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Perder para ganhar


Lucas Magalhães
Um corpo definido e repleto de músculos aparentes e um baixo percentual de gordura é o desejo de muitos brasileiros. Nos dias de grandes eventos esportivos, os atletas exibem corpos que se aproximam da perfeição. Quem os vê não imagina o árduo caminho necessário para que o atleta consiga atingir tal físico e combinar beleza com desempenho.
Um dos principais nomes em preparação física de Brasília, Lula Guerreiro conta como é difícil a tarefa dos lutadores de Artes Marciais Mistas (MMA) para alcançarem esse objetivo. Atualmente, Lula é preparador físico dos lutadores Francisco Massaranduba e Paulo Thiago, integrantes do Ultimate Fighting Champioship (UFC). Ele revela como a alimentação correta de um atleta pode definir o resultado em um combate.
Segundo Lula Guerreiro, uma alimentação regrada e balanceada é requisito obrigatório durante todas as fases do chamado camp, período no qual o lutador se prepara para o combate.
“Não adianta nada bater o peso na pesagem e comer fast food. O organismo tá muito debilitado, ele vai colocar o alimento pra fora e não vai ter o desempenho que a gente (a equipe de treinadores) deseja”, afirma.
Lula detalhou o que come o lutador de MMA na fase do corte de peso. Ele conta que a dieta é diminuída, mas que carboidratos, por exemplo, não podem ser cortados totalmente.
“Basicamente, a gente diminui muito a ingestão calórica. O atleta passa a comer coisas com um nível calórico mais baixo. Os carboidratos são diminuídos, mas não podem ser cortados porque eles são uma fonte primária de energia na hora da luta. É um processo interessante. Na semana da luta os lutadores comem muita salada verde, corta-se todo o sal e o açúcar porque são elementos que retém líquidos, o que dificulta o corte de peso e usa-se o limão como tempero, em alguns casos a comida é sem tempero algum”, conta.
Lula também aproveitou o assunto para explicar a importância da alimentação correta durante o corte de peso, uma vez que o desempenho deve ser priorizado em relação apenas ao fato de o peso da categoria ser batido.
“É um trabalho bem criterioso de ser feito. Uma pessoa muito boa (neste caso, o nutricionista) deve estar trabalhando junto pra que o lutador perca peso sem perder desempenho. Não adianta nada o cara passar por um corte de peso enorme e na hora de lutar se cansar no meio do primeiro round ou no começo do segundo. Certamente esse lutador vai perder o combate. Se o corte de peso não for bem feito, todo o trabalho de meses é jogado no ralo”, conta.
Lula Guerreiro contou como funciona a alimentação de seus atletas no período pré-combate, sempre reforçando que seu trabalho é feito em conjunto com um médico e um nutricionista, que sempre viajam junto com ele e os treinadores dos lutadores para que tudo dê certo na hora da luta, tanto no ponto de vista nutricional, quanto na parte funcional do aproveitamento dos alimentos. Além disso, o médico tem papel fundamental na manutenção da saúde dos atletas, uma vez que o organismo passa por um período de privação de nutrientes muito grande durante os últimos dias antes da pesagem e só um médico pode ser responsável pela reidratação e reposição de sais minerais dos lutadores logo após a pesagem.
“No caso específico dos atletas de MMA, depende do quão perto ou longe eles se encontram da competição. Durante a fase de treinos para força é a época onde a alimentação tem um nível calórico muito alto. O cara tem que comer muito carboidrato, muita proteína, até pra auxiliar na construção muscular do lutador”, finaliza.



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Evento traz cultura e gastronomia da América Latina para Brasília

Por Mariana Fernandes

O Instituto Cervantes promove desde fevereiro deste ano o projeto Aprenda Espanhol Cozinhando. Dentro do projeto Descobrir Hispano-América, o chef David Lechtig, da rede de Restaurantes El Paso, ensina línguas e gastronomia ao público que deseja, assimo como ele, democratizar a cultura de outros países. Cada mês um país da América Latina é escolhido. Em setembro, o chef ensinou como preparar o Picadillo de Costa Rica.
De acordo com o chef, o prato é tradicional em muitos países latino-americanos. Ele é feito com carne moída ou picada, tomate e outros ingredientes que variam a cada região.  A escolha do prato se deu pela importância e representatividade do Picadillo na cultura de Costa Rica. Além do prato principal, a cada edição é preparado um coquetel específico da nacionalidade.

O projeto objetiva valorizar a gastronomia de diferentes regiões, praticar a língua espanhola e ainda apresentar mais sobre a diversidade cultural. As aulas são ministradas em espanhol, porém, não é preciso ter conhecimento prévio da língua. “Os alunos podem não ser especialistas em gastronomia e nem conhecedores da língua espanhola. O ambiente é voltado para confraternizar outras línguas”, diz David Lechtig.
O projeto acontece uma vez a cada mês e cada aula tem capacidade para 30 alunos. As lições apresentam outras culturas e possibilita o acesso à gastronomia de outros países. “É mais do que ter um momento todo em espanhol. É a convivência em espanhol ligada à gastronomia, em um ambiente informal e inusitado”, completa o chef.

Em um período de duas horas de aula, David Lechtig explica as origens do prato e fala sobre a história do país. Além disso, ele identifica os ingredientes em espanhol para que os alunos relacionem com o português durante a aula prática. Ao final de cada lição há a degustação do prato. “Es una fiesta! Uma alegria total”, diz David sobre as aulas.
David Lechtig

David Lechtig é peruano e descobriu o interesse pela cozinha ainda muito jovem. Com 13 anos, acompanhava as receitas peruanas da mãe em dias de festa. “Tinha curiosidade em conhecer os sabores”, explica. O pai dele ingressou às Nações Unidas em 1969 e por isso morou em vários países. Com isso David se acostumou a experimentar todo tipo de comida. Aos 17 anos naturalizou-se brasileiro.
O chef percorreu várias vezes o sul do México de carro, visitou desde criança diversos países da América Central e aprendeu a apreciar sabores e iguarias de cada lugar. Após herdar um caderno de receitas que pertenceu à avó e à mãe de David, passou a se dedicar profissionalmente à gastronomia. “Continuei escrevendo no caderno. Isso virou um hobbie, um carinho”, garante.

David Lechtig chegou à Brasília em 1983.  É considerado um dos pioneiros da gastronomia mexicana e latina na capital federal. Dez anos depois, abriu o restaurante Sancho Pança, que existe até hoje na cidade. Em 1995, abriu o El Paso Texas, casa especializada em culinária mexicana.
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Brasília lidera índice de sobrepeso e obesidade infantil

Por Cecilia Sóter

O Distrito Federal é a unidade federativa com maior índice de sobrepeso e obesidade infantil, com índice similar somente no Rio Grande do Sul, segundo levantamento feito pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, ligado ao Ministério da Saúde. Na capital federal, uma em cada três crianças de cinco a dez anos está acima do peso. Em 2011, dos 33,8% pesquisados, 17,4% têm sobrepeso e 16,4% estão obesos. Em 2010, meninos e meninas nesta situação representavam 27,1% dos entrevistados, um crescimento de 6,7 pontos percentuais em 12 meses. A nutricionista Patrícia Martins Fernandez, especialista em nutrição infantil, afirma que a industrialização de alimentos, junto com outros fatores, como falta de atividade física, é o principal motivo da obesidade infantil. Ela explica que os produtos industrializados trazem em média 16% de açúcar, 6% a mais do que o recomendado. De acordo com a nutricionista, a solução é a iniciativa dos pais em controlar a alimentação da criança. “Eles devem evitar trocar os alimentos naturais, como o suco da fruta pelo industrializado, aqueles de caixinha”, diz Patrícia Fernandez.
Controle sem privar - Segundo a nutricionista, o excesso de açúcar na alimentação da criança representa um grande perigo. “Os principais males são a obesidade, o excesso de cáries e déficit de atenção. O açúcar também deixa a criança excitada, fazendo com que ela se distraia facilmente”. Ela explica que a melhor forma para não cortar de vez os doces da vida da criança é evitar no meio da semana e liberar, com cautela, no final de semana. Patrícia Fernandez esclarece que o alimento zero açúcar não é recomendado. Ela afirma que, ao tirar o açúcar, é acrescentado mais gordura, sódio e outras substâncias, o que de qualquer forma influenciaria no peso da criança.

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Catadores esperam lixo do Lago Sul para “principal refeição”

Catadores de lixo no aterro sanitário da Vila Estrutural, a 18 quilômetros do Congresso Nacional, alimentam-se de resto de comida que encontram no lixo e guardam a maior expectativa para o caminhão que traz os restos do Lago Sul, bairro nobre da capital. Segundo um catador que preferiu se identificar como Moacir, de 38 anos, o lixo que chega nos caminhões vindos do lago sul, trazem comida em melhores condições. “Nesse caminhão, é certeza que tem coisa (comida) melhor”, explica.
O catador mora com a esposa no lixão diz que, com o dinheiro que ganha separando material reciclado do lixo orgânico, não dá para comprar comida.  “A maioria do que a gente come é do lixo, porque o dinheirinho que sobra é para pagar as contas”, lamenta. O lixo do Lago Sul tem uma área reservada já conhecida pelos catadores. Lá pode ser encontrado mais carne, por exemplo. “A gente lava e salga a carne para tirar o mau cheiro”.

Os catadores reviram, acham, cheiram, provam e decidem se o alimento encontrado no lixão de Brasília pode ser a refeição do dia. Pequenas estruturas montadas no meio do lixo, como fogões improvisados com tijolos e panelas velhas servem para preparar o alimento.

Eles usam luvas durante o coleta que são retiradas apenas para a hora da refeição. A catadora Eliana, 30 anos, que trabalha no lixão há seis meses, explica que nem todos os trabalhadores do lixo se alimentam de resto encontrado, mas, que é muito difícil se alimentar por lá. “Até as coisas que a gente traz aqui pra dentro, eu tenho nojo de comer”, lamenta.

Por Gabriella Leite - Esquina On-line
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Vendedores oferecem marmita a partir de R$ 5 no centro de Brasília

Marmitas vendidas no Setor Comercial Norte
Foto: Kamila Siqueira
          
Por Jamile Rodrigues

           Na cidade em que o almoço fora de casa custa em média R$ 31,77 (segundo pesquisa do Datafolha e da Alelo), vendedores oferecem marmitas com valores que variam de R$ 5 a R$ 10 em centros comerciais nas Asas Sul e Norte.


 Alguns vendedores fazem ‘‘promoções’’ nas vendas, o que incluem saladas, refrigerantes e sobremesas como acompanhamento das refeições. A vendedora Leidiane Lima, 25 anos, oferece marmitas todos os dias no Setor Comercial Sul. Quando o cliente compra uma marmita por R$5, ele leva o refrigerante em lata, de graça. ‘‘Aqui a concorrência é bem grande, então a gente sempre mudando o cardápio. Damos o refrigerante de graça, porque mais pessoas vêm comprar’’, contou a vendedora que se identificou como Leidiane. Ela começou a vender as marmitas por influência de uma amiga.
‘‘Eu estava desempregada e uma amiga me falou do dono de um restaurante que estava precisando de gente para vender os almoços por aqui”. Ela ganha R$ 150 por semana, alimentação e passagem. “Geralmente, eu fico das 11h30 até às 15h, depois tenho a tarde livre’’ finalizou.

Por volta das 11h, nos arredores da Rodoviária do Plano Piloto, foi possível observar uma menor de idade chegando acompanhada de um rapaz, aparentemente da mesma idade que ela, carregando uma caixa de isopor. Os dois colocaram a caixa em um banco, ela se sentou próximo enquanto o garoto saiu.

Quando notou que a equipe do Esquina On-lineestava se aproximando, logo abriu a caixa, e exclamou: ‘‘vai uma marmita ai, dona?’’. Esse é o dia-a-dia de Maria*, de 15 anos. Todos os dias, ela e o primo, trazem as marmitas feitas pela avó, do Setor P Sul, bairro da região administrativa de Ceilândia até Brasília.

‘‘A gente vendia bala, picolé e outras coisas, mas depois que um monte de gente começou a vender marmita, a gente quis mudar também’’, expressou a menor com desconfiança. Esse não é um caso isolado, diversas crianças ocupam os arredores da Rodoviária e dos Setores Comerciais Sul e Norte para vender doces, produtos piratas e quentinhas. ‘‘Eu não estou estudando não. Preciso ajudar em casa, então venho vender marmita’’, desabafou.

O estudante Marcos Rocha, que trabalha no Setor Comercial Norte, recebe R$ 9 de vale-refeição por dia. Como o preço dos restaurantes vai além do orçamento, Marcos optou pelas quentinhas. ‘‘Eu prefiro comprar as marmitas, já que o rapaz aqui vende por R$ 5. O que sobra do benefício, eu misturo com o salário do mês’’, afirmou o estudante.

Um rapaz que preferiu se identificar apenas como Carlos, e não relevar a idade começou a vender marmitas para ajudar em casa. Ele contou que trabalhava em uma empresa, porém ao ser demitido, ficou preocupado com a situação. A solução surgiu através da avó, que gostaria de vender algo. Decidiram então que ela passaria a cozinhar e ele iria para a rua vender.

As conhecidas “Quentinhas da Vovó” são vendidas pelo preço de cinco reais e têm um cardápio para cada dia da semana. Porém, Carlos calculou que o preço não deveria ser esse. “O valor dessa marmita tinha que ser R$7, mas como a concorrência é grande e tem gente que vende a R$ 6, com refrigerante, acabo fazendo por R$ 5”.
 
Carlos e a caixa de isopor com as marmitas vendidas no Setor Comercial Sul
Foto: Kamila Siqueira



Fiscalização

Carlos diz que uma das maiores dificuldades é lidar com a fiscalização. “Quando os fiscais batem, todo mundo corre. Já tive mercadorias apreendidas algumas vezes”, desabafou.

De acordo com a assessoria de imprensa da Agência de Fiscalização do Distrito Federal (AGEFIS), os fiscais percorrem trechos dos setores comerciais todos os dias, para verificar a incidência de ambulantes. Os representantes da AGEFIS recolhem as mercadorias, desde materiais piratas a alimentos. Conforme foi informado, depois de apreendidas, as mercadorias vão para o depósito do órgão. Os responsáveis por esses materiais devem ir até lá, pagar pelos custos. Em geral, o alimento é incinerado. Ninguém vai preso, mas se os ambulantes apresentarem resistência, eles podem ser levados à delegacia, para prestar esclarecimentos.

Para a auditora de atividades urbanas da ANVISA, Regina Alice, as pessoas devem tomar o máximo de cuidado com o consumo desse tipo de alimentação. Segundo ela, não há fiscalização própria para esse tipo de trabalho, então nunca se sabe em quais condições essa refeição foi preparada.

‘‘Essas marmitas não estão na competência da Agência, então não existe um controle sobre elas, os restaurantes tem fiscalização periodicamente, por isso é mais adequado que as pessoas comam nos locais fiscalizados’’ declarou.

 
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Dieta de lutadores precisa garantir elavado gasto energético


Um corpo definido e repleto de músculos aparentes e um baixo percentual de gordura é o desejo de muitos brasileiros. Nos dias de grandes eventos esportivos, os atletas exibem corpos que se aproximam da perfeição. Quem os vê não imagina o árduo caminho necessário para que o atleta consiga atingir tal físico e combinar beleza com desempenho.
Um dos principais nomes em preparação física de Brasília, Lula Guerreiro, conta como é difícil a tarefa dos lutadores de Artes Marciais Mistas (MMA) para alcançarem esse objetivo. Atualmente, Lula é preparador físico dos lutadores Francisco Massaranduba e Paulo Thiago, integrantes do Ultimate Fighting Champioship (UFC). Ele revela como a alimentação correta de um atleta pode definir o resultado em um combate.
Segundo Lula Guerreiro, uma alimentação regrada e balanceada é requisito obrigatório durante todas as fases do chamado camp, período no qual o lutador se prepara para o combate.
“Não adianta nada bater o peso na pesagem e comer fast food. O organismo tá muito debilitado, ele vai colocar o alimento pra fora e não vai ter o desempenho que a gente (a equipe de treinadores) deseja”, afirma.
Lula detalhou o que come o lutador de MMA na fase do corte de peso. Ele conta que a dieta é diminuída, mas que carboidratos, por exemplo, não podem ser cortados totalmente.
“Basicamente, a gente diminui muito a ingestão calórica. O atleta passa a comer coisas com um nível calórico mais baixo. Os carboidratos são diminuídos, mas não podem ser cortados porque eles são uma fonte primária de energia na hora da luta. É um processo interessante. Na semana da luta os lutadores comem muita salada verde, corta-se todo o sal e o açúcar porque são elementos que retém líquidos, o que dificulta o corte de peso e usa-se o limão como tempero, em alguns casos a comida é sem tempero algum”, conta.
Lula também aproveitou o assunto para explicar a importância da alimentação correta durante o corte de peso, uma vez que o desempenho deve ser priorizado em relação apenas ao fato de o peso da categoria ser batido.
“É um trabalho bem criterioso de ser feito. Uma pessoa muito boa (neste caso, o nutricionista) deve estar trabalhando junto pra que o lutador perca peso sem perder desempenho. Não adianta nada o cara passar por um corte de peso enorme e na hora de lutar se cansar no meio do primeiro round ou no começo do segundo. Certamente esse lutador vai perder o combate. Se o corte de peso não for bem feito, todo o trabalho de meses é jogado no ralo”, conta.
Lula Guerreiro contou como funciona a alimentação de seus atletas no período pré-combate, sempre reforçando que seu trabalho é feito em conjunto com um médico e um nutricionista, que sempre viajam junto com ele e os treinadores dos lutadores para que tudo dê certo na hora da luta, tanto no ponto de vista nutricional, quanto na parte funcional do aproveitamento dos alimentos. Além disso, o médico tem papel fundamental na manutenção da saúde dos atletas, uma vez que o organismo passa por um período de privação de nutrientes muito grande durante os últimos dias antes da pesagem e só um médico pode ser responsável pela reidratação e reposição de sais minerais dos lutadores logo após a pesagem.
“No caso específico dos atletas de MMA, depende do quão perto ou longe eles se encontram da competição. Durante a fase de treinos para força é a época onde a alimentação tem um nível calórico muito alto. O cara tem que comer muito carboidrato, muita proteína, até pra auxiliar na construção muscular do lutador”, finaliza.



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CEASA PROMOVE CAMPANHA CONTRA O DESPERDÍCIO


O dia mal amanhece e já se pode ver o chão da Central de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa) forrado de frutas e verduras. O descuido na hora de descarregar o caminhão fica claro. Na Ceasa, boa parte da produção de vários meses vira lixo em apenas um dia de trabalho.
Ailton Valente, 52 anos, é produtor rural e afirma que o desperdício ocorre principalmente com as folhagens. Os alimentos menos perecíveis, como cebola e batata, também são desperdiçados, mas em menor quantidade. O carregador José Dias, 28 anos, trabalha na feira há três anos e diz que muita coisa que cai das caixas na hora de descarregar do caminhão, é possível levar para casa, porém vai direto para o lixo. “Sempre tem um fiscal cobrando as taxas dos produtores, mas não há funcionários para verificar o desperdício. Acredito que isso aconteça por falta de organização. Se cair alguma coisa no momento em que estou carregando, não posso parar para pegar. O cliente não espera e o patrão tá em cima”, afirma José.
No final do dia é visível a quantidade de alimentos desperdiçados. Geralmente, pessoas se aglomeram para recolher os restos jogados em tonéis de lixo ou no chão. Dona Maria Inês, 56 anos, vai à Ceasa todo final de semana e garante que consegue pegar muita coisa boa. “Sustento os meus quatro netos com tudo que levo daqui. É muita coisa boa no lixo. Levo para mim e também dou um pouquinho para os vizinhos, mas conheço gente que leva para vender, gente que até abriu uma quitandinha”, diz.
Programa Desperdício Zero
Para reduzir as perdas, a Ceasa criou o programa Desperdício Zero, que pretende fazer a coleta das sobras, e posteriormente, distribuí-las à famílias carentes e entidades cadastradas na iniciativa. Essa medida evita que duas mil toneladas de alimentos sejam desperdiçadas.
Muitos feirantes também fazem doações, é o caso do produtor Jadilson Neves. “Toda segunda e sexta-feira vêm voluntários aqui na Ceasa para pegar frutas e verduras para levar para creches, asilos e outras pessoas que precisam. A gente sempre acaba ajudando no que pode”, afirma o produtor.
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