Transporte lidera reclamações na Ouvidoria do GDF

A saúde pública fica em segundo lugar no ranking das reclamações, com 22%, seguida pela educação, com 9%.

Por Bruna Cravos, Gabriela Vogado e Paulo Rocha


O transporte coletivo foi o serviço púbico com maior número de reclamações na Ouvidoria do governo do Distrito Federal no primeiro trimestre de 2012. Das 34.358 queixas registradas entre janeiro e março deste ano, 9.963 foram relacionadas a esse serviço, ou seja, 29% do total.
Para a estudante Débora Carvalho, que pega ônibus todos os dias, o resultado não é nenhuma surpresa. “É claro que o transporte está no topo do ranking. As reclamações são muitas: o horário que eles disponibilizam no site quase nunca está correto, então não dá para contar que o horário que você precisa sair para trabalhar, por exemplo, é o que o ônibus vai passar; na maioria dos dias eles são muito lotados; e ainda estão caindo aos pedaços. Além disso, os motoristas andam rápido e muitas vezes que você faz o sinal eles acabam passando direto. E mesmo com tudo isso a passagem ainda é cara. É um descaso com a população.”
Segundo a ouvidoria, no ano passado, o transporte já era o serviço público com mais reclamações por parte da população. Dos 43.725 registros em todo o período, 30% foram relacionados ao setor.
Segundo a estudante, Jéssica Matys, a situação não é boa, mas ainda assim é importante destacar as melhorias que vem acontecendo. “A gente sempre fala do lado ruim, mas agora pegar ônibus em Brasília tem tido um lado bom: a faixa exclusiva. Com ela pelo menos tem dado para chegar no horário.”
Em segundo lugar no ranking das reclamações está a saúde pública, com 22%, seguida da educação, com 9%. Além das reclamações também foram registradas solicitações de serviço, sugestões e elogios.
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“Todos os dias matamos um leão e carregamos um elefante nas costas”

Apresentador da TV Globo relata as dificuldades e os desafios da profissão


Por Dener Giovanini e Erika Suzuki

“O que poderia dizer a quem começa na profissão? Bem-vindos ao inferno.” Assim o apresentador do DFTV 1ª Edição da TV Globo, Fábio William, começou a sua palestra, na Semana de Comunicação 2012 do UniCEUB. O jornalista contou um pouco da experiência em rádio e TV, em um bate-papo descontraído de aproximadamente duas horas e meia com os alunos. Ele falou sobre ética, relações com as fontes, improvisação, texto para TV, erros e gafes.

Para William, o grande desafio da TV é narrar uma história que atraia o público logo na abertura. “A edição é feita de escolhas. O olhar de cada pessoa é diferente”, observou. Ele também abordou as dificuldades de se fazer jornalismo diário. Jornalismo local é o caos”, disse em referência ao fato de que os acontecimentos são imprevisíveis e exigem jogo de cintura dos profissionais.

O jornalista revelou, de maneira bem-humorada, os erros e gafes que cometeu ao longo da carreira. “Tem de meter a cara. Não pode ter medo de errar”, disse. “A primeira vez que apresentei um programa de rádio foi horrível. Se fiquei nervoso? Fiquei tão nervoso que bloqueei. Vocês não sabem a dor que o jornalista sente quando comete um erro ao vivo”, contou. “Errar faz parte. O negócio é procurar acertar na segunda vez”, recomendou.

Fábio William também destacou a importância dos cursos de jornalismo na formação ética dos profissionais. E, apesar de todas as desventuras, ele garante não existir profissão melhor para os inquietos. “No mesmo dia, é possível cobrir histórias que o fazem rir e chorar. Em que profissão é possível voar num caça da Força Aérea?”, brincou. Em 2008, o jornalista participou da maior simulação de combate aéreo da América Latina.
Fábio William em palestra no UniCEUB (Agência de Notícias UniCEUB)


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Apenas 30% dos candidatos a pais adotivos não se importam se a criança for negra

Pesquisa do Conselho Nacional de Justiça revela as preferências apontadas nos questionários preenchidos pelos adotantes.  

Por Elaine Andrade e José Maurício Oliveira

Em todo o país, apenas 30% dos candidatos a pais adotivos não se importam se a criança for negra. Enquanto 90,71% dos inscritos nos cadastros de adoção aceitariam adotar crianças brancas. A pesquisa também mostra que 2% dos pretendentes à adoção somente aceitam crianças negras, e 38% querem adotar apenas crianças brancas.
O Conselho Nacional de Justiça, CNJ, analisou os 28 mil cadastros preenchidos pelos candidatos a adotar uma criança. Além da cor da pele, o questionário pergunta sobre preferência por idade, doenças físicas, doenças sexualmente transmissíveis e problemas de aprendizagem.
Luciana (nome fictício), 39 anos, teve uma gravidez complicada e perdeu o bebê. Ela não quis correr o risco de engravidar novamente, mas não desistiu do sonho de ser mãe. Por isso, recorreu à adoção. Ela e o marido têm a pele branca, mas adotaram uma menina negra. “Nós a aceitamos do jeitinho que ela é”, conta, indiferente ao preconceito. “Quando vamos adotar uma criança tem de ficar claro o sentimento de que não é caridade, é um filho que chega de outra forma.”, diz.
Luciana defende a aplicação do questionário. “É importante que se elenque as prioridades da família, precisamos ver as nossas limitações. Eu, por exemplo, não teria condições emocionais de cuidar de uma criança com alguma doença crônica”, completa a nova mãe.
No Brasil, quase 30 mil famílias esperam na fila de adoção, segundo o CNJ. Há mais de cinco mil crianças e adolescentes que aguardam um lar.
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Jornalista com 40 anos de profissão diz como se adaptou às novas tecnologias

Ele chegou como leitor a uma constatação que já faz parte da realidade profissional. Torcedor do Fluminense, o jornalista José Cruz, sabe, por exemplo, que  não precisa pegar o jornal pela manhã para saber que o time do coração ganhou de 2x1 do Internacional, pela Copa Libertadores 2012, no dia 10 de maio. Com mais de 40 anos de profissão, José Cruz passou e passa por esta transição do jornalismo, uma revolução para todos os profissionais. Para um jornalista com tanta bagagem, trabalhar com um Ipad no lugar da antiga Lettera 22, máquina de escrever essencial de outros tempos, é novidade.

O jornalista tratou em evento de comunicação do UniCEUB tratar sobre as “Redes Sociais – desafios da imprensa e do repórter”. A evolução tecnológica, a exigência dos leitores para receber uma informação e a velocidade dos acontecimentos mudaram o tempo em que os jornais eram fechados às 4 da manhã para dar uma notícia fresquinha. Smartphones, computadores e tablets possibilitam, no mundo de hoje, a evolução que torna o mundo mais próximo, já prevista por McLuhan em 1970 e citada por Cruz. Para ele, o repórter tem de ser cada vez mais ágil e ter qualidade na informação que vai passar aos leitores. Segundo Cruz, o jornalismo enfrenta aquele problema de divulgar sempre uma “notícia velha”. É papel do repórter saber trabalhar com a informação e mostrar riqueza naquele conteúdo.

Com 25 anos especificamente no jornalismo esportivo, José Cruz também trouxe aos presentes percepções sobre a Copa do Mundo de 2014, os estádios de futebol intermináveis e os clubes brasileiros. Além disso, trocou ideias sobre sua profissão e vivência, seus textos bem escritos e a sorte de matérias que nunca imaginaria fazer. Matérias que mostram o fazer jornalismo e uma profissão tão gratificante de tantas faces.  Os textos de José Cruz são publicados em http://blogdocruz.blog.uol.com.br/

Por Camila Schreiber - estudante de jornalismo
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Oficina ensina alunos de comunicação a preparar porta-voz

Vinte alunos dos cursos de publicidade e jornalismo do UniCEUB participaram na última quinta-feira, 10/05, da Oficina de treinamento de mídia, coordenada pelo professor Luiz Cláudio Ferreira. Na atividade, os alunos experienciaram o trabalho da assessoria de imprensa de uma escola pública em uma simulação de gerenciamento de crise.

A oficina começou com uma breve parte teórica, com dicas para a assessoria de imprensa preparar seu “cliente” para uma entrevista. Em um segundo momento, os alunos foram distribuídos em grupos e atuaram como uma equipe de assessoria. Porta-vozes dos grupos concederam, ao final, uma entrevista coletiva para esclarecer acidente de criança no parque da escola.

A experiência agradou os participantes, que perceberam na dinâmica a oportunidade de conhecer o lado tenso do entrevistado. A aluna do quinto semestre de jornalismo, Gabriela Lapa, uma das porta-vozes na atividade, elogiou a dinâmica. “Foi muito interessante. É difícil estar do outro lado e a atividade nos levou a uma reflexão”.
Por Luciano Villalba Neto - estudante de jornalismo
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Motoristas que desrespeitarem a faixa exclusiva para ônibus na W3 Sul agora podem ser multados



Por Dener Giovanini e Erika Suzuki

Sessenta e nove motoristas foram multados no primeiro dia de fiscalização da faixa destinada a ônibus, táxis e vans escolares na W3 Sul. A fiscalização eletrônica da via começou nessa segunda-feira (7/5) e conta com o reforço de agentes de trânsito que podem autuar condutores que desrespeitarem a norma.

Os leitores óticos de caracteres, espécie de pardal que notifica placas não autorizadas a circular na faixa exclusiva, foram instalados em cinco pontos diferentes da via.

Motoristas que insistirem em transitar pela faixa exclusiva serão multados em R$ 53,20 e receberão três pontos na carteira de habilitação. Os condutores dos coletivos que invadirem as faixas destinadas aos carros de passeio, por sua vez, pagam R$ 85,13 de multa e têm registrados quatro pontos na carteira.

Lúcia Maria, moradora de Samambaia, diz que o tempo de viagem para o Plano Piloto diminuiu em 20 minutos depois da inauguração das faixas exclusivas para ônibus. “Antes eu levava mais de uma hora para chegar ao trabalho. Agora, levo 45 a 50 minutos”, reconhece.

O motorista Luís Araújo reclama da sinalização. “A linha pontilhada que indica onde os carros podem passar é muito curta e difícil de visualizar a tempo na hora de entrar nas entrequadras”, observa.

A faixa exclusiva na W3 Sul foi implantada no dia 15 de março. Outras duas faixas, inauguradas em fevereiro deste ano, estão em funcionamento na EPTG e na EPNB. Dia 15 de maio está prevista a implantação da faixa na W3 Norte.

De acordo com o GDF, Setor Policial Sul, Avenida Hélio Prates, Estrutural, Eixo Monumental e Saída Norte também devem receber os corredores para ônibus até o final do ano.

Faixa exclusiva na W3 Sul (Antonio Cruz / ABr)


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Frio do Polo Sul chega a Brasília e ventos gelados castigaram a manhã dos moradores

Por Elaine Andrade e José Maurício Oliveira


Massa polar fez com que os termômetros registrassem a menor
temperatura do ano. Previsão para o fim de semana é que o clima volta
a esquentar. 


Para sair de casa hoje de manhã, a publicitária Priscilla Almeida, 35 anos, tirou o cachecol do armário. É que o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou a menor temperatura do ano, 16 graus C, na madrugada de quinta para sexta-feira. “O próprio ar-condicionado do trabalho já é muito gelado, mas com esse frio na rua tive que dar uma incrementada no agasalho.”, diz Priscilla.


Sobre o Distrito Federal paira uma massa de ar frio vinda do polo sul. Antes de chegar aqui, ela passou pela Argentina e subiu pelas regiões sul e sudeste do Brasil. Embora tenha perdido força no caminho, a
baixa temperatura pegou os brasilienses desprevenidos. Na semana passada, o clima era diferente. Os termômetros marcavam 27 graus.


O meteorologista do Inmet Hamilton Carvalho explica que a diferença é sentida nas temperaturas máximas. Segundo ele, nos últimos três dias, os registros têm aferido queda de um grau por dia. Hoje, a máxima
registrada durante a tarde foi de 24 graus. “Essa é a situação que provoca a sensação térmica de que está bem mais frio do que realmente está, a diferença é percebida durante o dia”, explica.


Mas aqueles que planejavam ir ao clube no final de semana não precisam mudar radicalmente os planos. De acordo com o meteorologista do Inmet, a partir de sábado as temperaturas voltam a subir. Amanhã, a previsão é que a máxima atinja os 26 graus C. A página do Inmete na internet informa que o sol aparece entre nuvens e a previsão é de que não haverá chuva.
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