, mesmo depois de ter sido aconselhada por várias pessoas “ninguém entende nossos medos, viramos motivo de piada, sofro sozinha”, relata.

Para a maioria, a borboleta é um bichinho inofensivo, mas, para a estudante Isabela Machado, 26 anos, não é. O medo de borboletas surgiu de uma situação inusitada “sofri um leve acidente de carro quando viajava para Pirenópolis. No desespero da situação, uma borboleta gigante posou em mim. Aquilo me causou uma repulsa tão grande que até hoje fico angustiada quando penso ou vejo borboletas” desabafa.

A psicóloga Luciana Silva Lacerda, já atendeu muitos pacientes com ataques de pânico.  Segundo Luciana, quando o medo não priva a pessoa de realizar atividades normais, não deve ser considerado uma fobia. “Sentir medo é comum em todos nós. A fobia causa um pavor irracional”, explica. Para o medo se tornar uma doença é necessário observar se ele paralisa a vida da pessoa. Assim, segundo a especialista “as fobias causam transtornos irreparáveis, mas, existe tratamento”, relata.

Confira uma lista de algumas fobias diferentes (inserir box)
Aracnofobia: pavor de aranhas
Hidrofobia: medo de água
Afefobia: medo de ser tocado.
Antropofobia: medo de pessoas ou da sociedade
Anginofobia: medo de engasgar
Automisofobia: medo de ficar sujo
Hipengiofobia ou hipegiafobia: medo de responsabilidade
Cromatofobia: medo das cores
Unatractifobia: medo de pessoas feias
Ablutofobia: medo de tomar banho
Anuptafobia: medo de ficar solteiro
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Além da Visão

Deficientes visuais encontram na dança uma forma de recuperar a vontade de viver, enxergar o mundo com outros olhos e transformar a própria vida no Distrito Federal

Por Manuela Rolim

Há dois anos, a professora de dança Alessandra Rizzi, realiza um trabalho voluntário em Taguatinga. As aulas de dança ocorrem na Biblioteca Braille Dorina Nowill, para uma turma de 20 alunos com deficiência visual. Eles aprendem vários estilos, como o bolero, forró, valsa, entre outros.

André Ricardo da Silva, 36 anos, é aluno há quase dois anos. Diabético, ele sofreu uma lesão na visão e há quase dez anos perdeu a visão do olho direito totalmente e, pelo olho esquerdo, André só enxerga vultos. A relação com a dança começou quando foi divulgar seu trabalho como artesão de origami na biblioteca onde as aulas são ministradas. Incentivado por uma funcionária, começou a fazer as aulas e, hoje, afirma que isso mudou sua vida. “De madrugada eu coloco um cd e fico treinando”, conta.

Para André, a dança também funcionou como uma terapia, quando o dançarino teve outro problema de saúde: um câncer. “A dança era a única que me satisfazia, tenho certeza que ela me curou”, diz.

Waldeci Brandão Alves, diferente de André, sempre sonhou aprender a dançar e já faz isso há seis anos. Com uma doença chamada retinose pigmentar desde o nascimento, ela afirma que as aulas são uma terapia. Waldeci acredita que a arte de dançar faz muito bem à saúde e, principalmente, para ela que tem hipertensão.

Veridiano Vicente de Moura sofreu um acidente quando trabalhava na Companhia Energética de Brasília (CEB), em 1978. Há quase dois anos freqüentando as aulas de dança, incentivado por funcionários da Biblioteca Braille Dorina Nowill, ele afirma que adora dançar e fazer apresentações, mas que “a gente que é deficiente nunca vai dançar igual a alguém que enxerga”.

De acordo com Alessandra Rizzi,o grupo de alunos já fez muitas apresentações em escolas e, inclusive, no Fórum da Pessoa com Deficiência Visual, em 2010. Para ela, a dança é tudo na vida dessas pessoas.
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