Diminuição da faixa etária para doar sangue não aumenta estoque

Por Ludmyla Barbosa
Video e Fotos: Luiz Leão

A partir desse ano os doadores de sangue não precisam ser maiores de idade. Jovens com mais 16 anos podem ser voluntários. Segundo informações da Fundação Hemocentro de Brasília (FHB), com a menor faixa etária, o Hemocentro pretende conscientizar os jovens cada vez mais cedo para a necessidade de colaborar.

Apesar do Hemocentro abrir as portas para mais doa dores,os estoques do hemocentro estão em baixa. A chefe de captação do FHB, Lauciene Maria, afirma que os menores de 18 anos começaram a aparecer, mas ainda não foio suficiente para alavancar a quantidade de sangue estocado.
Dados publicados no Congresso Brasileiro de Hematologia e Hemoterapia (HEMO/2011) mostram o quanto a sociedade brasileira está longe de atingir o número ideal de doares, que varia de 3% a 5% da população doando uma vez por ano. Hoje esse número é de aproximadamente 1,9%. 
Lauciene explica que todos os tipos sanguíneos então em falta. Quando isso ocorre, o hemocentro recorre à “doação convidada”. Isso quer dizer que a fundação liga para antigos doadores, já registrados, para chamá-los a doar. Ela garante que a ação consegue aumentar de forma relevante os estoque sem períodos de crise.
Impulso- A estudante de técnica em odontologia, Jéssica Neiva, 21, se voluntariou pela primeira vez depois do convite da escola onde estuda em Planaltina, a 38quilômetros de distância. “Sempre tive vontade de doar, só faltava aquele impulso, o pessoal foi nos chamar, eu acabei vindo”, confessa Jéssica.
A colega dela, Elaine Fernandes, 32, doa sangue há dois anos e não perdeu a oportunidade de se juntar ao grupo para doar sangue pela oitava vez. Ela diz que é muito importante se conscientizar porque é um ato de solidariedade que salva muitas vidas.  

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75%das pessoas que trabalham no DF vieram de outro Estado, afirma pesquisa do Ipea

Por: Gleice Oliveira

O Distrito Federal é o primeiro do país com maior número de trabalhadores nascidos em outros estados. Ao todo, 75% da mão de obra local são de fora. O número foi divulgado por uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Os dados do (Ipea) indicam que o caso do Distrito Federal é peculiar por se tratarde uma cidade-estado e por carregar em sua história trabalhadores vindos do Brasil inteiro. Criada antes para receber 500 mil habitantes, hoje contabiliza uma população aproximadamente 2,5 milhões de pessoas, segundo dados do IBGE. A cidade foi criada para ser sede do governo federal, por esse motivo houve atração e incentivo migratório.

Foto: Desembarque na Rodoviária Interestadual de Brasília
Esperança - Ao desembarcar na Rodoviária Interestadual de Brasília, Ananda Lira, 22 anos, diz que é a segunda vez que veio para o DF e que dessa vez veio para morar.“Estou aqui para tentar construir um futuro melhor. Decidi sair de Marabá, cidade do interior do Pará, para tentar uma vida melhor aqui. Pelo que pude perceber, o DF pode me oferecer muitas oportunidades de crescimento”. Ela veio morar com a irmã, concluir o ensino médio, “que está atrasado” e depois conseguir um emprego.


Depoisde três anos morando com a esposa no Piauí, Marcelo Silva, 29 anos, marceneiro, retornou para o DF por motivo de trabalho. “Quando me casei, fui morar próximo à família da minha esposa. Só que lá eu ganhava quase três vezes menos que no DF. Depois que nasceu meu filho minha esposa e eu decidimos voltar para tentar oferecer um futuro melhor para ele. Aqui eu tenho mais trabalho e ganho melhor”, declarou.

A cidade nova, criada há 51 anos, oferece boas oportunidades principalmente na área de construção civil. Isso é o que afirma Airton de Oliveira, 45 anos, mestre de obras, natural do Rio de Janeiro. “Trabalho aqui em Brasília há mais de cinco anos. Minha família, minha esposa e meus filhos são cariocas e moram no Rio. Moro aqui de acordo com a demanda da empresa que trabalho. O meu campo de trabalho aqui acolhe muito bem, principalmente pelo constante crescimento da cidade”, relatou.

Mais sobre a pesquisa: A pesquisa do Ipea foi realizada nas dez maiores regiões metropolitanas do Brasil com pessoas de faixa etária de 30 a 60. A Região Metropolitana de São Paulo vem logo em seguida, sendo a segunda do país com 45% dos trabalhadores vindos de outros estados.

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Doadores precisam seguir “vida saudável”

Por Renata Franco

Quem deseja se tornar doador de sangueprecisa seguir recomendações de “vida saudável”. Não serão aceitas doações de portadoresde doenças infecto-contagiosas (Sífilis, AIDS, Chagas, malária, hepatite B ouC), pessoas com vários parceiros sexuais e que mantiveram relações sem o uso dacamisinha nos últimos 12 meses, usuários de drogas injetáveis e mulheresgrávidas, que estão amamentando ou tiveram aborto nos últimos 3 meses.

Que não está nessesgrupos precisa seguir as condições para a doação mesmo assim. “ Não ter bebidonas últimas 24 horas, não ter colocado piercing ou tatuagem nos últimos 12meses, não estar usando medicamentos” , relata o médico Luiz Atta, 53.

“Meu sangue é O+,sempre que tenho a possibilidade, vou no hemocentro doar, já que o meu sanguepode ajudar muita gente”, comenta a arquiteta Claúdia Mendes,45.

Conscientização - O hemocentro tem um projeto chamado “Hemocentro nasescolas”, com o pensamento de que desde cedo as crianças precisam aprender a importância do ato dedoar sangue. Na adolescência, os jovens estão construindo novos valores. É importante, que desde cedo todos entendam o valorda doação de sangue.

 O artista Lee Ki Seug, criou bolsas de sangueem formato de bota de papai Noel, além de uma proposta interessante, as botasainda ajudam na decoração de natal nos hemocentros. O pensamento do artista, éque o melhor presente que você pode colocar na botinha, é que a doação desangue possa salvar a vida de alguém. As propostas e campanhas feitas peloshemocentros em relação a doação, sempre é feita no final do ano, já que osestoques de sangue, por causa dos acidentes durante a comemoração do natal eano novo, deixando uma grande baixa nos estoques de sangues.





ALIMENTAÇÃO ACONSELHÁVEL PARA A DOAÇÃO:


a) No dia anterior à doação:
- Alimente-se normalmente e hidrate-se bem.

b) No dia da doação pela manhã (das 7 às 12 horas):
-Não doar sangue em jejum: alimentar-se com leite de soja ou desnatado,suco,
frutas (menos abacate e jaca),  café, chá, pão com geléia;
-Não ingerir leite integral e seus derivados (manteiga, queijo, iogurte) ou alimentos gordurosos
até três horas antes da doação;
-Ingerir 02 copos de água antes da doação;

c) No dia da doação à tarde (das 12 às18 horas):
-Tomar o café da manhã normalmente, a restrição quanto a alimentosgordurosos antes da
doação é de 3 horas;
-Doar sangue 02 horas após o almoço (obedecer o período da digestão);
-Alimentar-se normalmente com carnes grelhadas, saladas, arroz, feijão;
-Não ingerir alimentos gordurosos (frituras, ovos, massas, maionese, sorvete,chocolate e etc.);
-Ingerir 02 copos de água antes da doação.



 OS CUIDADOS APÓS A DOAÇÃO DE SANGUE


-Permanecer nas dependências da FHB por pelo menos 15 minutos;
-Não fumar nas 2 horas seguintes à doação;
-Beber grande quantidade de líquidos nas 12h seguintes à doação.
-Evitar ingerir bebida alcoólica nas próximas 12h seguintes à doação.
-Pressionar o local da punção para evitar hematomas;
-Interromper atividades de esforço físico nas próximas 12 horas seguintes;
-Não dirigir veículos pesados, coletivos ou motocicletas.
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Das 265 escolas integrais no DF, não existe "ensino modelo", afirma coordenadora

Por Laísa Vinhas e Larissa Rehem
Os dados da Secretaria da Educação mostram que, no Distrito Federal, existem 265 escolas públicas de período integral, mas segundo a coordenadora da Escola Classe 18 de Taguatinga, Olair Camargo, no DF, não existe nenhuma escola que forneça um tipo de serviçomodelo. “É o modelo do ensino integral que se adequa ao espaço que a escolatem”, afirma.
Os alunos da Escola Classe 18 possuem carência de espaço. Todos que participam do período integral ficam na mesma sala, independente da idade e da série, e fazem as mesmas atividades, como aulas de informática, acompanhamento no dever de casa, oficinas e atividades lúdicas. Os alunos que desejam praticar esportes no horário integral devem pagar uma taxa de R$ 30,00 para custear o deslocamento porque como a escola não tem espaço, as crianças são encaminhadas para o SESI.
A coordenadora diz que a falha na estrutura dificulta o trabalho, mas mesmo assim o período integral tem seu lado favorável. “Nosso foco principal é tirar a criança da vulnerabilidade. De quebra ainda trabalhamos com elas a socialização, a inclusão social e ainteração”, explica Olair.
Mais três escolas particulares deperíodo integral foram visitadas, mas a situação é bem diferente da descrita acima. Há salas para todas as turmas, depois do almoço tem o horário de descanso, que varia de trinta minutos à uma hora, horário do banho, um tempo reservado para o dever de casa e reforço escolar e depois os alunos são direcionados para outras atividades. Como aulas de língua estrangeira, artes, informática, participação em atividades culturais, sociais e modalidades esportivas.
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Pais colocam filhos no período integral para mantê-los ocupados

Por Laísa Vinhas e Larissa Rehem

Mesmo com disponibilidade de tempo, pais dizem que colocam o filho no período integral para mantê-lo ocupado com atividades educativas. João Cunha, aos 8 anos, por exemplo, foi para uma escola de período integral, pois o pai, Sérgio Cunha, 42, queria mantê-lo ocupado e ver se o desempenho na escola melhorava. Mas Sérgio diz se arrepender dessa decisão.
 “Nenhum tempo a mais na escola substitui o acompanhamento de um pai e de uma mãe dentro de casa. Se fosse hoje, não colocaria João no período integral, porque o desempenho escolar dele não melhorou e eu cheguei à conclusão de que durante a infância as crianças têm mesmo é que aproveitar o tempo livre”, afirma.
Compulsão - A psicóloga Ângela Lins afirma que a “neurose” dos pais pode prejudicar as crianças.  “Os pais não deveriam se sentir pressionados com a neurose coletiva. Preservar os filhos da compulsão social e educá-los para uma verdadeira atitude criativa e construtiva seria o melhor a fazer”.
Além disso, nem todas as crianças reagem e se adaptam da mesma forma ao período integral. Todos os professores e coordenadores de escolas consultadas afirmaram que é necessário ter um acompanhamento de perto com cada aluno. Todos passam por uma fase de adaptação no início, mas existem crianças que mesmo ao longo do tempo não se adaptam e começam a ter atitudes negativas.
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Rotina atribulada diminui demonstrações de afeto, diz psicóloga

Por Laísa Vinhas e Larissa Rehem

A psicóloga infantil Ângela Lins considera que não se pode afirmar que as crianças que ficam por período extenso na escola correm o risco de ter problemas no desempenho escolar e psicológicos. "Porém há grandes chances que isso aconteça".
De acordo com a especialista, as crianças podem se privar de ter um contato mais próximo e afetivo com os pais. "Se entendemos que é imprescindível para a saúde mental e emocional da criança ter segurança e certeza do amor dos pais, essas crianças muito ‘ocupadas’ têm ainda menos tempo para sentir essa afetividade”.

Ela descreve o típico comportamento das crianças que possuem uma rotina cheia de ocupações, como ansiedade, agitação, alteração do sono e do humor.

Pais colocam filhos no período integral para mantê-los ocupados
A advogada Vânia Wanderley é favorável à ideia de escola em período integral se houver uma boa estrutura para receber os alunos. Mas o resultado no desempenho da filha, Júlia, não foi como o esperado. As notas começaram a cair.
“Acho que o que fez a nota da Júlia cair foi a falta do meu acompanhamento. A criança sente falta da ajuda e atenção dos pais, assim como da disciplina que recebe em casa. Percebi que minha filha as vezes se sentia um pouco abandonada”, explica Vânia Wanderley.
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Escoteiros já somam 60 mil em todo o país

por Maria Fernanda Alves Nalon

O escotismo foi fundado por Baden-Powell, em 1907. Baseado na Promessa e Lei Escoteira, o movimento tem como objetivo o desenvolvimento do jovem, através da prática de atividades em equipe e ao ar livre. No Brasil, o movimento conta com cerca de 60 mil afiliados à União dos Escoteiros do Brasil (UEB) e, no ano de 2010, comemorou seu centenário.

O movimento escoteiro é dividido por ramos, que são: o lobinho (crianças de 7 a 11 anos), o escoteiro (de 11 a 14 anos), o sênior (de 15 a 17 anos) e o pioneiro (de 18 a 21 anos). O ramo lobinho é baseado no Livro da Jângal, de Rudyard Kipling, que conta a história de "Mowgli, o menino-lobo".


Quando Baden-Powell criou a lei escoteira, ele decidiu por não criar leis que proibissem as crianças de fazerem alguma coisa, mas criou alguns conceitos de formação. Entre os 10 artigos criados, o que chama mais atenção é o terceiro, que diz que "o escoteiro está sempre alerta para ajudar o próximo e pratica diariamente uma boa ação", ou seja, é dever do escoteiro, lobinho, pioneiro ou sênior ajudar a todos e ser útil quando necessário. Segundo Baden-Powell, "como escoteiro, seu mais alto objetivo é servir. Você deve merecer a confiança de que, em qualquer ocasião, estará pronto a sacrificar tempo, trabalho, ou, se necessário, a própria vida pelos demais. O sacrifício é o sal do serviço."
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