Festival de Cinema de Brasília


Por Maria Helena Lopes, Nathállia Gameiro e Sussane Martins


Leia Mais →

Queda de energia em Brasília


Por Rodolfo Costa e Willian Farias
 
 
 
Leia Mais →

Corrida de rua é qualidade de vida no Distrito Federal

Por Thaís Valentim
 
Correr é um esporte bom para a saúde, excelente para a integração social e barato. A edição de abril de 2009 da revista Posiatividade afirma que o segundo esporte mais praticado pelos brasileiros não é o vôlei, nem o Basquete, muito menos a natação ou o ciclismo. Depois do “todo poderoso” futebol, o esporte mais praticado é a corrida. Ela é uma das modalidades esportivas mais praticadas. Em geral, as pessoas que iniciam a prática buscam obter qualidade de vida. Na medida em que o condicionamento melhora, a sensação de prazer e bem estar faz com que os novos praticantes passem a sentir a necessidade de correr todo o dia. “Eu corro cinco vezes por semana, e quando não tem jeito de ir treinar, me sinto muito ansioso, com uma sensação de que ficou faltando alguma coisa”, afirma o veterinário Cristiano Gomes, 36 anos, que corre há 10 anos na cidade.
 
Para o veterinário, Brasília é uma das melhores cidades do país para praticar corrida de rua. “O Parque da Cidade, a Água Mineral, o Parque Olhos d’Água, a Ermida Dom Bosco e o Eixão são ótimos lugares para se exercitar”, diz Cristiano, que afirma sempre variar os percursos. “O legal é que dessa forma não dá para ficar entediado”, completa. Apesar de anos de corrida, Cristiano não costuma participar de provas de rua. “Não me inscrevo porque o que eu busco é somente ficar em harmonia comigo mesmo, e isso já consigo ao treinar”.
 
A sociedade civil Corredores de Rua do Distrito Federal (Cordf) foi fundada em dezembro de 1998 com o objetivo de reunir o maior número de participantes de corrida de rua, caminhada e marcha atlética. O presidente Raimundo Nonato Bentes Martins pratica atividade física desde criança e, quando se tornou militar do exército, desenvolveu uma verdadeira paixão pelo condicionamento físico. Há 10 em Brasília, Bentes começou a correr com mais frequência. Segundo Bentes, de cinco anos pra cá, o número de corredores no DF cresceu consideravelmente. “Geralmente as pessoas ingressam na modalidade em busca de qualidade de vida. É como se fosse uma válvula propulsora que tira elas dos problemas do dia a dia”, considera o presidente.
 
Para a Cordf, o futuro do esporte no Distrito Federal é muito promissor. No entanto, segundo Bentes, as provas de pista não podem ser esquecidas e o esporte não pode ser elitizado. “Tem muitos promotores de eventos que organizam provas só para ganhar dinheiro. Isso é perigoso porque existem vários atletas que se destacam nos 10 mil metros e não tem condições de pagar R$ 70 em uma inscrição. Temos que pegar esses meninos da periferia e motiva-los a praticar o atletismo”, declara o presidente, que sonha alto. “Quem sabe daí não surge um campeão? O atletismo é muito democrático. Basta um tênis e um local para começar. A corrida de rua é que está dentro do atletismo, e não o contrário”, finaliza Bentes.
Leia Mais →

Super rádio musical

Por Marcela Franco

A frase, entoada por uma voz aveludada, é conhecida por quase todos os brasilienses. “A diferença é a música”, diz a locutora da rádio mais clássica do Distrito Federal, a Brasília Super Rádio FM. Lúcia Garófalo também é a proprietária e diretora da emissora. Assumiu o cargo após a morte do marido, Mário Garófalo, em 2004.

Fundada no dia 30 de junho de 1980, é a única rádio do mundo – com exceção da Rádio Vaticano – a receber a bênção de um Papa no dia da inauguração. Lúcia conta que o fato só ocorreu por conta da determinação do marido. Católico fervoroso, Mário trabalhava como repórter setorista da Presidência da República. “No dia em que o papa João Paulo II veio a Brasília, o Mário conseguiu driblar a segurança do Palácio do Planalto e colocar o microfone na boca do papa, que concedeu a benção”, conta Lúcia, aos risos.

Assim que alguém sintoniza na Super Rádio, percebe quase que imediatamente não se tratar de uma estação convencional. Música clássica, jazz, ópera, chorinho, bossa-nova, tango e outros ritmos fazem parte da programação. Além disso, um programa de música ao vivo é transmitido de segunda a sexta. Batizado de “Piano ao cair da noite”, é apresentado por Lúcia, que se orgulha do resultado. Segundo Lúcia, diversos pianistas famosos e renomados já se apresentaram no programa, há mais de trinta anos. “É o programa de música ao vivo que está no ar há mais tempo em todo o Brasil”.

A sede da rádio, localizada na Torre de TV de Brasília, ajuda a contar um pouco da história radiofônica brasiliense. Os quadros na parede, os inúmeros prêmios e medalhas se espalham por cerca de 300m². Com 12 funcionários, Lúcia acredita que a rádio funciona como uma família e revela o motivo de continuar a frente do empreendimento. “Doente, já no hospital, Mário me disse que não ia sair dali. Ele olhou para mim e falou ‘A rádio não minha nem sua, é da cidade. Não deixe esse projeto de vida morrer’”.
Leia Mais →

Evento traz cultura e gastronomia da América Latina para Brasília

Por Mariana Fernandes

O Instituto Cervantes promove desde fevereiro deste ano o projeto Aprenda Espanhol Cozinhando. Dentro do projeto Descobrir Hispano-América, o chef David Lechtig, da rede de Restaurantes El Paso, ensina línguas e gastronomia ao público que deseja, assimo como ele, democratizar a cultura de outros países. Cada mês um país da América Latina é escolhido. Em setembro, o chef ensinou como preparar o Picadillo de Costa Rica.
De acordo com o chef, o prato é tradicional em muitos países latino-americanos. Ele é feito com carne moída ou picada, tomate e outros ingredientes que variam a cada região.  A escolha do prato se deu pela importância e representatividade do Picadillo na cultura de Costa Rica. Além do prato principal, a cada edição é preparado um coquetel específico da nacionalidade.

O projeto objetiva valorizar a gastronomia de diferentes regiões, praticar a língua espanhola e ainda apresentar mais sobre a diversidade cultural. As aulas são ministradas em espanhol, porém, não é preciso ter conhecimento prévio da língua. “Os alunos podem não ser especialistas em gastronomia e nem conhecedores da língua espanhola. O ambiente é voltado para confraternizar outras línguas”, diz David Lechtig.
O projeto acontece uma vez a cada mês e cada aula tem capacidade para 30 alunos. As lições apresentam outras culturas e possibilita o acesso à gastronomia de outros países. “É mais do que ter um momento todo em espanhol. É a convivência em espanhol ligada à gastronomia, em um ambiente informal e inusitado”, completa o chef.

Em um período de duas horas de aula, David Lechtig explica as origens do prato e fala sobre a história do país. Além disso, ele identifica os ingredientes em espanhol para que os alunos relacionem com o português durante a aula prática. Ao final de cada lição há a degustação do prato. “Es una fiesta! Uma alegria total”, diz David sobre as aulas.
David Lechtig

David Lechtig é peruano e descobriu o interesse pela cozinha ainda muito jovem. Com 13 anos, acompanhava as receitas peruanas da mãe em dias de festa. “Tinha curiosidade em conhecer os sabores”, explica. O pai dele ingressou às Nações Unidas em 1969 e por isso morou em vários países. Com isso David se acostumou a experimentar todo tipo de comida. Aos 17 anos naturalizou-se brasileiro.
O chef percorreu várias vezes o sul do México de carro, visitou desde criança diversos países da América Central e aprendeu a apreciar sabores e iguarias de cada lugar. Após herdar um caderno de receitas que pertenceu à avó e à mãe de David, passou a se dedicar profissionalmente à gastronomia. “Continuei escrevendo no caderno. Isso virou um hobbie, um carinho”, garante.

David Lechtig chegou à Brasília em 1983.  É considerado um dos pioneiros da gastronomia mexicana e latina na capital federal. Dez anos depois, abriu o restaurante Sancho Pança, que existe até hoje na cidade. Em 1995, abriu o El Paso Texas, casa especializada em culinária mexicana.
Leia Mais →

Brasília lidera índice de sobrepeso e obesidade infantil

Por Cecilia Sóter

O Distrito Federal é a unidade federativa com maior índice de sobrepeso e obesidade infantil, com índice similar somente no Rio Grande do Sul, segundo levantamento feito pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, ligado ao Ministério da Saúde. Na capital federal, uma em cada três crianças de cinco a dez anos está acima do peso. Em 2011, dos 33,8% pesquisados, 17,4% têm sobrepeso e 16,4% estão obesos. Em 2010, meninos e meninas nesta situação representavam 27,1% dos entrevistados, um crescimento de 6,7 pontos percentuais em 12 meses. A nutricionista Patrícia Martins Fernandez, especialista em nutrição infantil, afirma que a industrialização de alimentos, junto com outros fatores, como falta de atividade física, é o principal motivo da obesidade infantil. Ela explica que os produtos industrializados trazem em média 16% de açúcar, 6% a mais do que o recomendado. De acordo com a nutricionista, a solução é a iniciativa dos pais em controlar a alimentação da criança. “Eles devem evitar trocar os alimentos naturais, como o suco da fruta pelo industrializado, aqueles de caixinha”, diz Patrícia Fernandez.
Controle sem privar - Segundo a nutricionista, o excesso de açúcar na alimentação da criança representa um grande perigo. “Os principais males são a obesidade, o excesso de cáries e déficit de atenção. O açúcar também deixa a criança excitada, fazendo com que ela se distraia facilmente”. Ela explica que a melhor forma para não cortar de vez os doces da vida da criança é evitar no meio da semana e liberar, com cautela, no final de semana. Patrícia Fernandez esclarece que o alimento zero açúcar não é recomendado. Ela afirma que, ao tirar o açúcar, é acrescentado mais gordura, sódio e outras substâncias, o que de qualquer forma influenciaria no peso da criança.

Leia Mais →

Catadores esperam lixo do Lago Sul para “principal refeição”

Catadores de lixo no aterro sanitário da Vila Estrutural, a 18 quilômetros do Congresso Nacional, alimentam-se de resto de comida que encontram no lixo e guardam a maior expectativa para o caminhão que traz os restos do Lago Sul, bairro nobre da capital. Segundo um catador que preferiu se identificar como Moacir, de 38 anos, o lixo que chega nos caminhões vindos do lago sul, trazem comida em melhores condições. “Nesse caminhão, é certeza que tem coisa (comida) melhor”, explica.
O catador mora com a esposa no lixão diz que, com o dinheiro que ganha separando material reciclado do lixo orgânico, não dá para comprar comida.  “A maioria do que a gente come é do lixo, porque o dinheirinho que sobra é para pagar as contas”, lamenta. O lixo do Lago Sul tem uma área reservada já conhecida pelos catadores. Lá pode ser encontrado mais carne, por exemplo. “A gente lava e salga a carne para tirar o mau cheiro”.

Os catadores reviram, acham, cheiram, provam e decidem se o alimento encontrado no lixão de Brasília pode ser a refeição do dia. Pequenas estruturas montadas no meio do lixo, como fogões improvisados com tijolos e panelas velhas servem para preparar o alimento.

Eles usam luvas durante o coleta que são retiradas apenas para a hora da refeição. A catadora Eliana, 30 anos, que trabalha no lixão há seis meses, explica que nem todos os trabalhadores do lixo se alimentam de resto encontrado, mas, que é muito difícil se alimentar por lá. “Até as coisas que a gente traz aqui pra dentro, eu tenho nojo de comer”, lamenta.

Por Gabriella Leite - Esquina On-line
Leia Mais →