Em busca de mais uma final

UniCEUB/Brasília inicia série semifinal do NBB contra o Pinheiros. Equipe candanga busca a vaga na decisão pelo terceiro ano seguido. 

UniCEUB/Brasília junta forças para passar pelo Pinheiros
em busca de mais uma final (Brito Júnior/Divulgação)
Por Felipe Igreja
O UniCEUB/Brasília e o Pinheiros iniciam a série semifinal do NBB nesta sexta-feira (6), às 21h, no Ginásio da Asceb. Atual campeão, o time Candango tenta pelo terceiro ano seguido chegar à decisão do torneio nacional, enquanto o clube paulista luta pela sua primeira final. A outra vaga será disputada por Franca e Flamengo, que também iniciam a outra semifinal nesta sexta-feira, às 21h, no Rio de Janeiro.

Sem a vantagem de decidir a série em casa, caso o duelo avance até o quinto jogo, o time de Brasília entra em quadra mais cauteloso. O ala/pivô Guilherme Giovannoni acredita que uma vitória logo nesta primeira partida, com a presença dos torcedores, será essencial para que o clube candango chegue até a final.

"Espero contar com apoio do público brasiliense, como foi na série de quartas de final, contra o Uberlândia. Isso será importante, já que esta série tende a ser muito difícil e precisamos fazer a lição de casa", comenta Giovannoni, cestinha da equipe na disputa contra o Uberlândia, com média de 19,8 pontos por jogo.

Como terminou a primeira fase na segunda colocação, à frente do UniCEUB/Brasília (3º), o Pinheiros conta com a vantagem no mando de quadra para vencer a disputa contra os atuais campeões. O pivô Olivinha se mostra confiante com o desempenho da equipe paulistana nas últimas partidas do NBB.

"Espero uma série difícil. Com certeza o ginásio estará lotado e vai ser um caldeirão. A pressão vai estar grande, mas o nosso time está pronto para isso. Estamos motivados, pois sabemos que esse é um momento especial para o clube", avalia Olivinha.

Retrospecto

Na fase de classificação, esses dois time se enfrentam em duas oportunidades, com uma vitória para cada lado. No primeiro turno, atuando em São Paulo, o Pinheiros levou a melhor e venceu por 77 a 66. Já no returno, em partida disputada no Ginásio da Asceb, a vantagem foi dos brasilienses, que venceram apertado, por 78 a 76.
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Crimes passionais

Quando a paixão vira obsessão e transforma-se em violência
Ilustração
Por Paola Rodrigues
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada 15 segundos uma mulher é agredida ou espancada no Brasil e 29% das brasileiras relatam que já foram vítimas de violência física ou sexual pelo menos uma vez na vida.

M.S., que não quer revelar a identidade, é recepcionista, mãe de quatro meninas, está em seu segundo casamento e já foi agredida pelo primeiro marido, que hoje é falecido. Ela conta que sofreu maus tratos durante anos. “Eu casei bem novinha e desde o começo do casamento ele era agressivo com palavras, mas a agressão física começou mesmo depois que tivemos a nossa segunda filha. Ele era muito grosso e eu tinha muito medo dele, porque ele batia por qualquer motivo, por qualquer coisa que não estivesse do agrado dele.”

Segundo M.S. por mais que ele a agredisse, ela não tinha alternativa. “Eu não tinha para onde ir, ainda mais com duas filhas pequenas, meus pais já eram falecidos naquela época e então eu era sozinha, só tinha ele. Muitas vezes pensei em me matar ou matar ele, mas eu não tive coragem de me matar por causa das minhas filhas e não tive coragem de matar ele porque eu amava, apesar de tudo”, revela a recepcionista.

Depois de ficar viúva, M.S. passou muito tempo sozinha, com medo de se envolver com outro homem. “Depois que meu ex-marido teve o infarto e faleceu, eu não quis mais saber de homem, tinha medo de acontecer tudo de novo, eu sofri muito, apanhei demais e minhas filhas presenciavam tudo, tanto que elas morriam de medo do pai, mas graças a Deus, ele nunca encostou um dedo para bater nas meninas ou fazer qualquer outra coisa contra elas”.
Hoje ela está casada e vive bem com o atual marido e as duas filhas.

É possível identificar os crimes passionais antes que aconteçam

Crimes passionais são cometidos por razões emotivas, quando uma pessoa se sente dona de outra. É um tema antigo e que foi tratado até em uma obra de um importante autor, Dom Casmurro, de Machado de Assis. Otelo, também personagem da literatura clássica, ao retirar a vida de sua esposa Desdêmona, por acreditar que esta era infiel, transformou-se em um referencial de homicida passional. Essas histórias da literatura seguem motivando cenas fictícias e reais até hoje. Juridicamente, o crime passional é um crime como outro qualquer.

É possível observar indícios de ciúme doentio, antes mesmo que ele se torne um crime brutal, podendo evitá-lo. Foi o que aconteceu com a estudante de medicina, Larissa Barbosa, de vinte anos. “Meu relacionamento já vinha se arrastando por muito tempo e eu não queria mais. Tentei de várias formas colocar um ponto final nisso, mas sempre acabava cedendo por um jogo psicológico feito por ele e também por ter medo da reação do meu ex-namorado”.

Os familiares tentaram alertar Larissa para o ciúme exagerado do namorado. Mas quando a estudante começou a se incomodar com os excessos já era tarde demais. “Foi então que resolvi dar um basta nesse relacionamento, mas não foi fácil, pois ele me seguia todos os dias, seguia minhas amigas, chegou até a grampear o meu celular. Graças a Deus que não passou disso e com o tempo a obsessão dele diminuiu e acabou.”

Não necessariamente um crime passional resulta na morte da vítima. O crime pode ser passional, mas não passar de uma lesão corporal de natureza leve, ou mesmo um crime contra a honra, injúria por exemplo. O que faz um crime passional é a sua vinculação com uma violenta emoção/paixão”, observa Ricardo Morato, advogado criminalista.
 
Mesmo sem expor o problema, muitas vítimas apresentam sinais de que sofrem agressão, como medo do marido, falta de amizades, submissão ou proibição de trabalhar fora de casa.

A maioria dos crimes passionais é cometida por homens

De acordo com Ricardo Morato, o homicida passional tem um perfil fácil de identificar. “Os homicidas passionais são egocêntricos, cruéis, narcisistas. Duas características são as mais comuns: dependência do companheiro e possessividade. Além disso, raramente se arrependem do crime que cometeram, alegando sempre ter sido feito por amor ou por questão de honra”, revela o advogado.

 “Sempre importante lembrar que nas hipóteses descritas na Lei Maria da Penha, os crimes são inafiançáveis e não podem ser processados pelos Juizados Especiais Criminais, isto é, não são passíveis de transação penal (uma espécie de acordo)”, explica o advogado.

Os homens são os que mais comentem crimes passionais: “Em regra o que se observa é que os homens, muitas vezes valendo-se das próprias mãos cometem em maior quantidade que as mulheres os crimes passionais”, explica o advogado.

O advogado revela que o crime passional que mais chamou sua atenção até hoje foi de um namorado que acertou um botijão de gás na cabeça da, então namorada, quando descobriu que seria deixado. “Esse caso me intrigou de uma forma que não sei explicar, sei que existem casos mais cruéis, mais doentios. Mas o fato dele acertar um botijão na cabeça de sua amada me deixou bastante chocado”, conta

Diferença entre amor e paixão

A psicologia diferencia paixão de amor. A psicóloga clínica Rafaela Ramos cita um exemplo: “Imagine um casal que iniciou um namoro recentemente. Na paixão, existe a privação de outros estímulos, como por exemplo, parar de sair com os amigos para curtir o namorado”. Já nos relacionamentos que envolvem amor, os envolvidos não passam por esse tipo de privação.

Por acreditarem que podem perder o parceiro, que consideram como objeto de posse, o controle emocional é perdido. “Às vezes, basta apenas uma conversa com outras pessoas para existir a discussão. A partir do momento em que o que eles sentem não tem mais atenção do parceiro, vão tentar defender o autoritarismo de uma forma intensa, muitas vezes ocasionando o comportamento impulsivo de ataque”, afirma a psicóloga.

Quando a pessoa apresenta uma dependência excessiva no parceiro, isso demonstra insegurança. “Se o indivíduo acredita que não é completamente correspondido, ele pode cometer dois atos: ou ataca a si mesmo ou ao parceiro. A idealização que ele ou ela tinha pelo amado pode se transformar em raiva e por isso ocorrem os ataques de fúria”, esclarece Rafaela.

Com um tratamento médico, como terapia, por exemplo, o paciente pode evitar esse comportamento agressivo. “Por se tratar de um comportamento de impulsividade, se previamente identificado, o paciente pode encontrar na terapia uma cura para o controle de suas emoções e atitudes. Ele aprende a lidar com essas emoções e pode evitar situações desastrosas”, comenta a psicóloga.
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'Dilma não é tagarela como Lula', diz cientista político

David Fleischer faz um balanço dos primeiros cem dias da presidente.
 
'Diferença está na cobrança' (Ricardo Stuckert/PR)
Por Luís Felipe Sardenberg

A tradição de fazer um balanço dos primeiros cem dias de governo é inspirada em Franklin Roosevelt. O presidente americano costumava se vangloriar de ter conseguido a aprovação de 15 projetos importantes apenas cem dias depois de tomar posse. O ano era 1933 e os Estados Unidos afundavam numa grande depressão econômica. A partir daí, todos os presidentes americanos ficaram reféns desse marco e o costume atingiu outros países presidencialistas. É o caso do Brasil, onde a presidente Dilma Rousseff chegou a montar uma equipe para estipular um plano de metas para os primeiros cem dias — completados no último dia 10 de abril. Para analisar o perfil de governo de Dilma e compará-lo com o do antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, a reportagem do Esquina entrevistou o cientista político David Fleischer, professor da Universidade de Brasília e um dos fundadores da ONG Transparência Brasil.

Quais as principais diferenças entre a presidente Dilma e o ex-presidente Lula?

Ela é mais sisuda, reservada. Como teve um test drive de cinco anos na Casa Civil, sabe muito bem como a máquina federal funciona. E ela cobra essa máquina, o que Lula deixava mais para o Ministério das Relações Institucionais e a Casa Civil tocarem. A Dilma está muito mais ligada ao funcionamento do governo. Aparentemente, vai viajar menos que Lula. O governo dela conduz a parte interna e externa adequadamente. E a Dilma já se saiu bem no primeiro grande teste, com a aprovação do salário mínimo de R$ 545.

Ela se saiu bem mesmo sem propor um valor mais alto, como queriam as Centrais Sindicais?


A Dilma saiu fortalecida, porque as Centrais Sindicais recuaram da posição inicial. E, mais tarde, ela chamou as Centrais para discutir outras coisas, o que mostra uma porta aberta para elas.

Como a presidente lida com a oposição e a base aliada?

Ela tem dois grandes desafios dentro da coligação, que é lidar com o PMDB e o PT. Até agora, tem tratado a base aliada corretamente. Com a oposição, ela estendeu a mão e disse que queria dialogar. Quis mostrar [com o gesto] que a oposição também pode ter boas sugestões para políticas públicas.

O Lula se relacionava melhor com os ministros do que Dilma?

Dilma está mais preocupada com detalhes. Lula não. Ele estava preocupado com as coisas gerais. No tratamento com os ministros, ela cobra especificamente certos desempenhos deles, o que Lula não fazia.

E com a imprensa, a relação é ruim?

Não. O fato de ela não ser tagarela, não falar demais, não atrapalha o trabalho dos jornalistas. O Lula falava todo dia e, às vezes, a fala era desconexa, complicada. Por isso, a imprensa criticava muito a fala de Lula. Mas a Dilma tem uma boa relação com a imprensa.

'Lula era mais ideológico' (Daiane Souza/UnB Agência)
Uma pesquisa do instituto Datafolha mostrou que a popularidade nos três primeiros meses de Dilma foi semelhante ao índice alcançado por Lula no mesmo período. A popularidade de Dilma não deveria ser maior por conta do melhor momento da economia? Falta carisma a ela?
 
Lula, com todo seu carisma, estava enfrentando um problema econômico sério e precisava apertar o cinto no início do governo. Dilma também precisou de uma medida de austeridade, cortar R$ 50 bilhões do orçamento no início do ano. Mas a situação do Brasil em 2011 é muito melhor que em 2003. Como ela carrega toda a parte positiva da sociedade e da economia dos anos finais de Lula, então sim, a popularidade dela poderia ser um pouco melhor. Mas ainda assim a popularidade dos dois é maior que a dos outros presidentes do período democrático.
 
É possível dizer que Dilma é mais objetiva com a política externa, enquanto Lula foi mais personalista?
 
Sim. Lula tendia a posições ideológicas na política externa. Com ela, não vai ser bem assim. A Dilma está deixando o funcionamento das relações internacionais a cargo do Itamaraty, sem muita imposição ou intervenção por ideologia. A política externa dela está buscando defender os interesses do Estado brasileiro. Mas, nesses primeiros cem dias, ela teve poucas chances de mostrar concretamente suas posições na política externa. Votou contra o Irã para estabelecer um relator da ONU que irá avaliar se houve violação de direitos humanos no país. Mas votou contra a intervenção na Líbia. Essas foram as únicas posições concretas. Precisamos esperar para ver outras.
 
O governo de Lula foi mais ou menos transparente que o de Dilma?
 
É mais ou menos igual. O Lula abriu a porta da transparência em 2003. Disse para a Polícia Federal "vai em frente, investiga tudo" e também para o procurador-geral da República "nada fica na gaveta, vão em cima de tudo". Idem para a Controladoria-Geral da União. Lula abriu a porta da transparência e Dilma deixa a porta aberta.
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Brasil aprova investigação da ONU no Irã

Após uma aproximação com o governo de Mahmoud Ahmadinejad, durante o mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil mudou a postura em relação ao Irã no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU). No último dia 25 de março, em Genebra, na Suíça, o país votou a favor do envio de um relator especial ao Irã para investigar as supostas violações do governo de Ahmadinejad. Confira nota enviada pelo Ministério das Relações Exteriores sobre o voto:

Sr. Presidente,

- O Brasil acredita que todos os países, sem exceção, têm desafios a superar na área de direitos humanos.
- A Presidenta Dilma Rousseff deixou claro, em seu discurso de posse, que acompanhará com atenção os avanços na situação de direitos humanos em todos os lugares, a começar pelo Brasil.
- Consideramos que o sistema das Nações Unidas de direitos humanos, a despeito de suas imperfeições, oferece oportunidades para a promoção de melhorias nos Estados Membros das Nações Unidas. - O Brasil formulou convite permanente para todos os mecanismos de direitos humanos. Hoje, não há visitas pendentes de Relatores Especiais ao meu país.

IRÃ NO SISTEMA DE DIREITOS HUMANOS

Sr. Presidente,

- Na extinta Comissão, em mais de uma oportunidade o Brasil votou a favor do mandato sobre a situação dos direitos humanos no Irã.
- Em 2001, entretanto, o Brasil se absteve diante de resolução cujo objetivo era renovar o mandato sobre o Irã, em função do compromisso assumido na época pelo governo iraniano de aumentar sua cooperação com o sistema.
- Após emitir convite permanente para visitas de Relatores Especiais temáticos, o Irã recebeu seis desses Relatores.

DESDOBRAMENTOS RECENTES

- Desde o final de 2005, entretanto, e a despeito solicitações dos Relatores Especiais temáticos, nenhuma visita foi realizada ao país.

MOTIVAÇÃO PARA A RESOLUÇÃO

- Ainda que o Brasil reconheça a prontidão das autoridades iranianas em receber visita da Alta Comissária, consideramos que a presente resolução é reflexo de uma avaliação compartilhada de que a situação dos direitos humanos no Irã merece a atenção do Conselho. Essa resolução também deve ser vista como a expressão de um entendimento comum de que é importante, necessário e imperativo que todos os Estados Membros das Nações Unidas colaborem com os Relatores Especiais e com outros mecanismos do Conselho de Direitos Humanos.
- O Brasil estimula o Irã a demonstrar seu compromisso e renovar sua cooperação com o Conselho de Direitos Humanos, inclusive com o novo mandato para relator especial que acaba de ser estabelecido. É motivo de especial preocupação para nós a não-observância de moratória sobre a pena de morte, não apenas no Irã, mas em todos os países que ainda praticam a execução de pessoas como forma de punição.

COERÊNCIA NO SISTEMA DE DIREITOS HUMANOS

Sr. Presidente,

- O Brasil estimula outros países a cooperarem com todos os mecanismos decorrentes de resoluções e decisões adotadas pelo Conselho.
- O Brasil espera que os principais patrocinadores desta iniciativa apliquem os mesmos padrões a outros casos de não-cooperação com o Sistema de Direitos Humanos das Nações Unidas.
- O Brasil também espera que o presente mandato possa contribuir para o avanço da situação de direitos humanos no Irã e que, ao mesmo tempo, abra caminho para ações coerentes e consistentes quando nos encontrarmos frente a outras situações.

O VOTO BRASILEIRO

- Por todas as razões acima expostas, o Brasil vota a favor do projeto de resolução L.25.
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Dúvidas com IR? Veja o Guia Prático do Esquina

Com o Guia Prático do Esquina, o internauta pode tirar suas dúvidas sobre o IR
Ilustração (Web)
Por Sara Bueno 
Tão logo chega o fim do mês de fevereiro, vêm a preocupação com o Imposto de Renda. “Que prazo tenho para declarar?”; “Que despesas são consideradas dedutíveis?”; “Como faço para declarar?”, são perguntas que circulam pela mente dos brasileiros.

A falta de conhecimento, muitas vezes, pode levar contribuintes a errar na declaração do Imposto de Renda. E, em face de inconsistências apresentadas nos dados declarados, o declarante pode cair na malha fina. Por isso, é necessária atenção na hora de prestar contas ao Governo.

O guia abaixo irá responder alguns dos questionamentos mais comuns:

              * Deduções legais

              * Desconto simplificado

Restituição do imposto de renda
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UniCEUB/Brasília precisa quebrar tabu para garantir vaga nas semis do NBB

Equipe candanga tem a vantagem na série contra o Uberlândia e pode voltar do interior mineiro com a classificação. 

O ala/pivô Guilherme Giovannoni encara a forte
marcação do time do Uberlândia
(Brito Júnior/Divulgação)
Por Felipe Igreja
UniCeub/Brasília e Uberlândia se enfrentam nesta sexta-feira (29), às 20h, no Ginásio do Uberlândia Tênis Clube, em duelo válido pelas quartas de finais do NBB. Será a partida de número quatro da série. O clube candango está na frente, vence por 2 a 1, e em caso de um novo triunfo garante classificação para as semifinais do torneio nacional.

Entretanto, para voltar do interior mineiro com a vaga, o Brasília vai enfrentar, além do adversário, um pequeno tabu no retrospecto do confronto. Nesta temporada foram cinco jogos entre as duas equipes e sempre quem jogou em casa levou a melhor.

Data
Jogo
Local
11/01/2011
Uberlândia 94x84 Brasília
Uberlândia-MG
18/03/2011
Brasília 88x74 Uberlândia
Brasília-DF
23/04/2011
Uberlândia 96x91 Brasília
Uberlândia-MG
26/04/2011
Brasília 109x73 Uberlândia
Brasília
27/04/2011
Brasília 84x72 Uberlândia
Brasília

“Ainda não vencemos em Uberlândia, mas vamos entrar em quadra com objetivo de obter o resultado favorável, aproveitando que a pressão está com o nosso adversário. Vamos apostar em uma marcação forte, fazendo com que eles saiam do padrão, explorando o contra-ataque”, analisou o ala/pivô Guilherme Giovannoni.

Com a necessidade da vitória para se manter vivo na série, o técnico do Uberlândia ainda estuda a maneira de vencer a equipe da capital federal. “O Brasília pegou a forma de jogar contra o nosso time, mas temos condições de vencer em casa. O elenco está confiante e com a expectativa de atuar de forma intensa, marcando forte o adversário”, relata Chuí, treinador do clube mineiro.

Caso o tabu seja mantido, com vitória do Uberlândia, a série fica empatada em 2 a 2 e retorna a Brasília, para o jogo decisivo. A partida de número cinco, se necessária, acontece na próxima segunda-feira (2), às 20h, no Ginásio da Asceb.

Entretanto, caso o UniCEUB/Brasília consiga o triunfo, a série termina e a equipe candanga se classifica para as semifinais.
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Slackline: febre nos gramados brasilienses

Vindo do Rio de Janeiro, o esporte cresce na capital federal
O slackline veio do Rio de Janeiro para o Distrito Federal
(GNT/Globo)
Por Dyelle Menezes
Febre nas areias do Rio de Janeiro, o Slackline, ganha cada dia mais adeptos em Brasília. Os gramados das quadras e parques da cidade são tomados por cordas coloridas entre as árvores e pés descalços dos praticantes. A fita utilizada possui cinco centímetros de largura e quinze de comprimento e é amarrada em duas árvores. O objetivo é atravessar de uma ponta a outra sem cair. Apesar do espírito de brincadeira, o esporte exigem dedicação, equilíbrio e concentração.

Eduardo Villanova é educador físico e foi um dos pioneiros do esporte em Brasília. “Iniciei a prática em 2008. Depois levei amigos e alunos para iniciar e se exercitar comigo. Diante desse fato o grupo cresceu.  Acabamos criando o grupo "Nós na Fita Slackline-DF" que hoje se transformou no SlackBrasília. Muitas pessoas paravam para perguntar e eu explicava e ensinava. Outras muitas ficavam só olhando apreensivas e não tinham coragem de andar. Eu abordava e ensinava, adultos, crianças,  adolescentes. Vinha todo tipo de gente!”, afima.

Do ponto de vista físico, segundo Villanova, o esporte trabalha uma grande quantidade de músculos, devido ao desequilíbrio que a fita proporciona e ao tentar se equilibrar. “
Há uma exigência grande dos membros inferiores, como coxas e glutões, e abdominais que ajudarão na estabilização da movimentação na fita. Os membros superiores serão exigidos também, mas em menor intensidade pois serão auxiliares na hora do equilíbrio”, explica o professor.

O esporte em Brasília

Na lista dos lugares mais procurados para a prática em Brasília, o Parque da Cidade lidera o ranking. Sábados, domingos e feriados os gramados, ainda verdes do local, ficam cheios de fitas coloridas e slackliners – maneira como são chamados os fanáticos pela atividade. Paula Correa, estudante de Biologia, iniciou o esporte há uma semana entre as árvores do parque e acredita que seja o lugar ideal. “O parque tem toda a estrutura pro esporte, que só precisa de duas árvores para começar. Com duas árvores e uma fita, qualquer lugar fica ideal” afirma.

As quadras da asa norte também estão na mira dos adeptos. Tarcísio Vieira, é morador da 312 Norte, todas as sextas-feiras reúne os amigos e monta a fita nas árvores do local. “A 312 virou point pra galera que gosta de andar na corda. Além do grupo de amigos que eu chamo pra cá, já vi outros grupos por aqui. O esporte tem tudo pra crescer cada dia mais. Brasília possui grande quantidade de árvores, perfeita para a realização da atividade”, conclui o estudante de Engenharia Ambiental.

Andar sobre a “corda-bamba”  é uma ato que possui pelo menos dois mil anos. Praticado por acrobatas, é uma característica marcante da arte circense. Porém, foram dois escaladores americanos, Jeff Ellington e Adam Grosowsky, que nos anos 80 começaram a andar em cabos de estacionamento e correntes, e rapidamente, adaptaram para a fita tubular ancorada de forma simples em dois pontos fixos.

Estilos

O Slackline possui diferenciações conforme a maneira e a dificuldade com que é praticado. Nas alturas baixas e médias, as mais comuns em Brasília, o esporte recebe o nome de Lowline. Sobre a água é chamado de Waterline. O termo Highline é usado para as grandes alturas, quando a corda é colocada entre fendas, precipícios, prédios e depressões, que exige muita prática e conhecimento das técnicas do esporte.

O kit básico para o esporte custa entre R$160 e R$350 e contém uma fita de quinze metros com sistema para prender nos apoios.  Já estão à venda em algumas lojas de esportes e no site. Sem contraindicações, o Slackline pode ser praticado de crianças a adultos, basta gostar de adrenalina e desafio.
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