Preço discrepante não condiz com semelhança entre produtos

Por Laísa Vinhas, Larissa Rehem e Maria Fernanda Nalon


Cintos, sapatilhas, rasterinhas, saias, blusas. Esses são exemplos de peças que podem ser encontradas tanto na Feira dos Goianos - Pólo de Confecções de Taguatinga -, como na Feira da Lua, o que muitos consumidores não sabem é que elas são vendidas por preços completamente diferentes e muitas delas vem do mesmo fornecedor.
Segundo os feirantes da Feira dos Goianos vários expositores da Feira da Lua compram os produtos em atacado no Pólo de Confecções de Taguatinga, há também os que tem banca nas duas feiras e os que compram os produtos do mesmo fornecedor.
Um feirante, que não quis se identificar, nos disse que tem uma banca sem nome na Feira dos Goianos e expõe também na Feira da Lua. Naquela ele vende mais produtos e nesta ele expõe apenas os folheados, pois o público das feiras são totalmente diferentes.
A assessoria da Feira da Lua afirma que prioriza trazer expositores de outros estados para Brasília, pois assim a feira será composta de novidades e peças que não são vistas por aqui.  Mas a Equipe do Jornal Esquina encontrou produtos muito semelhantes com uma diferença de R$20,00 no valor final.
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Além da Visão

Deficientes visuais encontram na dança uma forma de recuperar a vontade de viver, enxergar o mundo com outros olhos e transformar a própria vida no Distrito Federal

Por Manuela Rolim

Há dois anos, a professora de dança Alessandra Rizzi, realiza um trabalho voluntário em Taguatinga. As aulas de dança ocorrem na Biblioteca Braille Dorina Nowill, para uma turma de 20 alunos com deficiência visual. Eles aprendem vários estilos, como o bolero, forró, valsa, entre outros.

André Ricardo da Silva, 36 anos, é aluno há quase dois anos. Diabético, ele sofreu uma lesão na visão e há quase dez anos perdeu a visão do olho direito totalmente e, pelo olho esquerdo, André só enxerga vultos. A relação com a dança começou quando foi divulgar seu trabalho como artesão de origami na biblioteca onde as aulas são ministradas. Incentivado por uma funcionária, começou a fazer as aulas e, hoje, afirma que isso mudou sua vida. “De madrugada eu coloco um cd e fico treinando”, conta.

Para André, a dança também funcionou como uma terapia, quando o dançarino teve outro problema de saúde: um câncer. “A dança era a única que me satisfazia, tenho certeza que ela me curou”, diz.

Waldeci Brandão Alves, diferente de André, sempre sonhou aprender a dançar e já faz isso há seis anos. Com uma doença chamada retinose pigmentar desde o nascimento, ela afirma que as aulas são uma terapia. Waldeci acredita que a arte de dançar faz muito bem à saúde e, principalmente, para ela que tem hipertensão.

Veridiano Vicente de Moura sofreu um acidente quando trabalhava na Companhia Energética de Brasília (CEB), em 1978. Há quase dois anos freqüentando as aulas de dança, incentivado por funcionários da Biblioteca Braille Dorina Nowill, ele afirma que adora dançar e fazer apresentações, mas que “a gente que é deficiente nunca vai dançar igual a alguém que enxerga”.

De acordo com Alessandra Rizzi,o grupo de alunos já fez muitas apresentações em escolas e, inclusive, no Fórum da Pessoa com Deficiência Visual, em 2010. Para ela, a dança é tudo na vida dessas pessoas.
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2ª Marcha contra a Corrupção reúne mais de 20 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios

Os manifestantes caminharam do Museu da República até a Praça dos Três Poderes

Por Flávia Franco

A segunda Marcha contra a Corrupção em Brasília reuniu cerca de 20 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios, no último dia 12 de outubro. O protesto, que é apartidário, foi a favor da aprovação da lei da Ficha Limpa para as eleições municipais de 2012, contra o voto secreto no Senado e a favor da inclusão de corrupção como crime hediondo.

Antes de começar, houve bate boca entre alguns dos manifestantes contra pessoas que usavam camisetas de partidos políticos.  O advogado de 60 anos Eury Luna foi vaiado por carregar uma faixa dizendo “Eu apoio a Eliana”. Os organizadores do evento, que estavam em um trio elétrico, pediram que ele abaixasse a faixa, alegando que o movimento não é partidário. Os manifestantes entenderam que a faixa era em apoio à deputada Eliana Pedrosa (DEM).

Tudo não passou de uma enorme confusão. Eury levou a faixa em apoio à juíza Eliana Calmon, que disse que existem muitos bandidos atrás da toga, fazendo referências a juízes corruptos. “Não passou pela minha cabeça que nesse momento existisse uma outra Eliana no Brasil que merecesse apoio de um movimento como esse”, disse. O advogado também ressaltou que “há muito tempo não se tem manifestações populares. Nos últimos anos, eram sempre organizadas por partidos, sindicatos ou outras organizações. Essa não, ela é espontânea”.

César Galvão, estudante de 22 anos, esteve na primeira marcha, que aconteceu no dia 7 de setembro. Para o estudante, a lição mais importante é a reflexão. “Põe o pessoal para pensar. A ideia é mobilizar as pessoas, não o governo”.  O rapaz estava com um grupo que carregava uma faixa com a frase: “O povo não deve ter medo do governo. O governo é que deve ter medo do povo”.

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- No dia da independência, cidadãos marcham pela moralidade.

Entre os manifestantes estavam pessoas de todas as idades. Apesar de a maioria ser de jovens, também compareceram idosos e adolescentes. Para a servidora pública Ana Lúcia Osório, de 47 anos, o mais importante da marcha é o encontro de gerações. “Há 30 anos eu estava aqui nas ‘Diretas Já’. Dez anos depois no ‘Fora Collor’”.

A servidora pública também esteve na primeira Marcha contra a Corrupção. “Dessa vez tem um pouco de ‘politicagem’. A OAB se aproveita um pouco disso. Na primeira vez era só a gente, os ‘cidadãos comuns’”, comentou em relação à faixa no trio elétrico que dizia “A OAB em defesa da CNJ”. No evento, estavam presentes o presidente da OAB nacional, Ophir Cavalcante, e presidentes regionais da Ordem dos Advogados do Brasil.

Gritos contra políticos corruptos
Ao longo da marcha, as pessoas gritavam diversos bordões, criticando atuação de alguns políticos. O presidente do Senado, José Sarney, foi um dos mais atacados. Os policiais que estavam no Congresso Nacional também foram alvo dos manifestantes, que gritavam “você aí parado, também já foi roubado”. Em resposta, os policiais apenas riam e tiravam fotos da marcha.

Momento crucial
O ápice do evento foi o Hino Nacional, cantado em frente ao Congresso. Nesse momento, toda a gritaria parou e cerca de 20 mil vozes se uniram para cantar a primeira parte do hino. Durante a caminhada de volta, os manifestantes correram para o gramado em frente ao Congresso, para ‘limpar’ a corrupção. Ao mesmo tempo, policiais desciam de um ônibus no local. Para evitar uma confusão, pessoas que estavam no trio elétrico pediram a todos que não fossem para a grama. “Não vamos dar motivos para confusão. A nossa manifestação é pacifica”.

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A esperança em um sorriso

Hospital Dia, na Asa Sul, faz festa para comemorar o Dia das Crianças

Por Kaká Guimarães

Foto: Luiz Cunha
Era para ser outra segunda-feira qualquer no Hospital Dia, prédio que passa quase despercebido na 508 Sul.Passava das 11h da manhã e os preparativos começaram para uma grande festa idealizada por um grupo de voluntários parceiros da Secretaria de Justiça do DF, junto a jovens universitários e as enfermeiras do hospital. O evento foi organizado para crianças carentes que sofrem de diabetes, AIDS, hanseníase, entre outras doenças.

O centro de saúde foi preenchido por uma onda de alegria. Tinha palhaço, mágico, brincadeiras, cama-elástica, bolos, salgadinhos e docinhos. Mas nem sempre é assim, durante a semana o Hospital Dia atende cerca de três mil pessoas que passam por lá para tomar medicamentos.

No meio a tantas dificuldades na saúde pública do DF há esperanças no sorriso de pessoas que amam o que fazem. É o caso da enfermeira Alessandra Lacerda, servidora da Secretaria de Saúde do DF. “No hospital, nós acolhemos, informamos e tranquilizamos os pacientes. A relação de confiança e amizade que construímos é muito forte. Muitos deles são discriminados pela sociedade e sofrem traumas horríveis. Aqui eles recuperam a autoestima e resgatam sua fé e identidade.”

A Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos oferece serviços voluntários a instituições interessadas. Por meio de seu projeto de voluntariado tem visitado hospitais, creches, asilos e outros locais onde falta solidariedade. Segundo a Gerente de Voluntariado Jéssica Oliveira, quem precisar da ajuda de voluntários pode entrar em contato pelo telefone: 3355 8000.
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Jogo de futebol comemora aniversário da cidade do Gama

Por: Camila Griguc

Ex-jogadores entraram em campo para entreter a população local


Fotos: Sérgio Vinícius
A cidade do Gama-DF completou 51 anos no dia 12 de outubro. Entre os eventos realizados para prestigiar a data, foi organizado um jogo de futebol com o time da cidade. A equipe era formada pelos ex-jogadores que conquistaram o primeiro título do clube, em 1979. O adversário da partida comemorativa era o Brasileira Master, uma equipe formada por jogadores que já atuaram pela seleção canarinho em outros tempos.

Todos os jogadores em campo têm idade acima de quarenta anos. A partida começou devagar. Em destaque, no elenco do Gama, Evandro Chaveirinho, campeão brasiliense pelo time em 1990, e Lindomar, que ajudou o Gama a conquistar seu maior feito, o campeonato brasileiro da série B de 1998. Já do outro lado, quem chamou a atenção foram Viola e Augusto. Este já participou da seleção brasileira na década de 1990 e consagrou-se jogando pelo Gama.

Depois que o jogo ganhou ritmo, quem levou a melhor foi a ex-seleção brasileira. A equipe ganhou de goleada por 6 a 0. Quem mais se movimentou em campo foi Viola. O jogador foi o que mais correu durante a partida, marcando dois gols. Nenhum dos participantes conseguiu disfarçar a emoção e a alegria de encontrar velhos parceiros. "É muito bom poder reencontrar todos os amigos aqui, bem, e fazendo que mais gostamos: jogar bola", disse o goleiro Hélio.

Emocionado com os gritos da torcida, o ex-jogador do Gama, Lindomar, que agora mora em Goiânia, disse: "É triste que o Gama esteja passando pelo que está atualmente. Torço para o time sair dessa situação. Foi muito bom um jogo como esse para lembrar das minhas origens".

Espetáculos completaram a festa de 51 anos do Gama

Fotos: Sérgio Vinícius
As comemorações dos 51 anos de uma das cidades mais antigas do DF, o Gama, foram animadas. Depois do jogo de futebol com os ex-jogadores do time local contra o Brasileira Master – equipe formada por jogadores que já atuaram pela seleção canarinho em outros tempos – a população continuou a festa fora do estádio da cidade, o Bezerrão.

O jogo nem havia terminado, mas o movimento do lado de fora já estava intenso. No local, havia um palco para receber o show do cantor sertanejo Leonardo. Vendedores ambulantes, barracas de artesanato e comidas típicas também estavam disponíveis para atender ao público da festa. Para as crianças, foi montado um parque de diversões que causou euforia na garotada. Nem a chuva conseguiu desanimar a população.

A cidade completou 51 anos no dia 12 de outubro e, para abrir as festividades, ocorreu um desfile de alunos das principais escolas do Gama com a banda do Corpo de Bombeiros e outros personagens.

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Jovens bruxas

Por Aline Carvalho

Esqueça a verruga na ponta do nariz. As bruxas do mundo atual são fisioterapeutas, professoras, jornalistas e até modelos

Gwydion e a vassoura que "varre e purifica o ambiente"
(Foto:Arlane Carvalho)
          Os filmes de bruxa que se tornaram febre na década 90, como “Sabrina – Aprendiz de feiticeira” (1996) e “Da magia à Sedução” (1998) retratavam o mundo da bruxaria. Voar com vassouras,  casas enfeitadas com abóboras e gatos pretos fazem parte de um cenário macabro, típico de festas de Halloween.  A realidade das “novas” bruxas é bem diferente.


De certo que em muitos rituais as vassouras são utilizadas. Não para voar. E sim para “varrer as impurezas do ambiente”, como descreve a bruxa fisioterapeuta Leilane Camargo, 51 anos, que é praticante da bruxaria há duas décadas. Para ela, a bruxaria é uma forma de estar conectada à sua própria espiritualidade: “Na bruxaria encontrei um caminho. Aqui a energia da natureza me move, e eu me sinto muito bem”.


            Os gatos pretos - que para muitos representam azar - para as jovens bruxas não fazem mal algum: “Antigamente os gatos pretos possuíam um simbolismo ligado ao oculto. Hoje, pelo menos para mim, não tem nada demais com o animal. Muito menos coisas negativas”, relata a modelo Joana Mendes, 22 anos, que pratica bruxaria desde os 15. A jovem que começou a se interessar por ocultismo por não se encaixar em nenhuma religião cristã, diz que a doutrina Wicca transformou a sua vida: “a Wicca não é religião. Nós promovemos o respeito e a diversidade acima de tudo. Bruxas não são aquilo que as pessoas julgam, de ser ruim, de fazer o mal”.


            Relacionar a bruxaria com magia negra é algo inadmissível para algumas bruxas. A professora Stéphane Romano, 31 anos, explica que, como toda forma de fé e religiosidade, as pessoas podem usar seus dons e o poder da mente para o bem e para o mal: “Somos bruxas e buscamos nos elementos da natureza a nossa paz de espírito e do espírito do Universo”.


A professora, que é bruxa há cerca de quatro anos, relata que faz a chamada magia branca. “Faço meus rituais. Danço, me sinto livre. Emano pensamentos positivos ao mundo, a mim mesma e às pessoas que quero bem.”


“Quando falamos em feitiço, em magia, em qualquer coisa ligada ao misticismo, as pessoas recriminam. Mas o pré-conceito faz com que essas pessoas tenham medo de conhecer novas coisas. Ninguém precisa se tornar bruxo. Mas se conhecessem não julgariam tão mal”, desabafa a jovem bruxa.


            O mundo das bruxas não é exclusivamente feminino. O estudante João Matias, 23 anos, se tornou praticante da bruxaria aos 18. “Purifico os ambientes, afasto a energia negativa. Hoje sou uma pessoa melhor e mais consciente”.


            A jornalista Concita Varella, 48 anos, participa de um grupo de bruxas há pelo menos 13. “Somos um grupo de mulheres diferentes, com idades diferentes, mas somos também, o espelho uma da outra”. 


A bruxaria, para a jornalista, é uma espécie de metamorfose do próprio pensamento. “O Plenitude [grupo do qual participa], tem uma história longa de crescimento espiritual, de transformação de nós mesmas”. Os rituais de que Concita participa são regados de danças circulares e pedidos de proteção à Deusa Mãe Natureza.   “Um incenso, uma vela acesa não faz mal a ninguém. Se isso for considerado bruxaria, então, é isso mesmo”, ri a jornalista.


 
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UniCEUB começa temporada com mais um título em jogo eletrizante

Por equipe do Esquina On-line
Atual campeão do NBB, a equipe do UniCEUB/BRB abriu a temporada 2011/2012 do basquete brasileiro com mais um título. Em jogo disputado até o ponto final, o time de Brasília venceu o Flamengo por 85x82, na manhã deste domingo (9), no Ginásio Nilson Nelson, que recebeu mais de 12 mil torcedores entusiasmados.

 Nem mesmo os 28 pontos do ala Marcelinho, cestinha do jogo, foram suficientes para evitar a derrota da equipe rubro-negra. Pelo lado do UniCEUB/BRB, o ala Alex foi o maior pontuador, com 27 pontos e 60% de aproveitamento em bolas de três pontos.

                O time de Brasília esteve na frente na maior parte do jogo, chegou a abrir 13 pontos, porém o jogo ficou equilibrado a partir da metade da partida. No terceiro quarto, a equipe carioca chegou a abrir 10 pontos de diferença. A torcida do time carioca marcou presença e, embora, em menor número, fez muito barulho durante todo o jogo. A torcida de Brasília entusiasmou-se no último quarto e silenciou os rubro-negros. A um minuto do final, a vitória já estava decretada.

Saiba mais sobre o jogo (lance a lance) em nosso twitter (@jornalesquina) e facebook (Jornal Esquina)
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