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Parque da Cidade mantém qualidade do ar apesar de crescimento populacional


Por Ivan Brandão

Maior parque urbano do mundo, o Parque da Cidade foi fundado em 1974 e é onde o ar
apresenta a melhor qualidade em Brasília. Nem mesmo o kartódromo, que fica dentro do
Parque, é capaz de diminuir a qualidade do ar.



O índice de qualidade é medido através de um complicado cálculo. Aos níveis, são atribuídas
pontuações. Sendo 0 a 50 para a melhor qualidade, caso do Parque, e 299 para a pior.
Taguatinga, por exemplo, tem índice de 160 pontos. Lá o ar é considerado inadequado, de
acordo com IBRAM.

O lixo também diminuiu no Parque. Desde 2011 o parque está mais limpo e, quem frequenta o
parque, já percebeu. “Está bem mais cuidadinho. Na época em que eu corria aqui com o time
de basquete a gente via mato, lixo, mas ainda tem coisa pra melhorar”, diz o militar, Hugo Luís.



De acordo com o administrador do Parque, Paulo Dubois, o trabalho é duro. “Quando assumi,
em 2011, o mato era enorme. Começamos o trabalho e retiramos mais de 100 toneladas de
entulho”. Ele conta ainda, que mais de cem lixeiras foram instaladas, o que diminuiu bastante
a quantidade de lixo jogado em áreas inapropriadas.



O trabalho para manter os 420 hectares do Parque da Cidade pode mesmo ser difícil. “Mas se
a população conscientizar, o trabalho fica fácil”, completa Hugo, que ainda manda um recado:
Lugar de lixo, é no lixo.
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Parque da Cidade: Kartódromo é espaço para todos os públicos


Espaço para quem gosta de velocidade

Por Patrícia Figuerêdo


O ritmo mais calmo do Parque da Cidade tem ritmo diferente na pista de kart.  Segundo os responsáveis pelo lugar, o estabelecimento abrange clientes que vão dos 13 aos 75 anos. Fundado em 1987, o local oferecia inicialmente apenas a Mini Fórmula 1, que é destinada para crianças entre 3 e 12 anos.  Seis anos após a inauguração, passou a oferecer o famoso karting indoor – considerado o primeiro degrau para quem quer seguir carreira automobilística-, segundo o gerente Virgílio Quintão.

O automobilismo é uma competição com automóveis considerada um dos esportes mais populares do mundo.  O dono do Carrera, que prefere não se identificar, tem grande amor pela velocidade e foi nessa linha, que resolveu criar um local destinado ao karting. Segundo Virgílio, o proprietário tem três filhos e um deles, inclusive, chegou a Formula 3000.

Os equipamentos básicos necessários para poder correr no kartódromo são: capacete, balaclava – uma espécie de touca que absorve o suor- e luvas. O gerente ressalta que a sensação de andar de kart é a mesma de pilotos de outras vertentes automobilísticas. A diferença básica é a velocidade alcançada, pois o Kart alcança cerca de 65 km, enquanto outros podem alcançar 150 km ou mais.

Faça chuva ou faça sol

Com o período chuvoso, a freqüência diminui cerca de 60%, segundo Virgílio. Porém, há quem considere o período mais emocionante. “Logo após uma boa chuva, uma pista estreita e molhada fez a corrida ficar muito mais divertida”, revelou o jornalista Ricardo Carvalho, 26 anos.  Ele admite os riscos, mas afirmou ter gostado da experiência.

          Ricardo frequenta o Kart há um ano e meio e diz que é algo fantástico, onde a adrenalina sobe a mil. “As ultrapassagens, as defesas de posição, a vontade de sair na frente e de fazer a melhor volta da corrida fazem desse esporte uma emoção à parte”, revelou.

O jornalista tem o kart como um hobby, do qual diz sentir orgulho. Ele considera a ida ao kartódromo mais do que um momento de lazer. “Sempre corro com os amigos e acaba sendo um momento de confraternização também”, contou.

Campeonatos

O Carrera Kart organiza uma competição que reúne os melhores pilotos do mês, baseado em estatísticas que ficam disponíveis no site do estabelecimento.

Para quem ainda quer treinar ou apenas competir com amigos, basta reunir um grupo e organizar a competição. Aqueles que se reúnem têm descontos  e ganham um maior tempo de corrida. É uma espécie de fidelização.

Um competidor que chama a atenção dos funcionários do Carrera é um senhor de 75 anos que participa das competições. “Ele sempre diz: ‘Não importa em que posição eu chegue no final da corrida. O meu maior troféu é estar no kart’”, contou o gerente Virgílio Quintão.

               Maior do mundo

Capacete tem 7 metros de altura

No Carrera Kart se encontra o maior capacete do mundo. Ele pode abrigar até 40 pessoas e foi um investimento estimado em 40 mil dólares. O instrumento tem quase 7 metros de altura e uma viseira móvel com abertura de 2 metros de altura. O capacete está registrado no Guiness Book.



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Parque da Cidade: Centro Hípico oferece equoterapia a R$ 300

Centro Hípico do Parque da Cidade (CHP)

Com uma área de cerca de 4 milhões de metros quadrados, o Parque da Cidade é referência quando o assunto é lazer. Localizado em uma área central de Brasília, o local abriga parque de diversão, quadras esportivas, lago artificial, churrasqueiras, restaurantes, kartódromo, parquinhos e pavilhão de exposições. É lá também que está localizado um dos Centros Hípicos mais antigos da capital. 

O Centro Hípico do Parque da Cidade (CHP) foi fundado no final da década de 1980 pelo cavaleiro olímpico Almir Vieira. O objetivo do Centro é formar cavaleiros e amazonas em várias modalidades do hipismo e difundi-lo como esporte  para todos aqueles que frequentam o Parque da Cidade. Além das aulas de salto, adestramento e concurso completo (evento que reúne provas de adestramento, cross-country e salto), o centro oferece sessões de Equoterapia. No CHP uma sessão de Equoterapia custa, em média R$ 300. O preço ainda é caro, mas os benefícios  são muitos.

A Equoterapia é um método terapêutico que utiliza cavalos no desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência. A atividade exige a participação do corpo inteiro e contribui para o desenvolvimento da força muscular e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio.

Mais informações sobre a Equoterapia em www.equoterapia.org.br

Esporte completo

O hipismo virou esporte no século XIX, inspirado na caça de raposas. A prática regular traz vários benefícios tanto ao corpo, quanto a mente. O esporte desenvolve a coordenação motora, o equilíbrio, a postura e contribui na regulagem da pressão arterial.

O CHP possui área de 18 mil metros quadrados
O hipismo auxilia também no desenvolvimento comportamental e quando praticado por crianças aumenta a noção de compreensão e sociabilidade. Leonardo Dias começou a praticar o esporte cedo. “Comecei com 12 anos. O hipismo já virou uma tradição na família e só me trouxe benefícios”, afirma. Para o estudante, que hoje tem 19 anos, o esporte ajuda desenvolver noções de relacionamento.







Por Gabriela Caldas
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Parque da Cidade: administrador promete mudanças em 2013


Por: Ana Paula Fornari
 


O Parque Sarah Kubitschek luta para retornar ao que o administrador do lugar, Paulo Dubois, chama de "dias de glória".“Nós encontramos isso aqui num caos total e absoluto”, desabafa.
Mas os problemas hidráulicos foram resolvidos, as áreas e brinquedos interditados foram consertados e reabertos ao público. Isso tudo sem falar das muitas outras melhorias realizadas como o aumento do número de vigilantes, a instalação de bebedouros e lixeiras novas.
Para 2013, as metas são a continuidade de reformas necessárias para o bom funcionamento do parque, licitar e colocar as áreas vazias para funcionar, instalar uma nova lanchonete e trabalhar na criação de uma pista de skate e patins além de um novo centro multiuso para atividades culturais.
Queda de árvores - Preocupado com as chuvas e seus efeitos sobre o parque, Dubois aponta que, em 2013, um dos focos será a poda para evitar a queda das árvores, além de plantar novas. “Perder uma árvore é algo muito negativo. Nesse sentido, o nosso planejamento para 2013 é plantar pelo menos mais duas mil mudas de arvores do cerrado no parque da cidade”, explica.
A juventude também está inclusa no público alvo paras os projetos a serem realizados. Paulo quer incentivar o retorno dos jovens e das famílias para o parque e para isso, quer incentivar a cultura, triplicando o número de eventos em realizados. O administrador pretende, no próximo ano, triplicar o número de eventos realizados no espaço. Para ele, esse tipo de acontecimento fará com que haja o retorno das famílias para o parque.
“Shows saudáveis em horários apropriados e em locais apropriados, também são objeto de preocupação nossa”, comenta Paulo Dubois. Além dos shows, também estão sendo planejados eventos esportivos, e outras manifestações culturais.
                “Estamos lutando muito com toda limitação que nós temos pra tornar essas áreas cada vez mais agradáveis”, finaliza.


Confira um trecho da entrevista feita com Paulo Dubois:


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General diz que faltam cinco mil homens para vigilância "ideal" da Amazônia

Por José Maurício Oliveira

MANAUS - O chefe de Comando de Estado Geral da Amazônia, general Jaborandy Junior, disse que o efetivo de homens que atuam na defesa das fronteiras da Amazônia, na região norte do país, ainda não é o ideal. “O número de trabalhadores é suficiente, mas nós ainda somos poucos. Precisaríamos de mais cinco mil homens. O problema é que falta recurso para o aumento do efetivo”, afirmou.

 Dados da corporação revelam que a Amazônia possui 12 mil quilômetros de fronteiras terrestres. A área corresponde a 61% do território nacional, ou seja, cinco milhões de quilômetros quadrados. Hoje, existem 27 mil militares que atuam na defesa das divisas da floresta. Em 1950, esse número era de mil soldados.

Desde 1999, o Exército tem poder de polícia na região das fronteiras. A área serve de cenário para a entrada de produtos ilegais e para o tráfico de drogas no país. “O Brasil deixou de ser um corredor de passagem. Hoje, a droga que entra aqui é consumida internamente. Somos o segundo maior consumidor de drogas do mundo”, diz Jaborandy. Segundo ele, Solimões, na divisa com a Colômbia é a área mais problemática.

Como não há verba para o aumento do efetivo, o general explica que a solução é o deslocamento de unidades militares. “Precisávamos de mais homens, então solicitamos a transferência da unidade de Niterói (RJ) para a região amazônica, isso contribuiu para um aumento de 20% do nosso efetivo”.

Índios soldados
"Investimos muito nos nativos”, diz o general Jaborandy.  De acordo com ele, em São Gabriel da Cachoeira (AM), que faz fronteira com a Colômbia e Venezuela, mais de 70% dos recrutados são índios. “Eles mantém os costumes indígenas, são pais de família, integrantes de tribo e têm a oportunidade de contribuir com o nosso trabalho”, completa o militar.

As declarações foram feitas em Manaus (AM), durante uma palestra do programa “Formadores de Opinião”, organizado pelo Centro de Comunicação Social do Exército (Ccomsex). O encontro reúne alunos de jornalismo do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) e da Universidade de Brasília (UnB) para uma viagem pela Amazônia.
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TCU encontra falhas no Programa de Erradicação ao Trabalho Infantil

(Foto: Lourdes Amaral)
Por Larissa Coelho

O Tribunal de Contas da União (TCU) através de uma auditoria, encontrou falhas no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), programa do governo que tem por finalidade retirar crianças e adolescentes de até 16 anos das práticas de trabalho infantil consideradas perigosas nas zonas urbana e rural.
A fiscalização avaliou como o Peti tem contribuído na retiradas de crianças e adolescentes de 7 a 14 anos das atividades laborais precoces, principalmente nas suas piores formas, mediante a implementação das ações relativas à concessão da Bolsa Criança Cidadã e de atendimento à infância e ao adolescente em jornada escolar ampliada.
De acordo com o Sumário Executivo disponibilizado pelo Tribunal, não existem dados sobre o total de crianças exercendo atividades laborais. Outro problema encontrado foi a inexistência de critérios uniformes entre os municípios para a inclusão de crianças no Programa, dificultado a identificação e seleção do público alvo, que são famílias em situação de extrema pobreza e excluídas socialmente, cuja renda per capita seja de até 1/2 salário mínimo, com filhos na faixa etária mencionada e que trabalham.
Existem, ainda, municípios que entendem que o programa é destinado às famílias pobres, não o relacionado à condição de que as crianças estejam efetivamente trabalhando. Também foi detectada a falta de equilidade em razão da ausência de ações específicas para a execução do programa nos municípios mais carentes.
No que diz respeito aos recursos para o pagamento da Bolsa Criança Cidadã, vêm sendo repassados através da transferência do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) para os Fundos de Assistência Social estaduais, municípios ou do Distrito Federal, desde que atendidos certos critérios de habitação. O principal critério é a adimplência junto á União quanto às obrigações previdenciárias, comprovada pela Certidão Negativa de Débito (CND) junto ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Os estudos de caso foram realizados no Distrito Federal e mais sete estados, escolhidos em função da quantidade de crianças atendidas e o tempo de inclusão no programa.
Foi constatado que mais de 53% dos municípios estavam impedidas de receber recursos devido à falta da referida certidão. O atraso ou suspensão temporária no envio dos recursos levava famílias a retirar seus filhos da escola e levá-los para o trabalho.
Nos aspectos qualitativos da Jornada Escolar Aplicada, o problema diagnosticado foi a falta de espaço para comportar as crianças, não havendo condições esportivas e recreativas. Outra deficiência encontrada diz respeito à infraestrutura de alguns locais, que ainda é mais grave na área rural.

Recomendações
O TCU recomendou à Secretaria de Estado de Assistência Social que implemente ações no sentido de uniformizar, em âmbito nacional, os critérios para inclusão das famílias no programa, inclua no Manual Operacional do Peto parâmetros mínimos de qualidade para locais e instalações da Jornada Ampliada, considerando as condições de infraestrutura administrativa e peculiares locais de cada município, dente outras determinações.
O Tribunal também fará o monitoramento das implementações recomendadas certificando de que os problemas levantados pela auditoria serão efetuados.
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2ª Marcha contra a Corrupção reúne mais de 20 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios

Os manifestantes caminharam do Museu da República até a Praça dos Três Poderes

Por Flávia Franco

A segunda Marcha contra a Corrupção em Brasília reuniu cerca de 20 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios, no último dia 12 de outubro. O protesto, que é apartidário, foi a favor da aprovação da lei da Ficha Limpa para as eleições municipais de 2012, contra o voto secreto no Senado e a favor da inclusão de corrupção como crime hediondo.

Antes de começar, houve bate boca entre alguns dos manifestantes contra pessoas que usavam camisetas de partidos políticos.  O advogado de 60 anos Eury Luna foi vaiado por carregar uma faixa dizendo “Eu apoio a Eliana”. Os organizadores do evento, que estavam em um trio elétrico, pediram que ele abaixasse a faixa, alegando que o movimento não é partidário. Os manifestantes entenderam que a faixa era em apoio à deputada Eliana Pedrosa (DEM).

Tudo não passou de uma enorme confusão. Eury levou a faixa em apoio à juíza Eliana Calmon, que disse que existem muitos bandidos atrás da toga, fazendo referências a juízes corruptos. “Não passou pela minha cabeça que nesse momento existisse uma outra Eliana no Brasil que merecesse apoio de um movimento como esse”, disse. O advogado também ressaltou que “há muito tempo não se tem manifestações populares. Nos últimos anos, eram sempre organizadas por partidos, sindicatos ou outras organizações. Essa não, ela é espontânea”.

César Galvão, estudante de 22 anos, esteve na primeira marcha, que aconteceu no dia 7 de setembro. Para o estudante, a lição mais importante é a reflexão. “Põe o pessoal para pensar. A ideia é mobilizar as pessoas, não o governo”.  O rapaz estava com um grupo que carregava uma faixa com a frase: “O povo não deve ter medo do governo. O governo é que deve ter medo do povo”.

Leia também:
- No dia da independência, cidadãos marcham pela moralidade.

Entre os manifestantes estavam pessoas de todas as idades. Apesar de a maioria ser de jovens, também compareceram idosos e adolescentes. Para a servidora pública Ana Lúcia Osório, de 47 anos, o mais importante da marcha é o encontro de gerações. “Há 30 anos eu estava aqui nas ‘Diretas Já’. Dez anos depois no ‘Fora Collor’”.

A servidora pública também esteve na primeira Marcha contra a Corrupção. “Dessa vez tem um pouco de ‘politicagem’. A OAB se aproveita um pouco disso. Na primeira vez era só a gente, os ‘cidadãos comuns’”, comentou em relação à faixa no trio elétrico que dizia “A OAB em defesa da CNJ”. No evento, estavam presentes o presidente da OAB nacional, Ophir Cavalcante, e presidentes regionais da Ordem dos Advogados do Brasil.

Gritos contra políticos corruptos
Ao longo da marcha, as pessoas gritavam diversos bordões, criticando atuação de alguns políticos. O presidente do Senado, José Sarney, foi um dos mais atacados. Os policiais que estavam no Congresso Nacional também foram alvo dos manifestantes, que gritavam “você aí parado, também já foi roubado”. Em resposta, os policiais apenas riam e tiravam fotos da marcha.

Momento crucial
O ápice do evento foi o Hino Nacional, cantado em frente ao Congresso. Nesse momento, toda a gritaria parou e cerca de 20 mil vozes se uniram para cantar a primeira parte do hino. Durante a caminhada de volta, os manifestantes correram para o gramado em frente ao Congresso, para ‘limpar’ a corrupção. Ao mesmo tempo, policiais desciam de um ônibus no local. Para evitar uma confusão, pessoas que estavam no trio elétrico pediram a todos que não fossem para a grama. “Não vamos dar motivos para confusão. A nossa manifestação é pacifica”.

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Assange vê queda do Estado de Direto no Ocidente

Por Flávia Franco

Julian Assange falou sobre o Estado de Direito (Flávia Franco)
O criador do site Wikileaks, Julian Assange, garante que o Estado de Direito fracassa em todo o Ocidente. Como exemplos, ele cita a prisão de Guantánamo, a reação do governo britânico aos protestos em Londres e a própria prisão. “Eu nunca fui acusado de nada, mas estou em prisão domiciliar”, disse.
Em relação a Guantánamo, localizada em Cuba, o ativista político disse que “pessoas escondem dinheiro nas Ilhas Cayman, e o governo dos EUA esconde pessoas em Guantánamo”. Assange deu as declarações na abertura do congresso InfoTrends, na última quinta-feira (1/9). Como está em prisão domiciliar, ele não pôde comparecer pessoalmente e participou por videoconferência. Segundo a organização do evento, essa foi a primeira vez que o australiano falou publicamente desde que teve a prisão decretada pela Justiça de Londres.
Outro exemplo citado por ele para a queda do Estado de Direto é o bloqueio financeiro ao site. Desde o dia 3 de dezembro de 2010, bancos como Bank of America, cartões de crédito como Visa e Mastercard, assim como instituições como Paypal, estão impedindo doações ao Wikileaks. “Washington proibiu vocês de usarem seu cartão para doarem para o Wikileaks. Cadê o Estado de Direito? Você não pode mais manifestar suas crenças e valores. Washington o proibiu”, protestou.
O criador do site também criticou a cobertura da mídia britânica em relação aos tumultos e saques ocorridos em Londres em agosto. Para ele, a cobertura local, realizada pela BBC, excluiu completamente o elemento político que levou aos acontecimentos. Nenhum protestante foi entrevistado. Para Assange, a postura do governo britânico de vigiar as redes sociais se parece a do ex-ditador egípcio, Hosni Mubarak, após o início das manifestações.

Entenda o caso de Hosni Mubarak no Egito
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Cidadãos marcham pela moralidade

Marcha contra a corrupção reúne 25 mil pessoas em Brasília no feriado de 7 de setembro.

Por Camila Griguc

Manifestantes pediram moralização da
política brasileira. (Foto: Sérgio
Vinícius)
Nada de propagandas políticas e referências partidárias. A marcha contra a corrupção - na Esplanada dos Ministérios no feriado de 7 de setembro -  não tinha patrocínio nenhum. Todos se reuniram com o mesmo objetivo: protestar contra a corrupção no governo.

Organizado por meio de redes sociais, na internet, o protesto reuniu cerca de 25 mil pessoas, segundo a Polícia Militar. O número de participantes surpreendeu a todos e dividiu atenção com o desfile comemorativo do dia 7 de setembro, em Brasília. Muitas pessoas que foram assistir ao desfile aderiram à marcha. “Eu nem sabia, mas adorei o grito de guerra, o objetivo, e resolvi me misturar, já pintei o rosto e vou até o final!”, afirmou o estudante de direito Pedro Almeida.

Vestidos de preto, com narizes de palhaço, apitos, pinturas no rosto e faixas, os manifestantes não desanimaram nem com o sol forte e a seca. Era um grito de guerra seguido de outro. Em sua grande maioria, as críticas eram sobre a absolvição da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) na Câmara Federal, o voto secreto no Congresso, os recentes escândalos de corrupção no governo e a manutenção do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no comando do legislativo.

Na abertura do protesto, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, fez um breve discurso afirmando o seu apoio ao movimento. "Essa é uma forma de dizer ao País o que queremos, com moralidade e justiça. É um grito que precisa ser ouvido. A classe média saiu de casa e veio para a rua. Foi assim com as Diretas-Já e com o impeachment. É assim que começa", afirmou.


Mais de 25 mil pessoas fizeram o percurso da caminhada
contra corrupção. (Foto: Sérgio Vinícius)

 
Luiz Miguel, 64 anos, já participou de muitas manifestações, mas garantiu que essa marcou sua vida. “Não dá para caminhar e não se comover com os gritos e as faixas. Eu sempre via partidos promovendo passeatas, mas essa aqui veio do coração. O povo tá cansado de roubalheira, dá pra ver na cara de todo mundo”. Mesmo com dor, seu Miguel ficou até o final. “A coluna incomoda, mas eu não vou sair daqui de jeito nenhum, me sinto um jovem nesse meio, quero viver pra ver essa mudança no país”.

Veja mais fotos da Marcha Contra a Corrupção:
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Palocci diz que seu cargo está à disposição da presidência

Ministro-chefe da Casa Civil concedeu entrevista exclusiva ao Jornal Nacional nesta sexta-feira (3).

Por Vinicius Werneck

O ministro-chefe da Casa Cilvil, Antonio Palocci, declarou, nesta sexta-feira (3), que o seu cargo está à disposição da presidência. A frase foi dita em entrevista exclusiva condedida por ele ao Jornal Nacional, da Rede Globo.

"A presidente Dilma tem o meu e o de todos os ministros. Nós não chegamos a conversar sobre esse assunto, mas não há o que me prenda ao governo. Estou aqui pra colaborar com a presidente", disse o ministro.

Palocci aproveitou para enfatizar sua defesa, já divulgada anteriormente, onde alega que já entregou todos os documentos comprobatórios aos órgãos fiscalizadores.

"Tudo que eu fiz na iniciativa privada prestei contas. Estou muito tranquilo e seguro com relação aos procedimentos que tive", completou. 
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“Não prestei consultoria a empresas públicas”, disse Palocci

Ministro-chefe da Casa Civil concedeu entrevista exclusiva ao Jornal Nacional nesta sexta-feira (3).

Por Ieudo Lacerda

Em entrevista exclusiva ao Jornal Nacional nesta sexta-feira (3), o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, declarou que cumpriu todas as exigências da presidência para prestação de contas referentes a acusação de enriquecimento ilícito por meio de sua empresa, Projeto.
Segundo Palocci, a empresa foi registrada em seu nome juntamente com um sócio. O ministro afirmou ainda nunca ter trabalhado diretamente com empresas públicas.
 
“Em nenhum momento o empreendimento envolvia órgãos privados ligados a órgãos públicos. O que fazia era prestar consultoria para empresa privada. Se ela tinha interesse público, é questão de departamento da própria empresa que solicitou minha consultoria”, disse.
 
Palocci destacou que nenhuma informação da sua empresa é secreta, e que cabe aos órgãos competentes analisá-las, pois todos os pagamentos foram registrados em notas fiscais.
Apesar disso, o ministro afirmou que não pretende revelar sua lista de clientes e nem os faturamentos dos anos anteriores. “Os números exatos da empresa são reservados e não dizem respeito ao público”, completou.
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Petrobras registra queda de investimentos

Pela primeira vez desde 2003, os investimentos, no primeiro quadrimestre, não foram maiores que no ano anterior

Por Dyelle Menezes
Os investimentos da Petrobras diminuíram R$ 5,2 bilhões nos quatro primeiros meses de 2011, em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (03/06), pela ONG Contas Abertas. Em termos percentuais, comparado com o orçamento anual, é a menor execução para o período dos últimos cinco anos.

Do orçamento total, de R$ 91,3 bilhões, foram utilizados apenas R$ 20,5 bilhões, cerca de 22,4% do previsto. No ano passado, no período, já havia sido investido 29,1% do valor anual proposto.

É a primeira vez desde 2003 que o investimento cai entre anos consecutivos. Dos R$ 5,9 bilhões dos quatro primeiros meses daquele ano, até os R$ 25,6 bilhões dos mesmos meses, em 2010.  

Na primeira quinzena de maio apareceram os primeiros sinais do corte. Após reunião do Conselho de Administração da estatal, notícias foram veiculadas sobre a revisão do Plano de Negócios para o quinquênio de 2011-2015. A sugestão era reduzir em R$ 55,7 bilhões a proposta inicial de investimento, da ordem de R$ 414 bilhões.

A Petrobras foi responsável neste quadrimestre por 84,5% do montante investido pelas empresas estatais brasileiras. Consequentemente, a queda registrada nos investimentos da empresa no período ocasionou fato histórico. Nesta década, em valores correntes, é a primeira vez que é observada queda nos investimentos do conjunto das empresas estatais, entre janeiro e abril.
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Em entrevista ao JN, Palocci declara inocência

"O mais difícil é provar o que não se fez", disse o ministro. Entrevista foi ao ar nesta sexta-feira (3).
Por Giselle Mourão
O ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, em entrevista ao Jornal Nacional desta sexta-feira (3), esclareceu diversas questões sobre as atividades de consultor político e de sua empresa Projeto.
O ministro afirmou que nunca fez consultoria a órgãos públicos e que todos os contratos estavam de acordo com a lei. “Posso afirmar que toda a arrecadação se deu por meio de contratos. Nenhuma informação da minha empresa é secreta", completou.
Questionado sobre a transparência dos diversos contratos, Palocci esclareceu que não vai expor os acordos em um ambiente que classificou como “de conflito político”.
O ministro declarou ainda que não possui pendências com a Receita Federal. “Todos os bens estão registrados em cartório. Entreguei tudo para a Comissão de Ética e me afirmaram que não tinha nada errado. Estou disponível para esclarecimentos em todos os órgãos da Controladoria”, concluiu.
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Vídeo do Exército mostra viagem dos estudantes de jornalismo do UniCEUB

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"A relação PT e PMDB é um casamento estável", diz líder do governo

Vaccarezza participou de almoço com membros da base. O ministro Luiz Sérgio, que também compareceu, afirmou que atritos são normais.

O líder do governo (dir), deputado Cândido Vaccarezza,
ao lado do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
(Vinicius Werneck/G1)
Por Vinicius Werneck
O líder do governo na Câmara, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou, nesta terça-feira (31), que não existe crise entre os dois principais partidos governistas, PT e PMDB. De acordo com ele, a relação entre os dois grupos pode ser considerada um "casamento estável".

"O PMDB é um dos pilares fundamentais para sustentação e defesa do governo na Câmara. A relação entre PT e PMDB é de casamento estável. É claro que em uma base ampla existem discussões, mas isso não dissolve um casamento", disse Vaccarezza.

A frase foi dita após um almoço com deputados de ambos os partidos. A reunião também contou com a presença do ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, e com o vice-líder do PMDB na Câmara, o deputado carioca Eduardo Cunha.

Para o ministro, atritos como os que ocorreram com a votação do código florestal são comuns e não podem ser "levados com tanta seriedade". Ele afirmou que a reunião não foi extraordinária e que este tipo de encontro ocorre mensalmente para que deputados da base aliada analizem e se preparem para a agenda de votações no Congresso.
Bancada governista da Câmara se reúne com o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio
(Vinicius Werneck/G1)

"O PMDB é parte do governo. E temos que ressaltar que 21 projetos foram aprovados por esta base. Só tivemos um ponto de divergência. Não foi a primeira vez e não deve ser a última, isso é normal entre partidos", lembrou.

Já o representante do PMDB, Eduardo Cunha, enfatizou que não existem mágoas ou "sequelas" entre as legendas e negou os boatos de que haveria uma "pressão interna" por parte de seu partido para que os articulistas do governo fossem substituídos.

"Nós, do PMDB, estamos muito satisfeitos com a articulação do líder Vaccarezza e do ministro Luiz Sérgio. A única coisa que o PMDB sempre colocou é que temos que conversar mais. Isso não significa trocar com quem vai se conversar", afirmou.
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Acesso a documentos sigilosos opõe governo e senadores da base aliada

Sarney e Collor hesitam em apoiar fim do segredo eterno de arquivos ultrassecretos.

Ex-presidentes adiam votação (José Cruz/ABr)
Por Luís Felipe Sardenberg
O Projeto de Lei de Acesso à Informação está emperrado no Congresso. De autoria do Executivo, a proposta opõe o governo e dois senadores da base aliada, José Sarney (PMDB-AP) e Fernando Collor (PTB-AL). Entre as preocupações dos ex-presidentes estariam não apenas informações capazes de causar problemas internos, como arquivos da Ditadura, mas também que possam interferir na relação diplomática com países vizinhos, como a Guerra do Paraguai e a anexação do Acre, que antes pertencia à Bolívia.
Enviado ao Congresso em 13 de maio de 2009, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o projeto de lei (PL) foi aprovado na Câmara e estava pronto para ser votado no Senado no último dia 3 de maio, Dia Internacional da Liberdade de Imprensa. A presidente Dilma Rousseff havia manifestado publicamente o desejo de votá-lo nessa data. Porém, o PL ficou retido na Comissão de Relações Exteriores do Senado, da qual Collor é presidente. Para enfrentar a obstrução, um acordo entre lideranças partidárias da base aliada aprovou um pedido de urgência para que a votação ocorresse em 18 de maio. Mas, novamente, Collor obstruiu a tramitação. Ele pediu prazo para negociar emendas que, se acatadas, obrigarão o projeto a voltar à Câmara para ser rediscutido.
Antes disso, o presidente do Senado, José Sarney, já havia apoiado o colega ao considerar “uma boa ideia” a proposta de Collor sobre os ex-presidentes da República serem ouvidos por Dilma a respeito do sigilo de documentos oficiais. A posição de ambos diz respeito a um artigo da proposta que põe fim ao segredo eterno de arquivos.

Pela lei atual, documentos públicos classificados como ultrassecretos ficam sob sigilo por 30 anos, mas o prazo pode ser prorrogado indefinidamente. Já o projeto em tramitação no Senado estabelece sigilo máximo de 50 anos para qualquer documento oficial. Os ultrassecretos ficariam inacessíveis por 25 anos, renováveis por mais 25. Nos outros níveis de classificação, o prazo seria de cinco anos para informações reservadas e de 15 anos para secretas.
Para a ministra da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Helena Chagas, o projeto deve ser aprovado da forma como está agora. “Eu, como jornalista, não posso defender outra coisa. Cinquenta anos é um prazo razoável. O assunto está sendo discutido no Senado e é importante que saia uma opinião consensual entre os senadores”, afirmou, após a palestra na Semana da Comunicação do UniCEUB.
O ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da União, concorda. Mas é contrário a uma emenda aprovada pela Câmara que torna mista a Comissão de Avaliação, entidade ligada ao Arquivo Nacional e, portanto, composta apenas por membros do poder Executivo. “Uma comissão com representantes dos três poderes para opinar sobre documentos de qualquer um dos outros três representa uma intromissão indevida de um poder sobre outro”, avalia.
De acordo com o professor de Relações Internacionais do UniCEUB e doutor em História pela UnB, Delmo Arguelhes, não há motivo para temer a divulgação de informações. Para ele, nem mesmo arquivos secretos da Guerra do Paraguai (1864 a 1870), maior conflito armado ocorrido na América do Sul, podem causar problemas entre o Brasil e outros países. "A guerra acabou há mais de 140 anos. Não há nada ali que possa chocar muito hoje. Aliás, todo esse clima de segredo é que atiça muito mais a imaginação", observa.
O professor lembra que os documentos sobre a operação Brother Sam, divulgados em 1976, não prejudicaram a relação entre Brasil e Estados Unidos. Segundo ele, o governo dos EUA planejava participar diretamente do golpe de Estado contra o então presidente João Goulart. “Em caso de fracasso da tomada de poder pelos militares, ocorrida em 1964, os norte-americanos invadiriam o Brasil. Esses documentos foram liberados e isso não causou nenhum grande problema diplomático entre os dois países”, analisa.
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Mulheres militares negam "tratamento diferenciado"

As oficiais participaram da Semana da Comunicação, no UniCEUB

Por Sara Bueno

No último dia de palestras da semana da comunicação do Uniceub, quatro oficiais do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira garantiram que a mulher não é vista com preconceito nos quadros militares.

“Militar é militar, não é homem, nem mulher”, declara a tenente Sofia Salles, integrante do EB há cinco anos. Ela atua no Centro de Comunicação Social do Exército (CECOMSEX) na gerência de comunicação institucional. Para a capitão Cristina Joras, companheira de equipe da ten. Sofia e há 13 anos na força, o trato de militares mulheres não é diferenciado. “O tratamento é normal. O que temos de diferente é a parte de exercícios físicos. Existe um respeito muito grande conosco”, assegura.

As tenentes Flávia Sidônia e Sara Bomtempo da FAB reafirmam as declarações das colegas de profissão. “Militar não tem sexo”, sustenta Flávia. “Somos vistas e tratadas como especialistas”, completa Sara. As oficiais trabalham no Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), como jornalista e publicitária, respectivamente.
 

Gravidez e casamento

 
Sofia é casada com um militar e relata que no Exército não é apenas a mulher que acompanha o marido, quando este é transferido. O esposo da tenente a seguiu quando ela foi realocada de Salvador para Brasília. “Depende da família aprender a conciliar. Agora vou passar sete meses no Haiti e ele vai ficar”, defende.
 
De acordo com a capitão, apesar de o Exército não discriminar mulheres no serviço militar, a instituição dá o tratamento específico nas situações apropriadas. “Quando engravidei, meus chefes me apoiaram muito. Tive minha licença de quatro meses e tudo previsto na legislação foi cumprido”, afirma.
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VIDEO: Ministra comparece a palestra no UniCEUB

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Helena Chagas diz que nunca se intimidou diante de preconceitos

A frase foi abordada durante a palestra “A mulher na Comunicação Social”, no UniCEUB

A ministra Helena Chagas, em Brasília (Antonio Cruz/AB)
Por Giselle Mourão e Camila Bocchino
Na segunda palestra da semana da comunicação do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), a ministra chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Helena Chagas falou sobre o papel da mulher no jornalismo. Um dos pontos altos da palestra foi quando a ministra contou sobre a trajetória até o cargo que ocupa desde o começo deste ano.

Helena contou que sofreu mais preconceito com o fato de ser filha do famoso jornalista Carlos Chagas do que ser mulher. Outros assuntos como a dificuldade de ser mãe aos 19 anos e manter a ética profissional dentro do governo também foram abordados na palestra.

Sobre o grande aumento de mulheres nas redações, a ministra afirmou que o interesse das mulheres em exercer a profissão de jornalismo não é de hoje. “Meu amigo Márcio Moreira comentou que as colunas dos principais jornais eram chefiadas por mulheres”, afirma.

Além disso, a ministra Helena comentou que é muito importante que os futuros jornalistas sejam formados. “É na faculdade que aprendemos como é ter ética profissional. A diferenciar o que é notícia”, explica.

Helena Chagas que já foi chefe da TV Brasil, sempre defendeu a função educativa da televisão pública e afirmou que o meio é um instrumento do Estado. Segundo ela, a notícia deve ser dada de uma forma que o público entenda, explicando a linguagem complicada da política para os cidadãos. Sobre o padrão usado nas televisões, a ministra condena a imposição de algumas emissoras. “O jornal precisa mostrar o sotaque do jornalista, precisa refletir o Brasil”, conclui.
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Acesso à internet é fundamental contra desigualdade, diz ministra

A ministra Helena Chagas (Marcello Casal Jr./AB)
Por Filipe Marques 
A ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (SECOM), Helena Chagas, garantiu que a inclusão digital é uma das prioridades do governo Dilma Rousseff. “Aumentar o acesso das pessoas à internet é um dos primeiros passos para combater a desigualdade. Se não for feito, estaremos discriminando aqueles que não têm acesso à cultura e à informação digital”, afirmou, em palestra da "Semana de Comunicação" do Centro Universitário de Brasília – UniCEUB.
Segundo a ministra, o combate à desigualdade já foi feito, em parte, através de políticas de distribuição de renda. Agora, cabe ao Estado garantir a todos o acesso à informação. “Hoje, o cidadão brasileiro, com comida na mesa, é mais consciente e exigente. No futuro, será ainda mais, porque este é um processo que ainda está em andamento.Buscam cada vez mais informação na televisão, nos jornais, na internet. Por isso, o acesso tem que ser estendido a todos”, disse.
Para Chagas, cabe ao jornalista, então, aprender a lidar com este público mais crítico e exigente. “A informação precisa ser correta, plural, contextualizada. Enfim, uma melhor informação. Por isso, nós, jornalistas, estamos sendo e seremos muito mais exigidos pelas pessoas as quais devemos prestar informações. A informação terá que ser muito mais apurada, checada e trabalhada para que tenha credibilidade”, ensina.
Na época da informação digital, a ministra cobra uma nova postura do jornalistas, pouco acostumados às críticas. “Nós, jornalistas, não gostamos de ser criticados. Mas, agora, a internet tem essa coisa sensacional chamada interatividade, que obrigou os jornalistas a ficarem mais humildes. O público pode opinar, criticar, participar e nós, jornalistas, precisamos descer do salto alto e ficarmos mais humildes. Porque é para eles que nós escrevemos”, conta.
Apesar de todas as vantagens da internet, a experiente jornalista faz uma ressalva. “É muito legal e democrático todo mundo poder dizer o que pensa na internet. Mas existe uma grande diferença entre a opinião e o fato, a informação com credibilidade. O próprio internauta precisa saber separar o joio do trigo. A informação jornalística, de fato, precisa ter credibilidade. Para isso, precisa ser checada e apurada”, explica.
Por fim, Helena Chagas dá um conselho a todos que pretendem se tornar jornalistas. “Nós somos instrumentos da democracia. Os cidadãos só estarão preparados para tomar suas próprias decisões quando esta tem acesso à informação plural e diversificada. É nosso dever, enquanto jornalista, garantir que tenham acesso à informação”, aponta.
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