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Vídeo do Exército mostra viagem dos estudantes de jornalismo do UniCEUB

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Diário de Bordo: Dia 05 - 20 de maio

Formatura: militares com caminhões ao fundo
(Filipe Marques/Esquina)
Hoje (sexta, 20), acordamos tristes por ser a nossa última manhã em terras amazônicas, mas felizes por todos esses dias que valeram muito à pena. Tomamos café da manhã no hotel, no centro de Boa Vista (RR), pegamos o ônibus e fomos conhecer a 1ª Brigada de Infantaria de Selva.
 
O comandante da 1ª BIS, o general Franklinberg, nos esperava para uma formatura. Com os militares todos em forma, a apresentação começou muito semelhante às duas dos Pelotões de Fronteira.
 
A primeira diferença visível era o tamanho: o número de militares alinhados é incomparavelmente maior. Em seguida, tanques, carros e jipes militares participaram de um desfile motorizado, com música da banda militar ao fundo. 

Com a formatura encerrada, partimos para as fotos e os agradecimentos. Foi a hora de nos surpreendermos. Verônica Machado, aluna de nossa comitiva, fez um belo e sincero discurso, com direito a olhos cheios de lágrima em vários alunos, militares e, surpreendentemente, no general comandante de Boa Vista.
Zoológico da 1ª BIS (Giselle Mourão/Esquina)
Visitamos, por fim, o zoológico da Brigada. Pequeno, se comparado a outros que vimos anteriormente. Chegamos pela primeira vez perto de lindos tucanos, araras, veado, além da onça fêmea, mascote do batalhão, e de uma grande cobra sucuri.
 
Ainda deu tempo de conhecermos o Coronel Nolasco, que vai comandar a tropa com mais de 800 militares para o Haiti em agosto deste ano. Vimos o cronograma e como serão feitas as preparações. Depois, demos uma rápida passada no 33º Grupamento de Artilharia de Campanha de Selva (GAC).
  
No local, assistimos ao disparo de um obus, que é parecido com um canhão. A diferença entre eles é que um canhão é usado para realizar fogo direto, enquanto o obus, popularmente conhecido como obuseiro, faz uma trajetória parabólica, para atingir uma área específica. 
  
Embarcamos no aeroporto de Boa Vista por volta de 13h, com destino a Manaus (AM). Foi um voo tranquilo e rápido. Na parada, os militares abasteceram a aeronave para nossa última jornada aérea.
GAC e dois "obuseiros" (Giselle Mourão/Esquina)
Começamos, então, o último trajeto da viagem, que nos levaria de volta à capital federal. Apesar das fortes turbulências, chegamos sãos e salvos. 
  
Às 16:40 pisamos em terras brasilienses (terras frias, diga-se de passagem, se comparadas ao calor do norte do país) após cinco intensos dias na Amazônia.
 
O saldo, para nós, é a certeza de uma viagem que mudou nossa maneira de pensar. Todos nós já sabíamos que a Amazônia é uma imensidão verde, que exibe riqueza em fauna e esbanja recursos hídricos, mas precisávamos ver de perto para compreender que é muito além disso. 

Nós pudemos chegar perto do "a mais" que não está em simples fotos ou vídeos. Conhecer o povo e a cultura daquele lugar foi sensacional e único. Estamos encantados com tudo o que vimos.
  
Por isso, gostaríamos de agradecer o Exército Brasileiro por esta maravilhosa oportunidade, pela dedicação dos militares e pela organização desta viagem. Agradecemos também ao professor Bruno, que esteve sempre ao nosso lado dando o suporte necessário.
Comitiva do "Projeto Formadores de Opinião" na chegada a Brasília (Comitiva UniCEUB/Esquina)
Agora, a próxima missão é descansar um pouco, rever a família e se preparar para uma semana intensa de trabalho. A meta da nova missão é tentar consolidar tudo o que vimos e sentimos e, em seguida, reproduzir para nossos colegas o que agora já faz parte de nós. Afinal, missão dada é missão cumprida!

Selva!
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Diário de Bordo: Dia 04 – 19 de maio

Seguindo o padrão militar da viagem, já estávamos nos ônibus às 6h15. Tomamos café-da-manhã no Hotel de Trânsito de Oficiais de São Gabriel da Cachoeira (AM), onde jantamos na noite anterior (quarta, 18 de maio). De lá, seguimos para o aeroporto, rumo a Boa Vista, capital do estado de Roraima.

Como choveu muito na madrugada, o tempo estava fechado. O céu coberto por nuvens não seria problema em outros lugares, mas o Aeroporto de Uaupes não possui os instrumentos necessários para orientar no pouso e decolagem quando não há visibilidade da pista lá do alto. Por isso, o voo que estava marcado para às 8h só saiu quando o tempo melhorou um pouco, por volta do meio-dia. E lá estávamos nós atrasados mais uma vez!
 
Antes de chegarmos ao nosso destino, fizemos uma parada em Manaus (AM), para deixar o comandante militar da Amazônia, o General de Exército Mattos. Chegamos em Boa Vista aproximadamente às 15h. No aeroporto da capital de Roraima, fomos recebidos pelo General Franklinberg, comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva (BIS).
Formatura do 1º Pelotão Especial de Fronteira, em Bonfim (Filipe Marques/Esquina)
Com a programação cheia e pouco tempo, tivemos que improvisar. O almoço foi corrido e, em pouco tempo, partimos de ônibus para a região fronteiriça do Brasil com a Guiana. O destino era Bonfim (RR). A pequena cidade tem cerca de 10 mil habitantes e abriga o 1º Pelotão Especial de Fronteira (PEF).

Durante o percurso, que durou em torno de uma hora e meia, o comandante da 1ª BIS improvisou uma apresentação sobre o trabalho do Exército naquela região, já que não teriamos tempo para a palestra propriamente dita. Primeiramente, o general explicou a diferença entre indígenas Yanomamis (localizados a oeste de Roraima) e os da reserva Raposa Serra do Sol (a leste do estado). Além disso, abordou temas como a cobertura estratégica e as fiscalizações feitas pelo pelotão nas fronteiras.

Comunidade de Bonfim (Filipe Marques/Esquina)
Quando chegamos ao PEF de Bonfim, muitas pessoas da comunidade já estavam à nossa espera, inclusive crianças e adolescentes com uniformes escolares. Assistimos uma formatura muito semelhante à vista pelo grupo Alfa em Maturacá (AM), no dia anterior. Porém, ao invés de pintados somente de preto, os rostos ganharam a cor verde.

Apesar de desempenharem a mesma função de patrulhar as fronteiras brasileiras, as comunidades são bem diferentes. Em Maturacá, o pelotão fica isolado, em meio ao relevo montanhoso e a mata fechada da Floresta Amazônica, e só se chega pelo ar ou pela água. Já o PEF de Bonfim fica dentro da pequena cidade, localizada na vegetação conhecida como lavrado, muito parecida com o cerrado. É possível chegar ao 1º PEF por meio de estrada asfaltada, como fizemos. Além disso, o pelotão de Bonfim tem acesso a internet e uma estrutura visivelmente mais desenvolvida do que a de Maturacá


Militar e familiares
(Filipe Marques/Esquina) 
Depois da apresentação, fizemos uma visita pelo batalhão, e tivemos a oportunidade de conhecer as famílias dos militares. Nesse aspecto, não há muita diferença entre os PEFs: em ambos, os familiares estão presentes e participam ativamente. Além das famílias, conhecemos também outros habitantes da comunidade. Porcos e galinhas são criados no 1º PEF.

Em seguida, fizemos uma simulação de patrulha do rio Tacutú, que delimita a fronteira do Brasil com a Guiana, com quatro voadoras (um pequeno barco com motor) até a chegada da ponte que une os dois países. No final da tarde, cruzamos a fronteira e observamos a troca da mão viária. Em outras palavras, começamos a andar na faixa esquerda das vias, como acontece no Reino Unido e no Japão.


O comércio da cidade que conhecemos, Lether, cresceu muito nos últimos anos, graças à construção de galpões perto da ponte. Infelizmente, não conseguimos conhecer essas lojas já que o comércio local estava fechado. Para alguns da comitiva, foi a primeira vez fora de território brasileiro.
Simulação de patrulhamento em voadeiras no Rio Tacutú (Giselle Mourão/Esquina)
A viagem de volta para Boa Vista passou rápido devido às cantorias dos "Formadores de Opinião". O cansaço foi superado pela vontade de aproveitar cada minuto do penúltimo dia de viagem. Só chegamos ao hotel por volta das 21h. Não tivemos trinta minutos para nos arrumarmos para sair. Afinal, como de costume, estavamos atrasados. Fomos para o Círculo de Oficiais de Boa Vista (COB) para mais um jantar. Selva!
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Diário de bordo: Dia 03 – 18 de maio

São Gabriel da Cachoeira (Natalia Aquino/UniCEUB)

Como nos dias anteriores, seguimos o rigoroso horário militar: às 6h50, já deixávamos o hotel em Manaus (AM) rumo a São Gabriel da Cachoeira (AM). Apesar de se espalhar por mais de 109 mil Km², o que o torna o terceiro maior município em área do Brasil, apenas 40 mil pessoas moram no local. Destes, metade vive em comunidades isoladas, espalhadas numa região conhecida como “cabeça do cachorro”. 


A cidade é tão isolada que não é possível chegar por terra. Só pelo ar ou pela água. O problema é que, além dos militares, só uma companhia aérea voa para o município. Se o transporte for realizado pelos rios que cortam a floresta, a viagem pode levar até cinco dias durante a seca. Além disso, só há uma operadora de telefonia celular. Já a internet, quando funciona, é lenta. 

Por volta das 10h, chegamos ao Aeroporto de Uaupes. Lá mesmo, fomos divididos em dois grupos. O Alfa foi composto pelas repórteres Camila Braga, Dyelle Menezes, Giselle Mourão, Flávia Franco, Mariana Menezes e pelo professor Bruno Nalon. Os outros quatro membros da “tropa” do UniCEUB – Filipe Marques, Natalia Aquino, Vinicius Werneck e Verônica Machado – foram alocados na equipe Bravo. 


Alfa


Maturacá (Camila Bocchino/Esquina)
Nós, integrantes do Alfa, aguardamos a chegada do helicóptero Cougar para irmos a Matucará. Esta comunidade, localizada no Parque Nacional Pico da Neblina, abriga o 5º Pelotão Especial de Fronteira - PEF. Uma das particularidades do PEF é que o mesmo fica dentro de uma reserva indígena da etnia Yanomami. Por isso, militares e familiares vivem e interagem com mais de 1.500 índios. 

Maturacá é ainda mais isolada do que São Gabriel da Cachoeira. As limitações e precariedades são visíveis. O PEF também só pode ser alcançado por vias fluviais ou aéreas. Além disso, placas solares produzem a única fonte de energia local. Por isso, cada família tem direito a oito horas de luz diária. Em dia que o sol não aparece também fica impossível fazer ligações. O local possui também enfermaria, consultório médico e odontológico, e farmácia. 

Militar do 5° Pelotão Especial de Fronteira (Dyelle Menezes/Esquina)
Foram aproximadamente 40 minutos de voo, mas o tempo passou rápido ante a experiência única que é sobrevoar a floresta amazônica. Quando chegamos ao PEF, por volta do meio-dia, fomos recepcionados por todo o pelotão. Os militares realizaram aquilo que chamam de formatura: cerimônia militar rotineira em que a tropa se apresenta a maior autoridade presente. Durante o evento, fizeram diversas apresentações, como cantar o hino nacional, o hino do guerreiro de selva e desfilar em marcha. 

Índia e filho
(Dyelle Menezes/Esquina)
Em seguida, fomos convidados para o almoço, servido no rancho – nome usado para indicar o refeitório em uma unidade militar. Lá, alguns militares se apresentaram acompanhados pelas famílias, bem como os líderes indígenas da tribo Yanomami. Após o almoço, tivemos a oportunidade de conhecer a estrutura do pelotão. São, ao todo, 50 militares e 29 famílias. Cada militar possui uma residência. Apesar de Maturacá ser muito quente, as casas são bem ventiladas e frescas, sem o uso de ar condicionado ou semelhantes. 


Bravo


Braço Forte no Rio Negro (Filipe Marques/Esquina)
Nós, do grupo Bravo, fomos direto para a 2ª Brigada de Infantaria de Selva. Lá, embarcamos para um passeio no Rio Negro a bordo do barco regional Braço Forte. Ao retornar, partimos para o rancho, onde almoçamos. 

O cardápio, com receitas tradicionais da região, foi preparado por uma equipe formada em grande parte por cozinheiros indígenas. O grupo é chefiado pelo sargento Fonseca – o mesmo que preparou a refeição oferecida ao rei e à rainha da Suécia quando visitaram a localidade. 

Após o almoço fomos informados de que haveria um atraso no horário de nossa ida a Maturacá. Enquanto isso, fizemos um breve city tour pelo centro de São Gabriel, onde vimos as vilas militares e o comércio local. 

Vista do Helicóptero (Natalia Aquino/UniCEUB)
Quando o helicóptero chegou, não decolou. O Cougar apresentou problemas no filtro de combustível, que precisou ser substituído. O conserto levou cerca de meia-hora, o que tornou inviável a visita. 

Porém, após o retorno do grupo Alfa, aproveitamos o helicóptero para fazer um breve sobrevoo pela cidade. O passeio, que durou aproximadamente 30 minutos, rendeu ótimas fotos graças à beleza da floresta amazônica. 



Juntos novamente


General Jaborandy
(Filipe Marques/Esquina)
De volta à 2ª Brigada e com a equipe novamente reunida, assistimos a palestra do General Jaborandy. Ele tratou da função do exército de proteger e resguardar a Amazônia limítrofe. Durante a palestra, a luz acabou três vezes. Em São Gabriel da Cachoeira, o blecaute é muito comum, já que toda energia do município é gerada por usinas termoelétricas movidas a diesel. 

Como de costume, um jantar fechou a agenda do dia. Fomos ao Hotel de Trânsito de Oficiais, onde desfrutamos de mais um cardápio preparado pelo sargento Fonseca. Após a refeição fomos diretamente para o Hotel de Trânsito de Sargentos, onde passamos a noite. Selva!
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Diário de Bordo: Dia 02 – 17 de maio

A onça pintada Simba, mascote do CIGS
(Natalia Aquino/UniCEUB)
Hoje (terça, 17) foi o primeiro dia de programação de atividades da Viagem Formadores de Opinião à Amazônia, promovida pelo Exército Brasileiro. Como ontem chegamos mais tarde do que o previsto, não foi possível fazer as atividades agendadas para o dia. Por isso, a solução encontrada foi acordar hoje às 5h para fazer em um dia o que estava programado para dois.

Saímos do hotel em Manaus por volta das 6h30 rumo ao Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS). Fomos recebidos pelo mascote do local: uma onça pintada. A fera, na verdade, é um macho chamado Simba. 

Após algumas fotos, nos dirigimos ao auditório do CIGS para uma palestra. Na ausência do comandante do CIGS, Coronel Palaia, o palestrante foi o Major Belarmino, que explicou a importância do treinamento para formar o "guerreiro de selva".

O CIGS foi criado em 1964 e é referência mundial de combate na selva e recebe alunos de todos os continentes. Ao todo, já foram formados 5.552 guerreiros, sendo 418 militares estrangeiros. A França é o país recordista. Por conta das necessidades da Guiana Francesa, já formou 86 guerreiros de selva na Amazônia. Ainda no local, conhecemos o zoológico e alguns dos alimentos que o combatente pode encontrar nas matas da floresta amazônica.
General Mattos
(Filipe Marques/Esqui

Em seguida, partimos para o Comando Militar da Amazônia (CMA). Lá, também fomos bem recebidos. Mas, no lugar de onça, havia uma banda militar a nossa espera. Fomos recebidos com a saudação SELVA! Aqui, na Amazônia Militar, essa palavra pode ter várias funções, de “oi” a “tchau”... Enfim, serve para quase tudo e já nos acostumamos com o uso da expressão.

Após a recepção com direito a quatro músicas, seguimos para a palestra com o comandante militar da Amazônia, o General Luis Carlos Gomes Mattos. Após longa exposição sobre a Amazônia e o papel do Exército na proteção da soberania nacional, com direito a rodada de perguntas, trocamos a terra pelo Rio Negro.

Almoçamos a bordo do barco Capitão Pedro Teixeira e, depois, embarcamos em duas lanchas rápidas para um passeio ao longo da “estrada fluvial”. Assistimos a uma apresentação turística feita por uma família indígena da etnia dessena. Além da breve visita aos nativos, conhecemos a “baleia rosa da Amazônia”, o Pirarucu.

Apresentação indígena da etnia dessena (Filipe Marques/Esquina)

Encontro das águas (Mariana Menezes/Esquina)
Antes de entardecer, ainda deu tempo de ir ao Encontro das Águas. O fenômeno acontece por conta da diferença entre a temperatura, a densidade e a velocidade das correntezas dos rios Negro, de água escura, e o Solimões, de água barrenta.

Para retornar ao hotel, "marchamos" pela selva de concreto que é Manaus. Às 19h30, saímos para jantar no 1º Batalhão de Infantaria de Selva, onde experimentamos pratos e bebidas típicos da região.

Como manda a disciplina militar, amanhã (quarta, 18) levantaremos antes do sol, mais uma vez, rumo a São Gabriel da Cachoeira (AM), a quase mil quilômetros da capital amazonense. SELVA!
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Diário de Bordo: Dia 01 - 16 de maio

Verônica Machado, Mariana Menezes, Dyelle Menezes, Vinicius Werneck, Camila Bocchino, Filipe Marques, Natalia Aquino,
Giselle Mourão e Flávia Franco (Foto: Bruno Nalon/UniCEUB)
Hoje (segunda, 16) embarcamos para o Projeto Formadores de Opinião à Amazônia, promovido pelo Exército Brasileiro. Nesta viagem, teremos a oportunidade de conhecer como são realizadas as operações militares na selva, a relação com os índios e o trabalho dos pelotões de fronteira. Somos um grupo de 10 pessoas: nove alunos de jornalismo e o assistente da coordenação do curso de Comunicação do Uniceub, Bruno Nalon.

Coronel Hertz
(Filipe Marques/Esquina)
Enquanto aguardávamos o embarque na Base Aérea de Brasília, recebemos instruções do Coronel Hertz, que chefia a expedição. De acordo com ele, o trabalho do Exército no Norte do país é essencial para sobrevivências das comunidades ribeirinhas e das tribos indígenas. “Sempre que vocês nos acompanharem, vão ver a interação dessas comunidades com os militares. É tudo muito longe e são os militares que estão lá primeiro, levando médico, remédio, dentista, etc”, contou.

Saímos rumo a Manaus por volta das 13h (horário de Brasília). O avião que nos levou é um ERJ-145, sigla que significa algo como “Jato Regional da Embraer 145”. Mas o nome militar da aeronave é C-99 A. Além das siglas, algumas outras informações: a capacidade é para 50 passageiros, a autonomia de voo é de cerca de três horas e meia e a velocidade é próxima de um Boeing – 450 nós (cerca de 830km/h).

CM-99 A sendo reabastecido no Aeroporto
de Cachmibo (PA) (Giselle Mourão/Esquina)
Por causa de forte vento de proa (aquele que bate de frente com o avião), a autonomia de voo foi reduzida e fomos obrigados a parar por cerca de 20 minutos na base de Cachimbo, no sul do Pará, para reabastecer. Além de servir como ponto de reabastecimento, o local é um campo de treinamento da Força Aérea Brasileira. Até um mês atrás, o Legacy que se envolveu no acidente aéreo do voo 1907 da Gol, em setembro de 2006, estava retido nesse aeroporto, à espera de liberação para retornar aos EUA.

Após a pausa, voamos por quase uma hora e meia: chegamos a Manaus por volta das 16h (horário local – uma hora a menos que Brasília). Depois de mais instruções dadas pelo Coronel Hertz, embarcamos no ônibus que nos levou até o hotel. Aproveitamos as duas horas que tivemos de folga até o jantar para conhecer o centro da cidade. Pudemos, por exemplo, visitar o Teatro Amazonas, construído em 1896.

Equipe do UniCEUB durante jantar no CMA
Às 19h30, todos estavam no ônibus para o jantar no 2º Grupamento de Engenharia, no Comando Militar da Amazônia (CMA). Foi o primeiro evento oficial que participamos e contou com a presença do comandante militar da região, General Mattos. O jantar foi ao ar livre, à beira do Rio Negro. Foi servido um peixe típico da região, o tambaqui. Retornamos ao hotel. Amanhã (terça, 17) estaremos de pé às 5h da manhã. "SELVA!"
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