Parque da Cidade: uma turma animada de atletas bate ponto no local




 Por Natasha Flor


Uma turma de aproximadamente oito adolescentes, formados por amigos de escola, estudantes do segundo ano do ensino médio se reúne para estabelecer regras e até mesmo treino de algumas modalidades no Parque.  Vôlei, futsal e corrida fazem parte da vida de cada um deles. “O time parece ser pequeno, mas quando chegamos aqui, todos querem jogar e entrar no time” afirma Jéssica Fonseca – membro do grupo. Ana Beatriz tem apenas 16 anos e participa das gincanas da sua turma e sempre vence, tudo isso graças ao pai Francisco Ferreira, também professor dos alunos. “A idéia foi dela, todos os domingos vínhamos para o parque, como tenho todos os equipamentos, fica mais fácil, além do prazer de ensiná-los” afirma Francisco.

Os treinos são feitos na Candangolândia em uma quadra próxima a casa de Francisco, todas as quartas-feiras, a partir das 19hs e a prática das aulas são feitas no próprio parque da cidade, todos os domingos. Para aquecer, o grupo dá uma volta no parque e depois escolhem o que irão jogar. “Tem dia que nem todos conseguem jogar, muita gente na fila” afirma o professor. Leila Cardoso, de 17 anos, componente do grupo, afirma que muitas vezes já chamou crianças do próprio parque para jogar uma partida de vôlei. “Quando o time não está completo, saio pelo parque a procura de gente para jogar, é raro, mais acontece” diz.

Francisco conta que diversas vezes vê turistas passeando pelo parque e que já chegaram a perguntar quanto custava uma partida.” Quando falo que não custa nada, é de graça, eles saem rindo” sorrir Francisco.  Além do momento de lazer que Francisco oferece ao grupo, há dois meses Francisco vende água no Parque. “Enquanto eles jogam, eu fico aqui, ganhando uma renda a mais” garante. Em quatro horas de um domingo, Francisco chegou a ganhar 200,00.

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Parque da Cidade: Profissionais de saúde usam bicicletas para atender emergências




            A Bikelância funciona há um ano no Parque da Cidade. Rapidez no atendimento em locais de difícil acesso é o principal objetivo do projeto 

Por: Jéssica Nascimento

            Acesso mais rápido à situações de emergências em locais de maior concentração de pessoas e com um difícil acesso por ambulância, essa é a novidade que a Bikelância traz aos moradores da capital do país. O serviço funciona no Parque da Cidade e no Zoológico de Brasília das 7h às 19h, sempre de quinta-feira a domingo.
            Na Bikelância, uma dupla de ciclistas que são enfermeiros ou técnicos, circula por uma área pré-definida, pronta para prestar atendimento clínico e de trauma. De acordo com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Distrito Federal (Samu) – idealizador do serviço - o veículo de duas rodas serve para ajudar e atender, pessoas que sofreram acidentes e incidentes no local.
             O guia de turismo Sérgio Fernandes, 20 anos, contou que frequenta o Parque da Cidade todo final de semana. Segundo ele, o projeto demorou para acontecer devido aos inúmeros acidentes que ocorrem no local. “Minha irmã já caiu de patins no Parque quando ainda não existia a Bikelância. Resultado: não tinha ninguém para ajudá-la”, disse. Para ele, o projeto é uma forma rápida de atendimento para pessoas que praticam esportes ou até mesmo brincam no local. 

O projeto
            O projeto funciona há um ano no Parque da Cidade e ganhou força quando a administração do Parque da Cidade analisou a necessidade de um ponto fixo do SAMU no ambiente. “Uma viatura de ambulância no Parque seria inviável pelo custo”, disse o coordenador da Bikelância Lafaiete Viegas.  Segundo ele, a grande novidade é a mobilização do transporte em quase todos os pontos do Parque. “Ela não fica parada. Circula por aí sempre, prevenindo acidentes e chegando mais rápido neles também”, ressaltou Viegas.

                 Segundo a publicitária Mariana Castro, 38 anos, o serviço deveria ser expandido para outras áreas. " Acho a ideia super válida. Muitas vidas e muitos acidentes podem ser poupados com esse projeto. A bicicleta é rápida e prática, pode auxiliar muita gente", explicou. Ela contou que novas Bikelâncias deveriam ser adquiridas devido ao grande número de frequentadores do Parque da Cidade. " Tem muito pedestre, atleta e criança. Uma hora ou outra, alguém vai precisar de ajuda. O transporte em cada ponto estratégico do Parque seria ideal", ressaltou Mariana.

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Parque Ana Lídia: um pouco da história e do presente


Por Luiza Novetti

O Parque Sarah Kubitschek, popularmente conhecido como “Parque da Cidade”, foi construído em 1978. Com 4,2 km² de área, é o maior parque urbano do mundo, superando até o mesmo o famoso Central Park, em Nova York. Por ter seu espaço tão grande, é fácil ter em sua estrutura atividades que agradam a todos. Pedalinhos, Parque de diversão, biciletário, entre outros. Mas um dos pontos mais famosos do local é o Parque Ana Lídia, voltado para as crianças.

                Inaugurado em 1974, recebeu este nome em homenagem à Ana Lídia Braga, menina de sete anos que sumiu durante o período da ditadura militar, de seu colégio na Asa Norte e foi encontrada no dia seguinte, morta, no Campus da Universidade de Brasília (UnB). O caso nunca foi solucionado.
                Em sua estrutura, o parque tem vários temas. Com abóboras da Cinderella, que remetem aos contos de fadas, cabanas de índios, que remetem as residências deste povo, barcos vikings, o famoso foguete que leva as crianças à altura entre outros. Estas atrações encantam toda a criançada, e os deixa com gostinho de quero mais.
Juliano e sua filha Júlia na entrada do Parque Ana Lídia
                É o caso de Juliano Freitas, de 30 anos. Ele, que é de Recife, veio passear com a filha, Lívia, de dois anos em meio em Brasília. Em uma semana, foi a terceira vez que ele levou a pequena ao parque.  “Ela quer voltar todo dia. Adorou o lugar”, justificou Juliano.
                Para as crianças que moram aqui, o local também um atrativo e tanto. Por elas gostarem tanto do local, as professoras de um colégio público na Samambaia trouxeram os alunos para comemorar o dia das crianças no Parque Ana Lídia. “São poucos parques que tem essa acessibilidade e esse espaço amplo e verde”, contou a professora Osete Batista, de 47 anos.
A babá Juliana, ao lado de Heitor e Davi
                Em outros casos, o ar livre que o parque proporciona pode ser o diferencial para a saúde das crianças. Para Heitor, de 2 anos, o local passou a ser uma forma de tratamento contra a asma. “Ele não pode ficar em lugares fechados, por isso estamos aqui pelo menos três vezes na semana”, contou a babá do menino, Juliana Mendes, de 24 anos. O menino brincava com o irmão mais velho, Davi, de cinco anos.
                Mas algumas mães não confiam na seguridade do local para levar seu filhos. Mara Bessa, de 40 anos, conta que nunca levou às filhas ao parque. “Eu temo pela segurança delas, pois aqueles brinquedos parecem estarem velhos e enferrujados”, declarou a mãe de Luma, de 13 anos e Ana Clara, de 8. Mara conta que quando era jovem ia sempre ao parque e que adorava brincar no foguete mas faz ressalvas. “Naquele tempo, os brinquedos pareciam mais novos e melhor conservados”, opinou ela.
                Dentro do Parque Ana Lídia é proibido andar de skate, adultos de bicicleta e patins, animais, soltar pipa e entrar com bebidas alcoólicas. O horário de funcionamento é das 8 horas da manhã às cinco da tarde.
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Parque da Cidade: monitoramento conta com 60 vigilantes


Por Thaiana Profeta

Para manter a segurança do Parque da Cidade Sarah kubitschek de Brasília, são necessárias 60 pessoas, como esclarece o administrador do local Paulo Dubois.  Segundo ele os profissionais se dividem em quatro turnos durante todos os dias. Nos finais de semana e feriados o parque recebe o reforço de seis profissionais.

O administrador explica que a segurança é privada e pública.  A privada é feita pelos agentes e a segurança pública é composta pelas forças da polícia civil e militar. Para atender melhor ao parque o Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) também estão presentes.

Como medidas para reduzir a violência no Parque da Cidade, Paulo Dubois diz que os estacionamentos fecham de meia noite às cinco horas da manhã. E para proporcionar mais tranquilidade os equipamentos como os brinquedos passaram por constantes reformas. Outras medidas foram a proibição das festas noturnas e a vigilância dos vestiários. “Com a medida de segurança de exigência de identificação para o uso do vestiário, acabamos com os problemas dos furtos que haviam dentro da área”, ressalta.

Entre os principais crimes que ocorrem no parque estão o furto e o roubo. Dubois destaca que muitos frequentadores se tornam vítimas por deixarem o carro aberto e com equipamentos dentro do veículo. Outro agravante são os encontros amorosos nos estacionamentos que atraem muitos criminosos. Segundo o administrador novas medidas serão implantadas para reduzir tais problemas. “Em agosto do ano passado foi apresentado um projeto que visa revolucionar o sistema de segurança privada que envolve a segurança fíxa, móvel e o serviço de vídeo monitoramento”, declara.

Confira a entrevista com o administrador
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Parque da Cidade: Mau estado de brinquedos não põem risco à segurança, garante administrador

Por Ana Carolina Machado


Brinquedo esquecido




Localizado no centro de Brasília, o Parque da Cidade Sara Kubitschek, ou popularmente chamado de Parque da Cidade pelos moradores, possui uma extensa área de lazer. Porém, há algum tempo o parque vem sendo esquecido e isso se reflete também nos brinquedos. 

Andando pelo Parque se observa a existência de brinquedos sem balanço, outros cobertos pela grama, que evidencia a falta de conservação há algum tempo e ainda tem aqueles com marcas de pichação. Questionado sobre o estado desses brinquedos, o administrador do Parque, Paulo Dubois, comenta que sabe que os brinquedos não estão no seu melhor estado, mas há condições de segurança em todos eles, pois não são alarmantes os perigos. "A manutenção é constante, semanalmente fazemos uma vistoria em todos os equipamentos para verificar se há alguma parte estragada para fazer o concerto. Quando há algum brinquedo em risco, interditamos e mandamos para o reparo". 

Paulo também comenta que existiam vinte e oito brinquedos interditados na época que ele assumiu a direção do Parque. "Colocamos todos eles para funcionar e hoje trabalhamos a manutenção." Ele completa dizendo que de vez em quando ocorrem pequenos acidentes. " Uma criança no balanço está sujeita a cair, acidentes existem, não motivados por um problema técnico, que pode existir[...] por mais seguro que esteja pode acontecer alguma coisa, o esforço é para evitar que ocorra algum acidente".

Wiliam Santos, comenta que trás sua prima de cinco anos quase todo fim de semana para o Parque, mas não se sente muito seguro em deixar ela ir nos brinquedos sozinha, pelo estado que eles se encontram. O abandono no Parque é claro, muita coisa ainda precisa ser feita, mas a vontade de melhoria também. O resultado é esperar a melhora e não deixar um lugar especialmente para o lazer no centro de Brasília, ser esquecido do jeito que se encontra. 





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Parque da Cidade: Centro Hípico oferece equoterapia a R$ 300

Centro Hípico do Parque da Cidade (CHP)

Com uma área de cerca de 4 milhões de metros quadrados, o Parque da Cidade é referência quando o assunto é lazer. Localizado em uma área central de Brasília, o local abriga parque de diversão, quadras esportivas, lago artificial, churrasqueiras, restaurantes, kartódromo, parquinhos e pavilhão de exposições. É lá também que está localizado um dos Centros Hípicos mais antigos da capital. 

O Centro Hípico do Parque da Cidade (CHP) foi fundado no final da década de 1980 pelo cavaleiro olímpico Almir Vieira. O objetivo do Centro é formar cavaleiros e amazonas em várias modalidades do hipismo e difundi-lo como esporte  para todos aqueles que frequentam o Parque da Cidade. Além das aulas de salto, adestramento e concurso completo (evento que reúne provas de adestramento, cross-country e salto), o centro oferece sessões de Equoterapia. No CHP uma sessão de Equoterapia custa, em média R$ 300. O preço ainda é caro, mas os benefícios  são muitos.

A Equoterapia é um método terapêutico que utiliza cavalos no desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência. A atividade exige a participação do corpo inteiro e contribui para o desenvolvimento da força muscular e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio.

Mais informações sobre a Equoterapia em www.equoterapia.org.br

Esporte completo

O hipismo virou esporte no século XIX, inspirado na caça de raposas. A prática regular traz vários benefícios tanto ao corpo, quanto a mente. O esporte desenvolve a coordenação motora, o equilíbrio, a postura e contribui na regulagem da pressão arterial.

O CHP possui área de 18 mil metros quadrados
O hipismo auxilia também no desenvolvimento comportamental e quando praticado por crianças aumenta a noção de compreensão e sociabilidade. Leonardo Dias começou a praticar o esporte cedo. “Comecei com 12 anos. O hipismo já virou uma tradição na família e só me trouxe benefícios”, afirma. Para o estudante, que hoje tem 19 anos, o esporte ajuda desenvolver noções de relacionamento.







Por Gabriela Caldas
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Parque da Cidade: comerciantes reclamam de prejuízos

Giuliana Yolle

O comércio no Parque da Cidade traz várias opções para a família que pretende aproveitar o meio ambiente em meio a opções gastronômicas. O público que vai ao lugar, seja qual for o dia da semana, pode aproveitar os produtos comercializados por vendedores ambulantes até restaurantes que cobram preços exorbitantes.

Aliando o esporte com a gastronomia, o Carreira Kart é um bom exemplo disso, sendo um dos comércios que mais lucram naquele centro.“São 25 anos de empresa, com clientes antigos que hoje trazem os seus filhos não só para correr de kart como também para almoçar ou jantar”, avaliou Isabela Diniz, coordenadora do setor, que vende desde lanches até refeições variadas. “Em feriados e finais de semana fica lotado”, garantiu.

Outros seguimentos de mercado também ganham boas proporções no Parque da Cidade. Valdécio Ribeiro, dono de uma banca de revistas há 20 anos, utiliza-se do seu ponto para agradar alguns atletas, que já se habituaram a comprar jornais e revistas com uma água de coco. “O maior movimento é pela manhã ou no fim da tarde. Já tenho um público cativo”, admite o empreendedor.

Entretanto, ter um ponto de comércio no Parque da Cidade pode render prejuízos. Durante a semana, o movimento é muito fraco, principalmente nos períodos mais secos e com chuvas. Há um mês como ambulante, Pedro Henrique revela que teve um público pequeno nos últimos dias. “Nesse período do ano se vende pouco sorvete. Teve dias que eu vendi só umas três unidades”, lamentou.
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