Movimento escoteiro é nova opção para tirar criança da rotina escolar

Por Maria Fernanda Alves Nalon

Eles montam barracas, aprendem a fazer fogueira com lenha, sabem fazer amarras e não têm mais que 11 anos.  O escotismo é uma forma diferente de tirar a criança e o jovem da rotina escolar. É um movimento jovem educacional, e tem como diferencial o método utilizado, com o objetivo de ajudar seus integrantes a buscarem o seu autodesenvolvimento. "O objetivo do grupo escoteiro é contribuir na educação de jovens e crianças de 7 a 21 anos", conta o chefe Tadeu Júnior, do Grupo Escoteiro João XXIII, com sede no Guará II, no Distrito Federal.  

O chefe Tadeu Júnior explica melhor sobre o método utilizado - EM BREVE

O movimento escoteiro não funciona como uma babá particular. Quem trabalha com escotismo faz um trabalho voluntário e as crianças só participam se quiserem. Os pais levam as crianças para ter um dia de atividades no grupo. Se elas gostarem, voltam mais vezes e assumem o compromisso da “Lei e Promessa Escoteira”.

Há 10 anos, Elenita Alves levou os dois filhos, pela primeira vez, ao grupo escoteiro. Ela conta que conheceu o movimento quando era criança, por causa dos uniformes que eles usavam. Quando seus filhos cresceram, ela pensou na possibilidade de apresentar um grupo para eles. Sua filha entrou como lobinha e hoje já é uma escoteira e seu filho começou como um escoteiro e hoje já faz parte do ramo pioneiro. "Minha intenção foi arrumar uma atividade que integrasse aprendizagem com diversão, ensinando um pouco mais sobre trabalho voluntário, socialização, partilha, respeito e amor a Deus e à pátria", relata.


No ramo lobinho, a alcateia é divida em matilhas, cada uma com seis ou oito crianças, e eles realizam diversas atividades como primeiros-socorros, trabalhos manuais, vivência com a natureza e outros. Como são novos, os trabalhos são mais "leves" que os realizados nos ramos escoteiro, sênior e pioneiro.

Os lobinhos exercem diversas atividades fora do grupo escoteiro, como, por exemplo, um  encontro entre todos os lobinhos da cidade, denominado Jam-Bra. Todos os anos, o evento tem uma proposta diferente para as crianças. O evento é a oportunidade de eles aumentarem o seu conhecimento sobre o movimento, conhecer novos lobinhos da cidade e aprender a trabalhar em grupo.

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Pais precisam analisar as características de cada criança para escolher a atividade ideal, diz psicóloga

Por Elisa Chagas e Patricia Arce

A psicóloga infantil Adriana Andrade afirmou que é muito difícil dar um parecer fechado em relação a qual atividade é certa para cada criança. “Temos que tentar indivi­dualizar e levarem consi­deração as características de cada uma, o que ela precisa e qual é omeio em que está vivendo.”

Adriana diz que o ideal é descobrir se a ati­vidade é pertinente para a criança. “O que não pode­mos fazer é levar a criança para um extremo ou outro. Tem que ter o cuidado desaber se aquele é o movimento certo.”

Além disso, ressal­ta que uma das grandes dificuldades dos tempos atuais é que a educação tem sido delegada cada vez mais para a escola e menos para os pais. “An­tigamente, os pais tinham uma maior preocupação em acompanhar o filho, incentivar. Agora, tudo está sendo delegado para a escola. É cada dia mais comum os ‘pais de fim de semana’, que saem com os filhos apenas para brin­car e se divertir”. Para Adriana, a função de um pai atento é colocar o filho na escola, mas mesmo as­sim não abrir mão de sua educação.

Segundo ela, quando os pais não são ativos na edu­cação do filho, mexe-se principalmente com as relações familiares e com os sentimentos mais profun­dos. “Se a criança achar que não é interessante para o pai, ela não cons­trói uma referência fami­liar tão segura e estrutu­rada como deveria ser.” Cria-se então, a necessi­dade de buscarsolidez em algum lugar, e a tendência é que as crianças busquem essas referências em outra pessoa. A psicóloga ga­rante que a referência familiar é uma necessida­de essencial de cada um e que ela sempre existirá.

Rigidez - Carla Coelho, de 35 anos, é mãe de Marina, 6, e Be­nedito, 2. Ela matri­culou Marina no ballet quando acriança completou dois anos de idade. Mas não aprovou o resultado. “Não gostei da rigidez com que tratavam as crianças tão pequenas e tirei”. Hoje em dia a me­nina faz “apenas” aulas de artes uma vez por semana.

Carla conta que esco­lheas atividades dos filhos observando suas preferên­cias no dia-a-dia, sempre com o intuito de estimular o desenvolvimento e co­nhecimento das crianças. “Marina sempre teve um dom para desenho, então este semestre estamos ex­perimentando aaula de ar­tes, que está dando muito certo”, explica a mãe.
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Dias lotados de compromissos atrapalham crianças

Por Elisa Chagas e Patricia Arce



A rotina de Maria Eduarda Hollanda tem tantos compromissos que pode até ser confundida com a de um adulto. Filha única, ela tem apenas seis anos de idade e está no 2º ano do Ensino Fundamental de uma escola particular bilíngue, que segue as tradiçõesdas instituições americanas. A menina, que ilustra um comportamento comum a famílias privilegiadas, começa a estudar às 8h, almoça na própria escola e vai embora às 15h, direto para os outros compromissos.

Todos os dias da semana são ocupadoscom alguma atividade. Segunda, quarta e sexta ela faz natação. Terça e quinta, francês e ballet. Ela diz que não se importa com a agenda cheia, mas que às vezes fica cansada, já que à noite ainda tem que fazer odever de casa. Entre as atividades, segundo a criança, ela dispensaria anatação. “É meio chato”, sorri.

O pai, Manuel Ricar­do Hollanda,50, não acha que a filha está sobrecar­regada, afinal todas as crianças hoje em dia tem essa rotina. “Ela até que­ria fazer mais alguma ati­vidade, mas achoque está na medida certa”, diz ele.

A psicóloga Adriana Andrade, especializada em crianças, explica que mui­ta oferta nem sempre vai significar muito aprendi­zado. “Se a criança não ti­ver uma boa capacidade de entender o que está apren­dendo, muita estimulação vai resultar em nenhu­ma elaboração”, afirma.

Pais precisam analisar as características de cada criança para escolher a atividade ideal, diz psicóloga

Quanto às diferentes correntes pedagógicas e ao ensino bilíngüe, a psi­cóloga questiona o fato da criança aprender uma segunda língua ao mes­mo tempo em que a lín­gua de origem. Para eles, pode haver um prejuízo no desenvolvimento da língua mãe. “Aprende­mos a comunicar não só o básico, mas tudo que acontece com a gente, principalmente os sen­timentos. Identificamos isto com a língua mãe.”

A educadora Mariana Almeida acredita que os pais se preocupam muito em ocupar as crianças e, normalmente, isso acon­tece para suprir a ausência deles pela falta de tempo.
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TCU encontra falhas no Programa de Erradicação ao Trabalho Infantil

(Foto: Lourdes Amaral)
Por Larissa Coelho

O Tribunal de Contas da União (TCU) através de uma auditoria, encontrou falhas no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), programa do governo que tem por finalidade retirar crianças e adolescentes de até 16 anos das práticas de trabalho infantil consideradas perigosas nas zonas urbana e rural.
A fiscalização avaliou como o Peti tem contribuído na retiradas de crianças e adolescentes de 7 a 14 anos das atividades laborais precoces, principalmente nas suas piores formas, mediante a implementação das ações relativas à concessão da Bolsa Criança Cidadã e de atendimento à infância e ao adolescente em jornada escolar ampliada.
De acordo com o Sumário Executivo disponibilizado pelo Tribunal, não existem dados sobre o total de crianças exercendo atividades laborais. Outro problema encontrado foi a inexistência de critérios uniformes entre os municípios para a inclusão de crianças no Programa, dificultado a identificação e seleção do público alvo, que são famílias em situação de extrema pobreza e excluídas socialmente, cuja renda per capita seja de até 1/2 salário mínimo, com filhos na faixa etária mencionada e que trabalham.
Existem, ainda, municípios que entendem que o programa é destinado às famílias pobres, não o relacionado à condição de que as crianças estejam efetivamente trabalhando. Também foi detectada a falta de equilidade em razão da ausência de ações específicas para a execução do programa nos municípios mais carentes.
No que diz respeito aos recursos para o pagamento da Bolsa Criança Cidadã, vêm sendo repassados através da transferência do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) para os Fundos de Assistência Social estaduais, municípios ou do Distrito Federal, desde que atendidos certos critérios de habitação. O principal critério é a adimplência junto á União quanto às obrigações previdenciárias, comprovada pela Certidão Negativa de Débito (CND) junto ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Os estudos de caso foram realizados no Distrito Federal e mais sete estados, escolhidos em função da quantidade de crianças atendidas e o tempo de inclusão no programa.
Foi constatado que mais de 53% dos municípios estavam impedidas de receber recursos devido à falta da referida certidão. O atraso ou suspensão temporária no envio dos recursos levava famílias a retirar seus filhos da escola e levá-los para o trabalho.
Nos aspectos qualitativos da Jornada Escolar Aplicada, o problema diagnosticado foi a falta de espaço para comportar as crianças, não havendo condições esportivas e recreativas. Outra deficiência encontrada diz respeito à infraestrutura de alguns locais, que ainda é mais grave na área rural.

Recomendações
O TCU recomendou à Secretaria de Estado de Assistência Social que implemente ações no sentido de uniformizar, em âmbito nacional, os critérios para inclusão das famílias no programa, inclua no Manual Operacional do Peto parâmetros mínimos de qualidade para locais e instalações da Jornada Ampliada, considerando as condições de infraestrutura administrativa e peculiares locais de cada município, dente outras determinações.
O Tribunal também fará o monitoramento das implementações recomendadas certificando de que os problemas levantados pela auditoria serão efetuados.
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Acidente no Eixão Norte provoca trânsito nesta manhã

Por: Ludmyla Barbosa e Luiz Leão
Fotos:  Luiz Leão


Um acidente grave provocou fechamento do Eixão, na altura da 106 Norte, na
manhã desta quinta-feira (17). A batida entre dois carros, um VW Gol e um VW Fox,
ocorreu por volta das 7 horas.

A motorista do Gol, Marina Monteiro de Queiroz Ravazzi, 25 anos, morreu no
local. Os passageiros do outro carro foram encaminhados para o Hospital de
Base sem risco de morte.

Segundo informações do policial militar Anderson de Souza Silva, a polícia
foi chamada às 7h30 da manhã. “Provavelmente a condutora do veículo gol
invadiu a pista contrária, causando o acidente, mas é preciso esperar o laudo
da perícia para saber o que realmente aconteceu”, conta o policial.


O trânsito no local estava lento até às 10 horas e não havia, segundo o Corpo
de Bombeiros, previsão para liberação das pistas sentido norte e sul do  
Eixão. A batida entre os carros acabou derramando muito óleo na pista, e os
bombeiros aguardavam o fim da perícia para limpar o local.
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Moradores do Varjão indignados com o transporte público

Ônibus que atendem a região estão velhos e não passam no horário
Por Rosinha Martins

Localizado  entre o Setor de Mansões do Lago Norte e o Setor Habitacional Taquari, o Varjão tem cerca de 9 mil habitantes. O moradores estão revoltados com as dificuldades de transporte, porque a grande maioria da população trabalha na Asa Sul e regiões do Lago e depende dos ônibus.
 Entre as queixas, a precariedade dos ônibus, a insegurança e o não cumprimento dos horários. “O transporte aqui é uma vergonha. A gente fica horas esperando para ir para o trabalho e o ônibus não passa. Às vezes, ficamosaté duas horas no ponto de ônibus ou na Rodoviária do Plano. Esperamos que os políticos pensem um pouco mais na gente e façam melhorias, porque dependemos do transporte para sobreviver”, afirmou Roberto.
E os problemas atingem também quem precisa se deslocar para o Varjão. No Instituto Migrações e Direitos Humanos, o público não consegue chegar na hora marcada.“Se marcamos às 10h eles chegam às 12h, por causa dos ônibus que não passam e porque quando passam não tem uma hora certa.O transporte público aqui no Varjão, de fato, deixa a desejar”, comenta Rosita Milesi, diretora do Instituto.
Os funcionários do Instituto também não conseguem chegar no horário. “Além das condições precárias dos veículos e da demora, a gente tem que lidar com a falta de preparo dos motoristas e cobradores”, relata Guilherme Almeida, residente em Taguatinga, que depende do transporte públicoaté o Varjão.
O administrador do Varjão, Hélio Ferreira das Chagas, afirmou quemedidas serão tomadas para melhorar a situação. “É verdade que a população sofre com a precariedade e a falta de transporte. Já tenho encaminhado pedidos para o DFTranse, com certez,a para os próximos anos haverá mais e melhores ônibus para a população do Varjão.”
Ao ser procurada, a Secretaria dos Tranportes não quis dar entrevista alegando que a responsabilidade pelo Transporte Público no DF é oDFTrans, que também se negou a falar sobre o problema.
De acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Ibope sobre locomoção urbana, 61% dos brasileiros tem o transporte público como principal meio de locomoção de casa para o trabalho ou para a escola. 



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Alunos do ensino médio disputam maratona de conhecimentos com atividades práticas

Por Rodolfo Rodrigues (texto) e Eduardo Aiache (fotos)
Estudantes de jornalismo

A Semana das Engenharias, evento organizado pelo curso de Engenharia de Computação do UniCEUB, encerrou-se na sexta, dia 11, com uma maratona de conhecimentos. Alunos de instituições de ensino médio, monitorados por estudantes do Centro Universitário de Brasília, assistiram a uma pré-aula e depois realizaram provas teóricas e práticas, quando puderam desenvolver os experimentos. O acontecimento foi realizado por meio de diversas etapas, que levaram quase seis horas de duração.

Seis duplas participaram da maratona, cada uma de uma escola de ensino médio do Distrito Federal. No decorrer do dia, as equipes desempenharam tarefas com foco em assuntos correlacionados engenharia. “Os alunos executaram experimentos modelados a exemplo do que fazemos no curso. Eles tiveram acesso ao ambiente e a informações que farão com que se identifiquem com determinado curso na área de engenharia”, disse o professor de Engenharia Civil e de Computação. João Marcos Souza Costa, responsável pela maratona. O coordenador do curso, professor Abiezer Fernandes, destacou a integração com as escolas e o entusiasmo dos estudantes com o evento.
       
Premiação

A dupla vitoriosa foi a formada pelos estudantes Gustavo Canedo Gusmão, 17 anos, e Daniele Firme Miranda, 16 anos, ambos do colégio Leonardo da Vinci. “Tivemos que estudar bastante, pois toda a maratona foi dada com conteúdo universitário, mas todos os monitores nos auxiliaram bem”, afirmou Daniele. “Os estudos ajudaram, mas se não houver dedicação, não faz muita diferença. Foi uma excelente oportunidade de aprender e colocar conhecimentos em prática”, acrescentou Gustavo.
As três melhores duplas foram premiadas com medalhas e os campeões receberam um Netbook cada.

Colocação

1º) Gustavo Canedo Gusmão e Daniele Firme Miranda - estudantes do colégio Leonardo da Vinci, de Taguatinga ,


2º) Ana Luiza Feitosa e Rodolfo Prado Torres - estudantes do colégio Mackenzie.


3º) Thiago Pfeifer Menck e Alexandre Augusto de Sá dos santos - estudantes do colégio Pódion.


- Colégios participantes: Colégio Sol; Colégio Militar de Brasília; Pódion; Sigma; Mackenzie; Leonardo da Vinci. Todos os participantes receberam um certificado de participação.
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