“Não prestei consultoria a empresas públicas”, disse Palocci

Ministro-chefe da Casa Civil concedeu entrevista exclusiva ao Jornal Nacional nesta sexta-feira (3).

Por Ieudo Lacerda

Em entrevista exclusiva ao Jornal Nacional nesta sexta-feira (3), o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, declarou que cumpriu todas as exigências da presidência para prestação de contas referentes a acusação de enriquecimento ilícito por meio de sua empresa, Projeto.
Segundo Palocci, a empresa foi registrada em seu nome juntamente com um sócio. O ministro afirmou ainda nunca ter trabalhado diretamente com empresas públicas.
 
“Em nenhum momento o empreendimento envolvia órgãos privados ligados a órgãos públicos. O que fazia era prestar consultoria para empresa privada. Se ela tinha interesse público, é questão de departamento da própria empresa que solicitou minha consultoria”, disse.
 
Palocci destacou que nenhuma informação da sua empresa é secreta, e que cabe aos órgãos competentes analisá-las, pois todos os pagamentos foram registrados em notas fiscais.
Apesar disso, o ministro afirmou que não pretende revelar sua lista de clientes e nem os faturamentos dos anos anteriores. “Os números exatos da empresa são reservados e não dizem respeito ao público”, completou.
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Petrobras registra queda de investimentos

Pela primeira vez desde 2003, os investimentos, no primeiro quadrimestre, não foram maiores que no ano anterior

Por Dyelle Menezes
Os investimentos da Petrobras diminuíram R$ 5,2 bilhões nos quatro primeiros meses de 2011, em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (03/06), pela ONG Contas Abertas. Em termos percentuais, comparado com o orçamento anual, é a menor execução para o período dos últimos cinco anos.

Do orçamento total, de R$ 91,3 bilhões, foram utilizados apenas R$ 20,5 bilhões, cerca de 22,4% do previsto. No ano passado, no período, já havia sido investido 29,1% do valor anual proposto.

É a primeira vez desde 2003 que o investimento cai entre anos consecutivos. Dos R$ 5,9 bilhões dos quatro primeiros meses daquele ano, até os R$ 25,6 bilhões dos mesmos meses, em 2010.  

Na primeira quinzena de maio apareceram os primeiros sinais do corte. Após reunião do Conselho de Administração da estatal, notícias foram veiculadas sobre a revisão do Plano de Negócios para o quinquênio de 2011-2015. A sugestão era reduzir em R$ 55,7 bilhões a proposta inicial de investimento, da ordem de R$ 414 bilhões.

A Petrobras foi responsável neste quadrimestre por 84,5% do montante investido pelas empresas estatais brasileiras. Consequentemente, a queda registrada nos investimentos da empresa no período ocasionou fato histórico. Nesta década, em valores correntes, é a primeira vez que é observada queda nos investimentos do conjunto das empresas estatais, entre janeiro e abril.
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Em entrevista ao JN, Palocci declara inocência

"O mais difícil é provar o que não se fez", disse o ministro. Entrevista foi ao ar nesta sexta-feira (3).
Por Giselle Mourão
O ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, em entrevista ao Jornal Nacional desta sexta-feira (3), esclareceu diversas questões sobre as atividades de consultor político e de sua empresa Projeto.
O ministro afirmou que nunca fez consultoria a órgãos públicos e que todos os contratos estavam de acordo com a lei. “Posso afirmar que toda a arrecadação se deu por meio de contratos. Nenhuma informação da minha empresa é secreta", completou.
Questionado sobre a transparência dos diversos contratos, Palocci esclareceu que não vai expor os acordos em um ambiente que classificou como “de conflito político”.
O ministro declarou ainda que não possui pendências com a Receita Federal. “Todos os bens estão registrados em cartório. Entreguei tudo para a Comissão de Ética e me afirmaram que não tinha nada errado. Estou disponível para esclarecimentos em todos os órgãos da Controladoria”, concluiu.
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A temida apresentação da monografia

Os percalços e dificuldades dos alunos na conclusão do curso.
Por Ilza Gonçalves e Flávia Otero
Final de semestre é sempre igual: enquanto  professores se esforçam para cumprir o conteúdo programado, alunos suam a camisa com os trabalhos e provas finais. Porém uma parcela de estudantes tem de conviver com uma pressão a mais neste período: a temida monografia.
Também conhecida como Trabalho de Conclusão de Curso, a monografia consiste em uma pesquisa acadêmica, em que o aluno que pretende obter o título de graduação elabora um trabalho para uma banca avaliadora. Por meio da abordagem de um assunto específico, é desenvolvido um problema de pesquisa que pode ser analisado por revisões bibliográficas, entrevistas e até trabalhos práticos, dependendo da área de conhecimento.
O jornal Esquina entrevistou alunos da Faculdade de Comunicação Social do UniCeub para saber como andam os ânimos dos estudantes que vão se formar.
O estudante Tarso Veloso, 24 anos, é um deles. Ele conta que escolheu o tema da monografia a partir de sua experiência profissional no jornal Valor Econômico. “Trabalhar e fazer monografia é muito difícil, optei por uma área que tivesse maior infraestrutura e facilidade de fontes”, enfatiza. Tarso diz, ainda, que agora está seguro para fazer a defesa, na próxima terça-feira. “Fiquei tenso para preparar, fiquei preocupado com prazos, agora, como sei que o trabalho ficou bom, estou seguro”, comenta.
Gabriela Coelho, 21 anos, sempre foi apaixonada por jornalismo político, ontem defendeu seu trabalho para a banca de professores, e comenta o nervosismo. “É claro que fiquei tensa, pensei mil coisas, mas depois vem a sensação de dever cumprido e agora me sinto aliviada”. A estudante foi aprovada nesta quinta-feira.
O professor Sérgio Euclides Souza, que ministra uma oficina de preparação para os alunos, diz que “a monografia é um ritual de passagem do estudante para a vida adulta”. Ele afirma, ainda, que é o momento em que a sociedade quer saber as condições de desempenho de quem vai entrar no mercado, da capacidade do estudante de produzir uma pesquisa.
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Vermelho torna pessoas mais atraentes e potencializa reação humana

No entanto, exposição à cor também prejudica atividades mentais, diz estudo.

(Divulgação/A Garota da Capa Vermelha)
Por Luís Felipe Sardenberg

Nos últimos anos, o cientista norte-americano Andrew Elliot se especializou em cores. Mais especificamente, naquela que simboliza status, vigor e paixão em diversas culturas: o vermelho. Elliot já publicou cinco estudos sobre os efeitos que essa cor exerce nos seres humanos. No mais recente, divulgado em abril na revista científica Emotion, ele revela que a coloração potencializa a reação humana. Ou seja, ao enxergar o vermelho as pessoas agem mais rápido e com mais força do que fariam normalmente na mesma situação.

A pesquisa, conduzida nos Estados Unidos por Elliot e Henk Aarts (da Universidade de Utrecht, na Holanda), teve dois experimentos. No primeiro, 30 alunos de um período escolar equivalente ao Ensino Básico foram orientados a ler em voz alta o número de inscrição escrito em vermelho ou cinza. Em seguida, abriam uma presilha de metal. No segundo teste, 46 graduandos apertavam um handgrip (aparelho para exercitar o antebraço) o mais forte que podiam quando a palavra “apertar” aparecia na tela de um computador — em um fundo vermelho, azul ou cinza.

O brilho, matiz e intensidade das cores foram equiparados para assegurar que as variáveis não afetassem o resultado. De acordo com o estudo, em ambos os cenários, o vermelho aumentou significativamente a força exercida e a rapidez da reação.

Desejo

Andrew Elliot constatou também que homens de vermelho atiçam o desejo feminino. Para essa análise, ele realizou sete experimentos com 288 universitárias heterossexuais ou bissexuais de quatro países — Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e China. Elas viam fotos de jovens com roupa azul, branca, cinza, verde ou vermelha. Em outro teste, os rapazes eram vistos em fotos preto e branco com o fundo em difentes cores. Em todos os casos, os de vermelho eram vistos como os mais atraentes, poderosos e sexualmente desejáveis para as mulheres.

O resultado foi semelhante ao registrado dois anos antes em outra pesquisa — dessa vez com foco no público masculino. Nesse trabalho, Elliot verificou que os homens também preferiam mulheres de vermelho.

Contexto

O cientista alerta, porém, que nem sempre o vermelho é capaz de melhorar o desempenho ou a percepção. Em estudo anterior, ele concluiu que a exposição a essa cor prejudica atividades mentais como a realização de testes de QI. “O vermelho tem diferentes implicações para os sentimentos, pensamentos e comportamentos. Tudo depende do contexto”, escreveu.
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Vídeo do Exército mostra viagem dos estudantes de jornalismo do UniCEUB

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"A relação PT e PMDB é um casamento estável", diz líder do governo

Vaccarezza participou de almoço com membros da base. O ministro Luiz Sérgio, que também compareceu, afirmou que atritos são normais.

O líder do governo (dir), deputado Cândido Vaccarezza,
ao lado do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
(Vinicius Werneck/G1)
Por Vinicius Werneck
O líder do governo na Câmara, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou, nesta terça-feira (31), que não existe crise entre os dois principais partidos governistas, PT e PMDB. De acordo com ele, a relação entre os dois grupos pode ser considerada um "casamento estável".

"O PMDB é um dos pilares fundamentais para sustentação e defesa do governo na Câmara. A relação entre PT e PMDB é de casamento estável. É claro que em uma base ampla existem discussões, mas isso não dissolve um casamento", disse Vaccarezza.

A frase foi dita após um almoço com deputados de ambos os partidos. A reunião também contou com a presença do ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, e com o vice-líder do PMDB na Câmara, o deputado carioca Eduardo Cunha.

Para o ministro, atritos como os que ocorreram com a votação do código florestal são comuns e não podem ser "levados com tanta seriedade". Ele afirmou que a reunião não foi extraordinária e que este tipo de encontro ocorre mensalmente para que deputados da base aliada analizem e se preparem para a agenda de votações no Congresso.
Bancada governista da Câmara se reúne com o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio
(Vinicius Werneck/G1)

"O PMDB é parte do governo. E temos que ressaltar que 21 projetos foram aprovados por esta base. Só tivemos um ponto de divergência. Não foi a primeira vez e não deve ser a última, isso é normal entre partidos", lembrou.

Já o representante do PMDB, Eduardo Cunha, enfatizou que não existem mágoas ou "sequelas" entre as legendas e negou os boatos de que haveria uma "pressão interna" por parte de seu partido para que os articulistas do governo fossem substituídos.

"Nós, do PMDB, estamos muito satisfeitos com a articulação do líder Vaccarezza e do ministro Luiz Sérgio. A única coisa que o PMDB sempre colocou é que temos que conversar mais. Isso não significa trocar com quem vai se conversar", afirmou.
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